{"id":916825,"date":"2022-07-07T11:11:36","date_gmt":"2022-07-07T14:11:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=916825"},"modified":"2022-07-07T11:12:03","modified_gmt":"2022-07-07T14:12:03","slug":"formacao-liturgica-do-povo-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/formacao-liturgica-do-povo-de-deus\/","title":{"rendered":"Forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica do Povo de Deus\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Jaime Vieira Rocha\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Natal (RN)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Obra do Pai, a liturgia \u00e9 tamb\u00e9m obra de Cristo. Com a ascens\u00e3o e o envio do Esp\u00edrito Santo, Cristo age agora pelos sacramentos que realizam a gra\u00e7a que significam em virtude da a\u00e7\u00e3o de Cristo e pelo poder do Esp\u00edrito Santo. Na liturgia Cristo significa e realiza principalmente o seu mist\u00e9rio pascal, que \u00e9 um evento real, acontecido em nossa hist\u00f3ria, mas \u00e9 \u00fanico: ele n\u00e3o pode ficar no passado, pois tudo o que Cristo \u00e9, fez e sofreu por todos os homens participa da eternidade divina, permanece e atrai tudo para a vida (cf. Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, nn. 1084-108).<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Com essas palavras sobre o que diz o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica acerca da Liturgia, quero fazer eco das palavras do Papa Francisco sobre a forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica do Povo de Deus, expressas na Carta Apost\u00f3lica <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Desiderio desideravi<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, publicada em 29 de junho deste ano. A finalidade da Carta Apost\u00f3lica \u2013 insistir na forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica \u2013 \u00e9 oferecer algumas reflex\u00f5es acerca da Liturgia, reconhecendo, por\u00e9m, que \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">certamente n\u00e3o esgotam o imenso tesouro da celebra\u00e7\u00e3o dos santos mist\u00e9rios<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d (n. 61). Tal intendo \u00e9 para que nos ajude \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">a reavivar nossa admira\u00e7\u00e3o pela beleza da verdade da celebra\u00e7\u00e3o crist\u00e3, a nos lembrar da necessidade de uma aut\u00eantica forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica e a reconhecer a import\u00e2ncia de uma arte de celebrar que esteja a servi\u00e7o da verdade do mist\u00e9rio Pascal e da participa\u00e7\u00e3o de todos os batizados nele, cada um segundo a sua voca\u00e7\u00e3o<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d (n. 62).<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Uma forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica \u00e9 necess\u00e1ria para que todos os batizados vivam o seu significado e colham os seus frutos. Em primeiro lugar, \u00e9 preciso que se reconhe\u00e7a que a Liturgia celebrada n\u00e3o tem nada de ritual m\u00e1gico, mec\u00e2nico. Mas, como frisa o Papa Francisco, trata-se de celebrar um encontro vivo: \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">se a Ressurrei\u00e7\u00e3o fosse para n\u00f3s um conceito, uma ideia, um pensamento; se o Ressuscitado fosse para n\u00f3s a recorda\u00e7\u00e3o da lembran\u00e7a de outros, ainda que autorizados, como o dos Ap\u00f3stolos, se n\u00e3o viesse dada tamb\u00e9m a n\u00f3s a possiblidade de um verdadeiro encontro com Ele, isso seria declarar como esgotada a novidade do Verbo feito carne. Pelo contr\u00e1rio, a Encarna\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ser o \u00fanico evento novo que a hist\u00f3ria conhe\u00e7a, \u00e9 tamb\u00e9m o m\u00e9todo que a Sant\u00edssima Trindade escolheu para abrir-nos a via da comunh\u00e3o. A f\u00e9 crist\u00e3 ou \u00e9 encontro com Ele vivo ou n\u00e3o \u00e9<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d (n. 10). Depois, \u00e9 preciso insistir numa \u201cEscola de Liturgia\u201d, onde se reflita sobre o itiner\u00e1rio da celebra\u00e7\u00e3o, desde o significado dos ritos celebrativos, a riqueza da Ora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica, o sentido comunit\u00e1rio, a \u00edndole escatol\u00f3gica e o mandato mission\u00e1rio presente em cada celebra\u00e7\u00e3o. Importante e necess\u00e1rio \u00e9 fazer um percurso hist\u00f3rico da Missa, estudando cada etapa, especialmente para purificar certos gestos de roupagem ideol\u00f3gica, que muitas vezes fere o verdadeiro significado. A celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia n\u00e3o nos coloca em experi\u00eancia irracional. \u00c9 preciso tamb\u00e9m retomar o grande ensinamento patr\u00edstico, especialmente presente em S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, o qual insistia na rela\u00e7\u00e3o da Carne de Cristo, na Eucaristia, com a carne de Cristo, presente nos pobres. E tal rela\u00e7\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel para a validez do an\u00fancio crist\u00e3o. Da\u00ed decorre a fonte da espiritualidade crist\u00e3, encarnada na concretude da fraternidade. \u00c9 o mesmo S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo a afirmar tanto a uni\u00e3o com Cristo como a uni\u00e3o com os irm\u00e3os e irm\u00e3s: \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"none\">Com efeito, o que \u00e9 o p\u00e3o? \u00c9 o corpo de Cristo. E em que se transformam aqueles que o recebem? No corpo de Cristo; n\u00e3o muitos corpos, mas um s\u00f3 corpo. De fato, tal como o p\u00e3o \u00e9 um s\u00f3 apesar de constitu\u00eddo por muitos gr\u00e3os, e estes, embora n\u00e3o se vejam, todavia est\u00e3o no p\u00e3o, de tal modo que a sua diferen\u00e7a desapareceu devido \u00e0 sua perfeita e rec\u00edproca fus\u00e3o, assim tamb\u00e9m n\u00f3s estamos unidos reciprocamente entre n\u00f3s e, todos juntos, com Cristo<\/span><\/i><span data-contrast=\"none\">\u201d (S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo. <\/span><i><span data-contrast=\"none\">Homilias sobre a I Carta aos Cor\u00edntios<\/span><\/i><span data-contrast=\"none\">, 24, 2:<\/span><i><span data-contrast=\"none\">\u202fPG\u202f<\/span><\/i><span data-contrast=\"none\">61, 200). Sigamos as orienta\u00e7\u00f5es do Papa Francisco. Convido a todos a lerem a Carta Apost\u00f3lica <\/span><i><span data-contrast=\"none\">Desiderio desideravi <\/span><\/i><span data-contrast=\"none\">e viver bebendo da \u00e1gua viva que \u00e9 a Liturgia da Igreja.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jaime Vieira Rocha\u00a0 Arcebispo de Natal (RN) &nbsp; Obra do Pai, a liturgia \u00e9 tamb\u00e9m obra de Cristo. Com a ascens\u00e3o e o envio do Esp\u00edrito Santo, Cristo age agora pelos sacramentos que realizam a gra\u00e7a que significam em virtude da a\u00e7\u00e3o de Cristo e pelo poder do Esp\u00edrito Santo. 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