{"id":930971,"date":"2022-09-27T11:41:54","date_gmt":"2022-09-27T14:41:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=930971"},"modified":"2022-09-27T11:42:17","modified_gmt":"2022-09-27T14:42:17","slug":"o-sentido-da-vida-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-sentido-da-vida-2\/","title":{"rendered":"O sentido da vida\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Cardeal Sergio da Rocha\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Salvador (BA)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:2124,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Vivemos numa \u00e9poca marcada por transforma\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e profundas na sociedade, especialmente, no \u00e2mbito da cultura.\u00a0 Basta ter presente, dentre outros aspectos, o matrim\u00f4nio, a fam\u00edlia, a sexualidade, o campo cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, as pr\u00e1ticas religiosas e as transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. As r\u00e1pidas mudan\u00e7as e o acentuado pluralismo na sociedade podem levar as pessoas \u00e0 perda de refer\u00eancias fundamentais para dar sentido, motiva\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o para a pr\u00f3pria vida. A ang\u00fastia e a desesperan\u00e7a, o vazio e a desorienta\u00e7\u00e3o, a desumaniza\u00e7\u00e3o dos relacionamentos e a banaliza\u00e7\u00e3o da vida refletem a falta de sentido da vida ou a sua perda.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Sentido \u00e9 raz\u00e3o de ser, \u00e9 fundamento sobre o qual se constr\u00f3i lenta e pacientemente o edif\u00edcio da vida.\u00a0 Sentido \u00e9 m\u00edstica, motiva\u00e7\u00e3o maior que anima os passos no caminho, por vezes, \u00e1rduo e longo. Sentido \u00e9 orienta\u00e7\u00e3o, \u00e9 b\u00fassola a nortear, que possui uma dimens\u00e3o \u00e9tica enquanto fonte de crit\u00e9rios para o agir. N\u00e3o se pode viver sem sentido. A necessidade e a busca incessante de sentido para a vida pessoal, para a hist\u00f3ria e o mundo, est\u00e3o enraizadas na natureza da pessoa humana. A quest\u00e3o n\u00e3o se reduz a um c\u00edrculo de pensadores, nem a um segmento da sociedade.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">A busca de sentido torna-se ainda mais dif\u00edcil numa \u00e9poca marcada pela emerg\u00eancia da subjetividade, fen\u00f4meno nem sempre considerado e bem compreendido, pela sua complexidade e ambival\u00eancia. De uma parte, pode significar a afirma\u00e7\u00e3o justa do valor da pessoa, de seus anseios e necessidades, no mundo contempor\u00e2neo. De outra, pode desembocar no individualismo, no fechamento sobre si e no relativismo.\u00a0 Por isso, o sentido para a vida n\u00e3o pode ser considerado como algo que diz respeito apenas \u00e0 pr\u00f3pria pessoa. A perspectiva da mesmidade, onde cada um enxerga apenas a si pr\u00f3prio, n\u00e3o pode ser o horizonte onde se descortina o sentido, mas sim a perspectiva de alteridade, com a pessoa perante o outro.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Contudo, a busca de sentido n\u00e3o se reduz \u00e0 necessidade de atribuir sentidos parciais e passageiros \u00e0s atividades, tarefas ou projetos que v\u00e3o se desenvolvendo ao longo da vida. \u00c9 certo que as pessoas precisam dar sentidos parciais ou provis\u00f3rios, atribuindo significado a cada tarefa que realizam. Mas, isso n\u00e3o basta; sendo eles imediatos ou provis\u00f3rios, pode-se cair no vazio \u00e0 medida que passam ou n\u00e3o acontecem. O sentido dos sentidos, o fundamento \u00faltimo, \u00e9 transcendente, ultrapassando os sentidos parciais e provis\u00f3rios, sustentando a pessoa quando eles n\u00e3o s\u00e3o alcan\u00e7ados ou depois de alcan\u00e7\u00e1-los. Aqui se coloca a quest\u00e3o de Deus, o sentido pleno que permanece e que ultrapassa os limites da racionalidade filos\u00f3fica ou cient\u00edfica, radicando-se no \u00e2mbito da f\u00e9.\u00a0 A refer\u00eancia \u00e0 Deus e \u00e0 viv\u00eancia da f\u00e9, pessoalmente e em comunidade, s\u00e3o fundamentais na busca, compreens\u00e3o e experi\u00eancia do sentido da vida, consistindo-se em fonte de esperan\u00e7a e de paz.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cardeal Sergio da Rocha\u00a0 Arcebispo de Salvador (BA) \u00a0 Vivemos numa \u00e9poca marcada por transforma\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e profundas na sociedade, especialmente, no \u00e2mbito da cultura.\u00a0 Basta ter presente, dentre outros aspectos, o matrim\u00f4nio, a fam\u00edlia, a sexualidade, o campo cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, as pr\u00e1ticas religiosas e as transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. As r\u00e1pidas mudan\u00e7as e o acentuado &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-sentido-da-vida-2\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">O sentido da vida\u00a0<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":78,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/930971"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/78"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=930971"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/930971\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=930971"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=930971"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=930971"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}