{"id":9070,"date":"2018-03-12T00:00:00","date_gmt":"2018-03-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/fraternidade-e-paz\/"},"modified":"2018-03-12T00:00:00","modified_gmt":"2018-03-12T03:00:00","slug":"fraternidade-e-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/fraternidade-e-paz\/","title":{"rendered":"Fraternidade e Paz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Cardeal Orani Jo\u00e3o Tempesta<br \/>\n<\/strong><strong>Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Temos em nossa Arquidiocese grandes personagens que deram a vida pela Igreja e que marcaram a nossa sociedade. Sinto-me pequeno de t\u00e3o grandes atores de nossa caminhada crist\u00e3 e cidad\u00e3 neste ch\u00e3o t\u00e3o importante desta grande cidade. Recordo hoje a intui\u00e7\u00e3o do nosso predecessor o Cardeal D. Eug\u00eanio de Ara\u00fajo Sales que intuiu grandes momentos de evangeliza\u00e7\u00e3o que se tornaram depois nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 sempre uma gra\u00e7a divina lembrar o papel fundamental da intui\u00e7\u00e3o desse nosso amado predecessor que como respons\u00e1vel pelo Secretariado de A\u00e7\u00e3o Social e presidente da Caritas Nacional e Administrador Apost\u00f3lico da Arquidiocese de Natal, no Rio Grande do Norte, iniciou a Campanha da Fraternidade sob o impulso renovador do esp\u00edrito do Conc\u00edlio Vaticano II. Utilizando-me dos sites pr\u00f3prios e de livros sobre o assunto recordo um pouco dessa hist\u00f3ria para fazer mem\u00f3ria dos ideais que marcam os grandes eventos de nossa caminhada pastoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tudo come\u00e7ou quando um pequeno grupo de padres rec\u00e9m-ordenados, sob a coordena\u00e7\u00e3o de Dom Eugenio de Ara\u00fajo Sales, reunia-se em Natal, cada m\u00eas, para rezar e refletir sobre a miss\u00e3o da Igreja e da a\u00e7\u00e3o Pastoral. Da\u00ed surgiram v\u00e1rias iniciativas postas em pr\u00e1tica, com sucesso. Algumas vieram a ter dimens\u00e3o nacional. Dentre elas est\u00e3o o primeiro Regional da CNBB, que abrangia as dioceses da \u00e1rea territorial que ia do Maranh\u00e3o \u00e0 Bahia; o primeiro planejamento pastoral, colocando a t\u00e9cnica a servi\u00e7o do Reino de Deus; a organiza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos trabalhadores em sindicatos rurais, reconhecidos pelo Governo. E, logo a seguir, a primeira Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Rurais no Rio Grande do Norte; par\u00f3quias confiadas a religiosas; as escolas radiof\u00f4nicas e outras iniciativas, sem esquecer a Campanha da Fraternidade, posteriormente assumida em n\u00edvel nacional pela CNBB no ano de 1964.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um pouco de hist\u00f3ria: \u201cNo Nordeste semi\u00e1rido, pobre, mas confiante em Deus, nasceram estas atividades fecundas, fruto do Evangelho posto em pr\u00e1tica. A Arquidiocese de Natal havia recebido alguma ajuda, de modo particular da Igreja da Alemanha, que mal sa\u00edra da cat\u00e1strofe da 2\u00aa Guerra Mundial. Muitos outros projetos de ajuda financeira eram encaminhados a outras na\u00e7\u00f5es, mas, particularmente, \u00e0 \u201cAktion Misereor\u201d, do Episcopado Alem\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alguns dirigentes do Servi\u00e7o de Assist\u00eancia Rural (SAR) julgaram ser importante criar, entre cat\u00f3licos, uma mentalidade de coopera\u00e7\u00e3o local com as obras pastorais e sociais da Igreja, dando, assim, maior credibilidade aos pedidos feitos ao estrangeiro. Ao chegarem respostas favor\u00e1veis dos cat\u00f3licos, o grupo de sacerdotes e leigos julgou que, de sua parte, deveria fazer algo para que se pudesse solicitar colabora\u00e7\u00e3o aos irm\u00e3os na F\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dom Heitor de Araujo Sales, ent\u00e3o sacerdote potiguar, estudando na Europa e passando as f\u00e9rias na Alemanha, trouxe todo o material da estrutura da \u201cMisereor\u201d e a divulga\u00e7\u00e3o de suas campanhas. Na sede do Movimento de Natal, os subs\u00eddios vindos da Europa foram traduzidos e adaptados \u00e0 realidade brasileira. Um grupo estudou o assunto, escolheu o nome que vigora at\u00e9 hoje &#8211; Campanha da Fraternidade -, organizou da melhor maneira a Campanha com essa dupla finalidade: evangelizadora e social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi na cidade de N\u00edsia Floresta que surgiu o embri\u00e3o da Campanha da Fraternidade. Caminhadas \u00e0 p\u00e9, de casa em casa, de rua em rua, de povoado em povoado. Quase paralelamente \u00e0s marchas, foram criadas as Semanas da Fraternidade. Eram doados ovos, galinhas, hortali\u00e7as frutas e o resultado comercializado numa feira cuja renda tinha como finalidade a compra de colch\u00f5es, redes, dentre outras coisas, para as fam\u00edlias pobres espalhadas em treze comunidades ligadas ao munic\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A experi\u00eancia das Irm\u00e3s Vig\u00e1rias nesta cidade e das marchas foi implantada depois em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante e Taipu. Tudo com o apoio da Santa S\u00e9, como sempre trabalhou Dom Eugenio Sales, e com a ajuda dos leigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A primeira Campanha da Fraternidade ficou restrita \u00e0 Arquidiocese de Natal, em 1962. A coleta rendeu um milh\u00e3o de cruzeiros import\u00e2ncia que corresponde, hoje, em torno de R$ 47.700,00. A segunda, na Quaresma de 1963, abrangeu 25 dioceses do Nordeste. O aviso da C\u00faria n\u00ba 5\/1963, sobre o assunto na Arquidiocese de Natal, trazia elementos valiosos: \u201cEm todas as matrizes, igrejas, capelas, escolas e tamb\u00e9m no com\u00e9rcio, far-se-\u00e1 uma grande coleta em favor das obras apost\u00f3licas e sociais da Arquidiocese\u201d. Referia-se ao costume, iniciado nos Estados Unidos e pa\u00edses europeus, de designar um dia para angariar donativos destinados \u00e0 Igreja e ao mundo \u201csubdesenvolvido\u201d. E continuava: \u201cEntre n\u00f3s, iniciamos no ano passado essa Campanha, que encontrou muita receptividade em nossas comunidades paroquiais. Ela \u00e9 feita neste tempo para significar o sacrif\u00edcio de toda a comunidade diocesana na Quaresma, em favor de seus irm\u00e3os\u201d. Assina-o, o Vig\u00e1rio Geral. O Secret\u00e1rio da C\u00faria d\u00e1 outras indica\u00e7\u00f5es e provid\u00eancias em documento tamb\u00e9m publicado no jornal diocesano, \u201cA Ordem\u201d, de 9 de mar\u00e7o de 1963.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No op\u00fasculo, \u201cCampanha da Fraternidade, 20 anos de servi\u00e7o \u00e0 miss\u00e3o\u201d, publicado em 1983 pela CNBB, na p\u00e1gina 21, h\u00e1 uma correspond\u00eancia do ent\u00e3o Secret\u00e1rio Geral, Dom Helder C\u00e2mara, a todos os Bispos do Brasil, com data de 26 de setembro de 1963. \u00c9 a transi\u00e7\u00e3o de \u00e2mbito local para o nacional. O assunto fora tratado pelo Episcopado, reunido, em Roma, para o Conc\u00edlio Vaticano II e aprovado a 20 de dezembro do ano seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1964, a not\u00edcia, no citado peri\u00f3dico \u201cA Ordem\u201d, a 15 de fevereiro, traz o seguinte t\u00edtulo: \u201cCampanha da Fraternidade realiza-se, este ano, em todo o Brasil\u201d. Assim come\u00e7a a mat\u00e9ria: \u201cIniciou-se nesta semana a Quaresma e, com a Quaresma, a 3\u00aa Campanha da Fraternidade, em Natal. Este ano, pela primeira vez, saiu como \u2018Campanha Nacional com Dioceses\u2019 em todo o Pa\u00eds, tendo as mesmas finalidades. Tratava-se de uma oportunidade de os fi\u00e9is assumirem suas responsabilidades na manuten\u00e7\u00e3o das obras cat\u00f3licas. A \u00eanfase era ser \u2018Campanha mais formativa que promocional\u2019. Incluiu outros colaboradores: \u2018entidades comerciais da Cidade comprometeram-se a dar pleno apoio \u00e0 Campanha\u2019\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Atualmente, na sua trajet\u00f3ria nacional desde 1964, com nobres objetivos, a Campanha alcan\u00e7a novos horizontes incluindo a comunh\u00e3o com outras igrejas crist\u00e3s\u201d (<a href=\"https:\/\/domeugeniosales.webnode.com.br\/origem-da-campanha-da-fraternidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/domeugeniosales.webnode.com.br\/origem-da-campanha-da-fraternidade\/<\/a>, \u00faltimo acesso em 06 de mar\u00e7o de 2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste ano de 2018 a Campanha da Fraternidade tem como lema: \u201cV\u00f3s sois todos irm\u00e3os\u201d(Mt 23,8) e como tema: \u201cFraternidade e supera\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia\u201d. A Campanha da Fraternidade tem como objetivo geral: \u201cConstruir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconcilia\u00e7\u00e3o e da justi\u00e7a, \u00e0 luz da Palavra de Deus, como caminho de supera\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia\u201d(cf. Manual p\u00e1g. 15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o objetivos espec\u00edficos da Campanha da Fraternidade: anunciar a Boa-Nova da fraternidade e da paz, estimulando a\u00e7\u00f5es concretas que expressem a convers\u00e3o e a reconcilia\u00e7\u00e3o no esp\u00edrito quaresmal; analisar as m\u00faltiplas formas de viol\u00eancia, especialmente as provocadas pelo tr\u00e1fico de drogas considerando suas causas e consequ\u00eancias na sociedade brasileira; identificar o alcance da viol\u00eancia, nas realidades urbana e rural de nosso pa\u00eds, propondo caminhos de supera\u00e7\u00e3o, a partir do di\u00e1logo, da miseric\u00f3rdia e da justi\u00e7a, em sintonia com o Ensino Social da Igreja; valorizar a fam\u00edlia e a escola como espa\u00e7os de conviv\u00eancia fraterna, de educa\u00e7\u00e3o para a paz e de testemunho do amor e do perd\u00e3o; identificar, acompanhar e reivindicar pol\u00edticas p\u00fablicas para supera\u00e7\u00e3o as desigualdades social e da viol\u00eancia; estimular as comunidades crist\u00e3s, pastorais, associa\u00e7\u00f5es religiosas e movimentos eclesiais ao compromisso com a\u00e7\u00f5es que levem \u00e0 supera\u00e7\u00e3o a viol\u00eancia; apoiar os centros de direitos humanos, comiss\u00f5es de justi\u00e7a e paz, conselhos parit\u00e1rios de direitos e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que trabalham para a supera\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia\u201d(cf. Manual p\u00e1g. 15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cTr\u00eas fatores s\u00e3o fundamentais para definir esses espa\u00e7os de paz e de guerra. O primeiro deles \u00e9 a a\u00e7\u00e3o (ou omiss\u00e3o) do poder p\u00fablico. Nos locais onde o Estado deveria estar mais presente, como nas periferias das grandes cidades, observa-se uma quase aus\u00eancia das pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos, deixando tais territ\u00f3rios e seus moradores, muitas vezes, entregues a grupos armados, ao tr\u00e1fico de drogas e a toda a sorte de viol\u00eancia e de desordem social. Por outro lado, em \u00e1reas nobres, a presen\u00e7a do poder p\u00fablico se faz de m\u00faltiplas formas, garantindo direitos dos cidad\u00e3os e protegendo o patrim\u00f4nio das elites\u201d (Cf. Manual. N. 31).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na nossa Carta Pastoral \u201cBem-Aventurados os que constroem a paz! \u201d Escrevemos que: \u201cNa medida em que tolerar n\u00e3o significa omitir, ao aumento no \u00edndice da viol\u00eancia e no n\u00famero das v\u00edtimas deve corresponder o incremento na atividade evangelizadora. Como bem sabemos, existe enorme diferen\u00e7a entre apresentar Jesus Cristo e impor Jesus Cristo. Sob o medo da imposi\u00e7\u00e3o e com o louv\u00e1vel argumento do respeito, algumas pessoas acreditam que nem se deva mais falar de Jesus Cristo, de apresentar sua pessoa e sua mensagem. Grande, portanto, \u00e9 o risco de uma atitude que leve at\u00e9 o extremo da omiss\u00e3o, ainda que sob a melhor das inten\u00e7\u00f5es. Nunca poderemos deixar de anunciar Jesus Cristo e o Reino de Deus. Este mandato est\u00e1 na origem e na identidade da Igreja. Transformam-se os tempos e os modos de evangelizar, mas a evangeliza\u00e7\u00e3o deve sempre acontecer. Por isso, considero importantes todas as iniciativas mission\u00e1rias que t\u00eam sido realizadas por par\u00f3quias, movimentos e novas comunidades para que o Evangelho chegue a mais pessoas e grupos. Alegro-me quando constato as visitas a resid\u00eancias, locais de trabalho, hospitais, escolas e pres\u00eddios. Gostaria de poder estar em cada celebra\u00e7\u00e3o que acontece nas pra\u00e7as e nas ruas, com a disponibilidade de confiss\u00f5es onde as pessoas est\u00e3o, por onde elas passam. Na impossibilidade f\u00edsica de sempre estar presente, uno-me na ora\u00e7\u00e3o, desejando que continuem, que n\u00e3o se deixem levar pelo des\u00e2nimo quando encontram dificuldades. Estes momentos mission\u00e1rios transmitem forte esperan\u00e7a a pessoas que n\u00e3o conseguiriam ser acolhidas e escutadas se n\u00e3o fosse ali. Mostram que as ruas de nossa cidade n\u00e3o s\u00e3o apenas lugares de viol\u00eancia e desrespeito. S\u00e3o tamb\u00e9m lugares de fraternidade e f\u00e9. Testemunham que nem tudo nessa vida necessita possuir valor monet\u00e1rio para ser reconhecido. O acolhimento gratuito faz com que muitas pessoas, marcadas pelas dores, vitimadas pela viol\u00eancia, possam exclamar como Isabel o fez ao receber a visita de Maria: \u201ccomo \u00e9 poss\u00edvel que a M\u00e3e do meu Senhor me venha visitar?\u201d (cf. Lc 1,39-44). Conhecer o Evangelho e ter contato com as comunidades de f\u00e9 s\u00e3o caminhos para a supera\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia.\u201d(cf. n\u00fameros 41-42).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dentro dos gestos concretos da Campanha da Fraternidade est\u00e1 a Coleta da Campanha da Fraternidade a ser realizada no Domingo de Ramos. Somos chamados a fazer nossa parte entregando o que \u00e9 fruto de nossa penit\u00eancia e jejum para os trabalhos sociais de nossa igreja e n\u00f3s sabemos quanto bem se faz com o pouco de cada um. Somos uma comunidade fraterna que partilha e que coloca com consci\u00eancia diante de Deus a sua partilha. Por isso recordo p\u00e1rocos, vig\u00e1rios e padres que trabalham em nossa Arquidiocese que recordem ao nosso povo os in\u00fameros benef\u00edcios que esta coleta produz em muitos projetos que s\u00e3o aquinhoados com a doa\u00e7\u00e3o de nossos fi\u00e9is. N\u00f3s lembramos que 60% desta coleta fica para o Fundo Diocesano de Solidariedade que \u00e9 coordenado pelo Vicariato da Caridade Social de nossa arquidiocese e 40% \u00e9 enviado para o Fundo Nacional. Em nossa Arquidiocese o Fundo Diocesano de Solidariedade apoia projetos que necessitam deste fundo e que chegaram em boa hora. Creio que \u00e9 o momento de demonstrarmos que \u201csentimos com a igreja\u201d e que na a\u00e7\u00e3o do Divino Esp\u00edrito Santo, estamos dispostos a colaborar com a evangeliza\u00e7\u00e3o e com a supera\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O manual da Campanha da Fraternidade lembra que: \u201cBispos, padres, religiosos(as), lideran\u00e7as leigas, agentes de pastoral, col\u00e9gios cat\u00f3licos e movimentos eclesiais s\u00e3o os principais motivadores e animadores da Campanha da Fraternidade. A Igreja espera que com esta motiva\u00e7\u00e3o todos participem, oferecendo sua solidariedade em favor das pessoas, grupos e comunidades, pois: \u2018Ao longo de uma hist\u00f3ria de solidariedade e compromisso com as incont\u00e1veis v\u00edtimas das in\u00fameras formas de destrui\u00e7\u00e3o da vida, a Igreja se reconhece servidora do Deus da vida\u2019 (DGAE, n. 66). O gesto fraterno da oferta tem um car\u00e1ter de convers\u00e3o quaresmal, condi\u00e7\u00e3o para que advenha um novo tempo marcado pelo amor e pela valoriza\u00e7\u00e3o da vida\u201d (cf. Manual, p\u00e1g. 105).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vivemos o ano do laicato: \u201cCrist\u00e3os leigos e leigas, sujeitos na \u2018Igreja em sa\u00edda\u2019, a servi\u00e7o do Reino\u201d, que tem como lema: \u201cSal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14). Por isso mesmo nossos crist\u00e3os leigos e leigos, cientes de que s\u00e3o protagonistas da nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, v\u00e3o se empenhar em ser testemunhas de esperan\u00e7a nesta nossa grande cidade cheia de tantas necessidades e com tantos problemas a serem resolvidos para sermos aqueles \u201cque constroem a paz\u201d. Sabemos tamb\u00e9m que iremos nos empenhar para que a Campanha da Fraternidade, fiel a intui\u00e7\u00e3o do grande Cardeal Eug\u00eanio Ara\u00fajo Sales, continue fazendo o bem e evangelizando como bem intuiu e profetizou este grande e magno Arcebispo do Rio de Janeiro, para que o Cristo Redentor continue resplandecendo na vida de todos os batizados!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cardeal Orani Jo\u00e3o Tempesta Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ) \u00a0 &nbsp; Temos em nossa Arquidiocese grandes personagens que deram a vida pela Igreja e que marcaram a nossa sociedade. Sinto-me pequeno de t\u00e3o grandes atores de nossa caminhada crist\u00e3 e cidad\u00e3 neste ch\u00e3o t\u00e3o importante desta grande cidade. 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