{"id":912556,"date":"2022-05-11T11:00:50","date_gmt":"2022-05-11T14:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=912556"},"modified":"2022-05-11T11:01:08","modified_gmt":"2022-05-11T14:01:08","slug":"o-mandamento-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-mandamento-de-jesus\/","title":{"rendered":"O mandamento de Jesus\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Jaime Vieira Rocha\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Natal (RN)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Neste dia 13 de maio, dedicado a Nossa Senhora de F\u00e1tima, lembro as par\u00f3quias e capelas que a t\u00eam como padroeira, especialmente no territ\u00f3rio da nossa Arquidiocese. A mensagem das apari\u00e7\u00f5es marianas, em F\u00e1tima, Portugal, nos exorta a que vivamos o Evangelho de Jesus Cristo, seu Filho e a nos deixarmos conduzir pela convers\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, dando sentido \u00e0 nossa exist\u00eancia de seguidores de Cristo, o Bom Pastor.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Seguir Jesus: esse \u00e9 o desejo de Nossa Senhora. E como seguir? Qual \u00e9 o sentido desse seguimento? Como viver o discipulado proveniente da resposta positiva ao chamado divino, endere\u00e7ado a todos n\u00f3s? Para encontrarmos a resposta a esses questionamentos deixemo-nos iluminar pelo Evangelho do pr\u00f3ximo domingo, o 5\u00ba da P\u00e1scoa. Ele \u00e9 tirado do Evangelho segundo S\u00e3o Jo\u00e3o cap\u00edtulo 13, vers\u00edculos 31 a 33a e 34 e 35. Jesus est\u00e1 nos momentos finais de sua vida terrena. Ap\u00f3s o gesto, simb\u00f3lico e paradigm\u00e1tico, do \u201clava-p\u00e9s\u201d, especialmente para o sentido da Eucaristia, cujos relatos encontramos nos outros Evangelhos e em Paulo (cf. Mt 26,26-28; Mc 14,22-24; Lc 22,17-20; 1Cor 11,23-25), Jesus declara o seu \u201cmandamento\u201d: \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">amai-vos uns aos outros<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d. Ele se apresenta como o modelo desse mandamento e, ao mesmo tempo, o estipula como distintivo do discipulado: \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">como eu vos amei<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d e \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">nisto todos conhecer\u00e3o que sois meus disc\u00edpulos<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">No ensinamento desse mandamento de Jesus encontramos a raiz no mandamento principal, \u00e0 luz do Dec\u00e1logo veterotestament\u00e1rio: \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus \u00e9 o \u00fanico Senhor. Amar\u00e1s o Senhor teu Deus com todo o cora\u00e7\u00e3o&#8230;<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d (Dt 6,4s). E ainda: \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d (Lv 19,18), dentro da Lei da Santidade (cf. Lev\u00edtico cap\u00edtulos 17 a 26). Jesus une esses dois mandamentos, tanto na resposta ao doutor da Lei que o questionou sobre qual era o maior mandamento (cf. Mt 22,35), como no discurso de Jo\u00e3o cap\u00edtulo 13.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">H\u00e1, portanto, uma unidade entre os dois mandamentos. Tal unidade Jesus expressa como afirmei acima, como seu mandamento e distintivo do discipulado. Em primeiro lugar, devemos afirmar: Jesus exige o amor, tal como Deus Pai no Antigo Testamento o fizera, a partir de seu amor para com os seus disc\u00edpulos. Seguir Jesus significa amar Jesus, porque Jesus nos ama. Esse \u00e9 o sentido do seguimento. S\u00f3 podemos viver o discipulado reconhecendo que somos amados por Jesus, por Deus, o Pai. E mais: o amor a Jesus se manifesta no amor ao pr\u00f3ximo, aos irm\u00e3os e irm\u00e3s: \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">amai-vos uns aos outros<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d. Esse amor de Jesus por n\u00f3s \u00e9 um amor trinit\u00e1rio \u2013 dizer que Jesus nos ama \u00e9 dizer que o Pai tamb\u00e9m nos ama (cf. Jo 14,23) \u2013 e esse amor nos introduz na vida no Esp\u00edrito, v\u00ednculo de amor entre Pai e Filho. Somos levados a afirmar sobre n\u00f3s mesmos: como dizia Dom Nivaldo Monte \u2013 fomos feitos para amar, \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">o cora\u00e7\u00e3o foi feito para amar<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d. Trata-se daquilo que os te\u00f3logos chamam de \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Ontologia trinit\u00e1ria<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d, ou seja, o reconhecimento de que o nosso ser \u00e9 intrinsecamente feito para ser com Deus, para viver em Deus, para entrar na rela\u00e7\u00e3o com o Pai por meio do Filho na for\u00e7a e unidade do Esp\u00edrito Santo. \u00c9 o que nos identifica, n\u00e3o somente no que diz respeito ao discipulado, mas tamb\u00e9m \u00e0 nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia humana.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Mas, nunca nos esque\u00e7amos: somente nesse amor \u00e9 que podemos evangelizar. Somente o amor \u00e9 cred\u00edvel, isto \u00e9, capaz de dar sentido ao ato de f\u00e9. N\u00e3o se trata de um amor abstrato, virtual, sem concretude. O amor que Jesus exige de n\u00f3s nos leva ao entendimento da realidade em que estamos: concreta, hist\u00f3rica, por isso mesmo, social, comunit\u00e1rio, din\u00e2mico. Esse amor se revela nas obras de miseric\u00f3rdia, expressas no discurso de Mateus cap\u00edtulo 25: no entardecer da vida, seremos julgados pelo Amor (S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, repetido por Santa Teresinha do Menino Jesus). Vivamos nesse amor, sempre.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jaime Vieira Rocha\u00a0 Arcebispo de Natal (RN) &nbsp; Neste dia 13 de maio, dedicado a Nossa Senhora de F\u00e1tima, lembro as par\u00f3quias e capelas que a t\u00eam como padroeira, especialmente no territ\u00f3rio da nossa Arquidiocese. 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