{"id":912993,"date":"2022-05-17T12:08:30","date_gmt":"2022-05-17T15:08:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=912993"},"modified":"2022-05-17T12:10:24","modified_gmt":"2022-05-17T15:10:24","slug":"amor-de-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/amor-de-mae\/","title":{"rendered":"Amor de M\u00e3e"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Pedro Cipollini<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santo Andr\u00e9 (SP)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste m\u00eas de maio, no qual celebra-se o \u201cdia das m\u00e3es\u201d, falemos da maternidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o raro somos informados de fatos dolorosos envolvendo m\u00e3es e seus beb\u00eas abandonados. Estes fatos dram\u00e1ticos questionam a maternidade na sociedade atual. \u00c0s vezes, parece que j\u00e1 n\u00e3o se d\u00e1 a exist\u00eancia, como quem gera ou produz uma vida dando-lhe \u00e0 luz para que se desenvolva, mas como quem consome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se vida gerada, \u00e0s vezes \u201cnarcisisticamente\u201d, \u00e9 objeto de consumo, pode-se dispor dela a seu bem prazer. Todos estes questionamentos veem envoltos em ang\u00fastia, porque dizem respeito ao santu\u00e1rio da vida representado, sobretudo, pela da m\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas correntes feministas mais radicais, o termo maternidade \u00e9 ocultado e, frequentemente, proscrito. Em nome da ideologia de g\u00eanero, as pessoas de sexo feminino seriam intercambi\u00e1veis com as pessoas de sexo masculino. E a maternidade, seria um fardo de que as mulheres precisariam liberar-se para assumirem seu lugar na sociedade produtiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, vemos surgir um \u201cnovo feminismo\u201d que, ao contr\u00e1rio do feminismo radical, redescobre a especificidade feminina e nela reconhece a dimens\u00e3o materna que lhe \u00e9 essencial. Este novo feminismo redescobre que a a\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, se \u00e9 ben\u00e9fica para o marido e para os filhos, \u00e9 igualmente ben\u00e9fica para a sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maternidade \u00e9 inegavelmente uma das maiores gl\u00f3rias da mulher. \u00c9 tamb\u00e9m uma das experi\u00eancias mais profundas de amor humano, embora n\u00e3o se possa reduzir a mulher a seu papel de m\u00e3e, assim como n\u00e3o se reduz o homem a seu papel de pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Evangelhos apresentam a figura de Maria, m\u00e3e de Jesus, como ponto alto da colabora\u00e7\u00e3o da mulher com Deus no seu plano salv\u00edfico. Maria de Nazar\u00e9 aceitou ser m\u00e3e do Filho de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O papa Jo\u00e3o Paulo I, em 1978, provocou admira\u00e7\u00e3o em um pronunciamento dominical na ora\u00e7\u00e3o do meio-dia. Ele afirmou: \u201cDeus nos ama sem medida. Sabemos que Ele sempre nos olha, nos guarda, mesmo quando \u00e9 noite. \u00c9 pai, mais ainda: \u00e9 m\u00e3e. N\u00e3o quer nos fazer mal, mas apenas o bem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor de m\u00e3e est\u00e1 no \u00e2mago do ensinamento evang\u00e9lico, resumido no mandamento do amor. Amor que \u00e9 \u00e1gape, como nos recorda o papa em\u00e9rito Bento XVI em sua enc\u00edclica (<em>Deus Caritas est<\/em>). Este amor se manifesta na entrega incondicional da m\u00e3e a seu filho. Por compreenderem melhor esta dimens\u00e3o do amor que inclui o sacrificar-se pelo ser amado, as mulheres seguiram Jesus at\u00e9 o Calv\u00e1rio, permanecendo aos p\u00e9s da cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, quero homenagear a maioria das m\u00e3es que se doam todos os dias sem serem not\u00edcia. Quantos sacrif\u00edcios fazem sem que at\u00e9 mesmos seus filhos fiquem sabendo! Apesar de fatos chocantes acontecerem envolvendo a figura materna, a figura da m\u00e3e permanece \u00fanica, emblem\u00e1tica: s\u00edmbolo maior de um amor sublime e gratuito. Que estes fatos n\u00e3o desanimem as m\u00e3es, mas que sirvam para mostrar como \u00e9 importante seu papel na gera\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de uma vida que apenas desabrocha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em homenagem a todas as m\u00e3es que estes versos de Coelho Neto, nos ajude a perceber a beleza e grandeza da maternidade: \u201c<em>Ser m\u00e3e \u00e9 andar chorando num sorriso, ser m\u00e3e \u00e9 ter um mundo e n\u00e3o ter nada, ser m\u00e3e \u00e9 padecer num para\u00edso\u201d.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Pedro Cipollini Bispo de Santo Andr\u00e9 (SP) &nbsp; Neste m\u00eas de maio, no qual celebra-se o \u201cdia das m\u00e3es\u201d, falemos da maternidade N\u00e3o raro somos informados de fatos dolorosos envolvendo m\u00e3es e seus beb\u00eas abandonados. 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