{"id":912918,"date":"2022-05-16T11:39:45","date_gmt":"2022-05-16T14:39:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=912918"},"modified":"2022-05-16T11:50:41","modified_gmt":"2022-05-16T14:50:41","slug":"dez-novos-santos-15-05-reflexos-luminosos-do-senhor-na-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dez-novos-santos-15-05-reflexos-luminosos-do-senhor-na-historia\/","title":{"rendered":"A Igreja ganhou dez novos santos, no domingo, 15 de maio: &#8220;reflexos luminosos do Senhor na hist\u00f3ria&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>O Papa Francisco canonizou dez novos santos durante a missa celebrada na manh\u00e3 de domingo (15\/05), na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro.\u00a0Em sua homilia, o pont\u00edfice disse que os canonizados &#8220;tornaram-se reflexos luminosos do Senhor na hist\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;<em>Os nossos companheiros de viagem, hoje canonizados, viveram assim a santidade: abra\u00e7ando com entusiasmo a sua voca\u00e7\u00e3o \u2013 uns de sacerdote, outras de consagrada, e outros ainda de leigo \u2013, gastaram-se pelo Evangelho, descobriram uma alegria sem par e tornaram-se reflexos luminosos do Senhor na hist\u00f3ria. Um santo ou uma santa \u00e9 isto: um reflexo luminoso do Senhor na hist\u00f3ria<\/em>&#8220;, disse o Papa Francisco.<\/p><\/blockquote>\n<p>S\u00e3os os novos santos da Igreja:<\/p>\n<ol>\n<li><i><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-papa-canonizara-em-15-de-maio-o-martir-do-nazismo-titus-brandsma-primeiro-jornalista-a-ser-elevado-aos-altares\/\">Titus Brandsma<\/a>, <\/i>presb\u00edtero da Ordem Carmelita, m\u00e1rtir;<\/li>\n<li><i>L\u00e1zaro, o Devasahayam, <\/i>leigo, m\u00e1rtir;<\/li>\n<li><i>C\u00e9sar de Bus, <\/i>presb\u00edtero, fundador da Congrega\u00e7\u00e3o dos Padres da Doutrina Crist\u00e3 (Doutrin\u00e1rios);<\/li>\n<li><i>Lu\u00eds Maria Palazzolo, fundador do Instituto das Irm\u00e3s dos Pobres \u2014 Instituto Palazzolo;<\/i><\/li>\n<li><i>Justino Maria Russolillo, <\/i>presb\u00edtero, fundador da Sociedade das divinas voca\u00e7\u00f5es e da Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s das divinas voca\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li><i><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ano-sacerdotal-o-pe-charles-de-foucauld-i\/\">Charles de Foucauld<\/a>; presb\u00edtero\u00a0<\/i><\/li>\n<li><i>Maria Rivier, <\/i>fundadora da Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s da Apresenta\u00e7\u00e3o de Maria<\/li>\n<li><i>Maria Francisca de Jesus Rubatto, <\/i>fundadora das Irm\u00e3s Terci\u00e1rias Capuchinhas de Loano;<\/li>\n<li><i>Maria de Jesus Santocanale, <\/i>fundadora da Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Capuchinhas da Imaculada de Lourdes;<\/li>\n<li><i>Maria Domenica Mantovani, <\/i>cofundadora e primeira superiora-geral do Instituto das Pequenas Irm\u00e3s da Sagrada Fam\u00edlia.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Francisco refletiu sobre o trecho do Evangelho presente na Liturgia deste domingo: \u00abAssim como Eu vos amei, amai-vos tamb\u00e9m v\u00f3s uns aos outros\u00bb. Com estas palavras, destacou, Jesus diz aos seus disc\u00edpulos o que significa ser crist\u00e3o. &#8220;Este \u00e9 o testamento que Cristo nos deixou, o crit\u00e9rio fundamental para discernir se somos verdadeiramente seus disc\u00edpulos ou n\u00e3o: o mandamento do amor&#8221;, disse o Papa.<\/p>\n<h2>No centro est\u00e1 o amor incondicional e gratuito de Deus<\/h2>\n<p>A seguir, Francisco refletiu sobres os dois elementos essenciais deste mandamento: o amor de Jesus por n\u00f3s, \u00abassim como Eu vos amei\u00bb, e o amor que Ele nos pede para viver, \u00abamai-vos tamb\u00e9m v\u00f3s uns aos outros\u00bb.<\/p>\n<p>Primeiro ponto: \u00abAssim como Eu vos amei\u00bb. &#8220;E como nos amou Jesus?&#8221;, perguntou o Papa. &#8220;At\u00e9 o fim, at\u00e9 o dom total de si mesmo&#8221;, respondeu o Pont\u00edfice. Segundo o Papa, &#8220;causa impress\u00e3o v\u00ea-Lo pronunciar estas palavras numa noite tenebrosa, enquanto se respira no Cen\u00e1culo um ambiente denso de como\u00e7\u00e3o e turbamento: como\u00e7\u00e3o, porque o Mestre est\u00e1 prestes a despedir-se dos seus disc\u00edpulos; turbamento, porque anuncia que ser\u00e1 precisamente um deles a tra\u00ed-Lo. Podemos imaginar a tristeza que havia no \u00edntimo de Jesus, a escurid\u00e3o que se adensava no cora\u00e7\u00e3o dos ap\u00f3stolos, a amargura vivida ao ver que Judas, depois de receber o bocado de p\u00e3o ensopado para ele pelo Mestre, sa\u00eda da sala para adentrar-se na noite da trai\u00e7\u00e3o. \u00c9 justamente na hora da trai\u00e7\u00e3o que Jesus confirma o amor pelos seus. Com efeito, nas trevas e tempestades da vida, o essencial \u00e9 isto: Deus nos ama&#8221;, sublinhou Francisco.<\/p>\n<p>\u00abN\u00e3o fomos n\u00f3s que amamos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou\u00bb. Que este an\u00fancio &#8220;seja sempre central na profiss\u00e3o da nossa f\u00e9 e nas suas express\u00f5es&#8221;, disse Francisco, acrescentando:<\/p>\n<p><i>Nunca nos esque\u00e7amos disto! No centro, n\u00e3o est\u00e1 a nossa capacidade nem os nossos m\u00e9ritos, mas o amor incondicional e gratuito de Deus, que n\u00e3o merecemos. No in\u00edcio do nosso ser crist\u00e3o, n\u00e3o est\u00e3o as doutrinas e as obras, mas a maravilha de descobrir que se \u00e9 amado, antes de qualquer resposta nossa.<\/i><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cEnquanto o mundo quer muitas vezes convencer-nos de que s\u00f3 temos valor se produzirmos resultados, o Evangelho nos lembra a verdade da vida: somos amados.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><i>Assim escreveu um mestre espiritual do nosso tempo: \u00abAinda antes que nos visse qualquer ser humano, fomos vistos pelos olhos amorosos de Deus. Ainda antes que algu\u00e9m nos ouvisse chorar ou rir, fomos escutados pelo nosso Deus que \u00e9 todo ouvidos para n\u00f3s. Ainda antes que algu\u00e9m neste mundo nos falasse, j\u00e1 nos falava a voz do amor eterno\u00bb.<\/i><\/p>\n<h2>Deixar-se transfigurar pela for\u00e7a do amor de Deus<\/h2>\n<p>Segundo o Papa, &#8220;esta verdade nos pede uma convers\u00e3o da ideia de santidade que frequentemente possu\u00edmos. \u00c0s vezes, insistindo muito sobre o nosso esfor\u00e7o para praticar boas obras,\u00a0<b>criamos um ideal de santidade demasiado fundado em n\u00f3s mesmos, no hero\u00edsmo pessoal,\u00a0<\/b>na capacidade de ren\u00fancia, nos sacrif\u00edcios feitos para se conquistar um pr\u00eamio. Deste modo fizemos da santidade uma meta inacess\u00edvel, separamo-la da vida de todos os dias, em vez de a procurar e abra\u00e7ar na exist\u00eancia quotidiana, no p\u00f3 da estrada, nas afli\u00e7\u00f5es da vida concreta e, como dizia Santa Teresa de \u00c1vila \u00e0s suas irm\u00e3s, \u00abentre as panelas da cozinha\u00bb.\u00a0<b>Ser disc\u00edpulo de Jesus e caminhar pela via da santidade \u00e9, primeiramente, deixar-se transfigurar pela for\u00e7a do amor de Deus<\/b>. N\u00e3o esque\u00e7amos o primado de Deus sobre o pr\u00f3prio eu, do Esp\u00edrito sobre a carne, da gra\u00e7a sobre as obras&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O amor que recebemos do Senhor \u00e9 a for\u00e7a que transforma a nossa vida: dilata-nos o cora\u00e7\u00e3o e predisp\u00f5e-nos a amar. Por isso, e passamos ao segundo ponto, Jesus diz \u00abassim como Eu vos amei, amai-vos tamb\u00e9m v\u00f3s uns aos outros\u00bb. Este \u00abassim como\u00bb n\u00e3o \u00e9 apenas um convite a imitar o amor de Jesus; mas significa que s\u00f3 podemos amar porque Ele nos amou,\u00a0<b>porque d\u00e1 aos nossos cora\u00e7\u00f5es o seu pr\u00f3prio Esp\u00edrito, Esp\u00edrito de santidade, amor que nos cura e transforma.<\/b>\u00a0Por isso podemos decidir-nos a praticar gestos de amor em toda a situa\u00e7\u00e3o e com cada irm\u00e3o e irm\u00e3 que encontramos&#8221;, disse ainda o Pont\u00edfice.<\/p>\n<p>&#8220;O que significa, concretamente, viver este amor?&#8221;, perguntou o Papa. &#8220;Antes de nos deixar este mandamento, Jesus lavou os p\u00e9s aos disc\u00edpulos; depois de o ter pronunciado, entregou-se no madeiro da cruz&#8221;, disse Francisco, acrescentando:<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cAmar significa isto: servir e dar a vida. Servir, isto \u00e9, n\u00e3o colocar os pr\u00f3prios interesses em primeiro lugar; desintoxicar-se dos venenos da gan\u00e2ncia e da preemin\u00eancia; combater o c\u00e2ncer da indiferen\u00e7a e o caruncho da autorreferencialidade, partilhar os carismas e os dons que Deus nos concedeu.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><i>Perguntando-nos o que fazemos de concreto pelos outros, vivamos as tarefas de cada dia em esp\u00edrito de servi\u00e7o, com amor e sem alarde, sem nada reivindicar.<\/i><\/p>\n<p>&#8220;Primeiro servir, depois dar a vida&#8221;, sublinhou o Papa. &#8220;Aqui n\u00e3o se trata s\u00f3 de oferecer aos outros qualquer coisa, alguns bens pr\u00f3prios, mas dar-se a si mesmo.&#8221;<\/p>\n<p><i>Eu gosto de perguntar \u00e0s pessoas que me pedem conselhos: &#8220;Diga-me, voc\u00ea d\u00e1 esmola?&#8221; \u2013 &#8220;Sim, Padre, eu dou esmola aos pobres&#8221;. &#8220;E quando voc\u00ea d\u00e1 esmola, voc\u00ea toca na m\u00e3o da pessoa, ou voc\u00ea joga a esmola e se limpa? E ficam vermelhos: &#8220;N\u00e3o, eu n\u00e3o toco.&#8221; &#8220;Quando voc\u00ea d\u00e1 esmola, voc\u00ea olha nos olhos da pessoa que voc\u00ea ajuda, ou voc\u00ea olha para o outro lado?&#8221; &#8220;Eu n\u00e3o olho&#8221;. Tocar e olhar, tocar e olhar a carne de Cristo que sofre em nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Isso \u00e9 muito importante. Dar a vida \u00e9 isso. A santidade n\u00e3o se faz de alguns gestos heroicos, mas de muito amor di\u00e1rio.<\/i><\/p>\n<h2>O caminho da santidade n\u00e3o est\u00e1 fechado<\/h2>\n<p>Somos chamados a &#8220;servir o Evangelho e os irm\u00e3os&#8221;, a oferecer a nossa vida &#8220;sem retribui\u00e7\u00e3o, sem buscar nenhuma gl\u00f3ria mundana, mas escondido humildemente como Jesus&#8221;.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cOs nossos companheiros de viagem, canonizados hoje, viveram assim a santidade: abra\u00e7ando com entusiasmo a sua voca\u00e7\u00e3o, de sacerdote, de consagrada, de leigo, gastaram-se pelo Evangelho, descobriram uma alegria que n\u00e3o tem compara\u00e7\u00e3o e tornaram-se reflexos luminosos do Senhor na hist\u00f3ria. Este \u00e9 um santo ou uma santa: um reflexo luminoso do Senhor na hist\u00f3ria.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<blockquote><p><i>O caminho da santidade n\u00e3o est\u00e1 fechado. \u00c9 universal, \u00e9 um chamado a todos n\u00f3s. Come\u00e7a com o Batismo, n\u00e3o est\u00e1 fechado. Tentemos faz\u00ea-lo tamb\u00e9m n\u00f3s, porque cada um de n\u00f3s \u00e9 chamado \u00e0 santidade, a uma santidade \u00fanica e irrepet\u00edvel. A santidade \u00e9 sempre original, como dizia o Beato Carlos Acutis: N\u00e3o existe santidade de fotoc\u00f3pia, a santidade \u00e9 original, \u00e9 a minha e a sua, de cada um de n\u00f3s. \u00c9 \u00fanica e irrepet\u00edvel. Sim, o Senhor tem um projeto de amor para cada um, tem um sonho para a sua vida, para a minha vida, para a vida de cada um de n\u00f3s. O que voc\u00ea quer que eu lhe diga? Realiza-o com alegria.<\/i><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre>Por Mariangela Jaguraba - Vatican News - com adapta\u00e7\u00f5es<\/pre>\n<pre>Foto: Vatican Media<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Os nossos companheiros de viagem, hoje canonizados, viveram assim a santidade: abra\u00e7ando com entusiasmo a sua voca\u00e7\u00e3o, gastaram-se pelo Evangelho, descobriram uma alegria sem par e tornaram-se reflexos luminosos do Senhor na hist\u00f3ria&#8221;, disse o Papa Francisco em sua homilia na missa de canoniza\u00e7\u00e3o de 10 beatos<\/p>\n","protected":false},"author":38,"featured_media":912933,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[50,784],"tags":[2315,1199],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/912918"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=912918"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/912918\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/912933"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=912918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=912918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=912918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}