{"id":915698,"date":"2022-06-20T12:47:23","date_gmt":"2022-06-20T15:47:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=915698"},"modified":"2022-06-20T12:47:57","modified_gmt":"2022-06-20T15:47:57","slug":"acolher-para-integrar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/acolher-para-integrar\/","title":{"rendered":"Acolher para integrar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Jos\u00e9 Gislon<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo Diocesano de Caxias do Sul<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s! Viver e celebrar a f\u00e9, a partir da realidade da vida, \u00e9 abrir o cora\u00e7\u00e3o e colocar diante do Senhor os acontecimentos que tocam e d\u00e3o sentido \u00e0 vida, dom de Deus. Acontecimentos que nos fazem sorrir ou chorar, mas s\u00e3o eles que marcam a nossa peregrina\u00e7\u00e3o neste mundo, e nos ajudam a construir a nossa hist\u00f3ria, nas rela\u00e7\u00f5es com o Senhor, com os amigos, com a comunidade, com o meio ambiente, a nossa Casa Comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ser humano traz dentro de si uma enorme capacidade de adapta\u00e7\u00e3o, e gra\u00e7as a ela consegue superar os traumas de ter que se deslocar pelo mundo em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. \u00c0s vezes, parte para fugir da viol\u00eancia, para proteger a sua vida e dos seus. Mas pode tamb\u00e9m ser motivado a partir por uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia, pelas injusti\u00e7as sociais, pelo descaso dos governos, que muitas vezes n\u00e3o favorecem pol\u00edticas p\u00fablicas para ajudar no desenvolvimento econ\u00f4mico das regi\u00f5es mais empobrecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o podemos ignorar a realidade dos jovens que, diante da falta de oportunidades onde vivem, fazem o sacrif\u00edcio de partir, deixando para tr\u00e1s suas fam\u00edlias, amigos e comunidades. Tornam-se itinerantes pelo mundo, em busca de trabalho e dignidade de vida. Como Igreja, comunidade f\u00e9, trazemos diante de Deus a realidade da nossa vida e da vida dos migrantes. Se olharmos para o passado das nossas fam\u00edlias, conseguiremos acolher com caridade o migrante que est\u00e1 presente na realidade da nossa sociedade hoje. Quantos sonhos, ang\u00fastias, tristezas e l\u00e1grimas irrigaram a terra a ser desbravada pelos nossos antepassados! Quanta esperan\u00e7a de um novo amanh\u00e3 jamais alcan\u00e7ado. Mesmo assim, n\u00e3o desistiram; mesmo porque a op\u00e7\u00e3o de voltar atr\u00e1s praticamente n\u00e3o existia. Foi com a for\u00e7a da f\u00e9, vivida e celebrada em fam\u00edlia e na comunidade, o suor do rosto e o cansa\u00e7o do corpo, que conseguiram vencer e resistir, diante dos desafios de se adaptarem a uma nova realidade clim\u00e1tica, cultural e social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No centro da celebra\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus deste domingo est\u00e1 uma pergunta fundamental, que Jesus dirige aos seus ap\u00f3stolos e a todos n\u00f3s: \u201cE v\u00f3s, quem dizeis que eu sou?\u201d (Lc 9,20). \u00c9 um convite para refletirmos, pensarmos e respondermos. Da resposta que damos a esta pergunta, na verdade damos o tom da nossa vida crist\u00e3. Para n\u00f3s, ser crist\u00e3o pode ser classificado como um costume que levamos adiante, uma tradi\u00e7\u00e3o familiar, na qual nunca pensamos muito, uma seguran\u00e7a contra os imprevistos que poder\u00e3o existir depois da morte, e dos quais temos medo, ou um encontro pessoal com a pessoa de Jesus Cristo, o Filho do Deus alt\u00edssimo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jos\u00e9 Gislon Bispo Diocesano de Caxias do Sul Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s! Viver e celebrar a f\u00e9, a partir da realidade da vida, \u00e9 abrir o cora\u00e7\u00e3o e colocar diante do Senhor os acontecimentos que tocam e d\u00e3o sentido \u00e0 vida, dom de Deus. 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