{"id":931976,"date":"2022-10-13T13:45:54","date_gmt":"2022-10-13T16:45:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=931976"},"modified":"2022-10-13T13:46:58","modified_gmt":"2022-10-13T16:46:58","slug":"a-fe-que-anima-a-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-fe-que-anima-a-igreja\/","title":{"rendered":"A f\u00e9 que anima a Igreja\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Jaime Vieira Rocha\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Natal (RN)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">No Rito da Comunh\u00e3o durante a Celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia n\u00f3s afirmamos: \u201cn\u00e3o olheis os nossos pecados, mas a f\u00e9 que anima a vossa Igreja\u201d. Com o Ano da F\u00e9, proposto pelo Papa em\u00e9rito Bento XVI, temos a oportunidade de refletir sobre a f\u00e9 da Igreja e reconhecermos que ela anima a sua vida, seja na Profiss\u00e3o da f\u00e9, seja na caridade, pois como afirma S\u00e3o Paulo: \u201ca f\u00e9 age pela caridade\u201d (Gl 5,6). Nas comemora\u00e7\u00f5es do Ano da F\u00e9, a Igreja \u00e9 convocada a refletir sobre sua f\u00e9 e esta \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o constante na vida da Igreja. Ela se faz necess\u00e1ria e urgente no tempo em que vivemos, devido a tantos apelos e desafios que a Igreja tem a enfrentar. A f\u00e9 da Igreja est\u00e1 resumida no S\u00edmbolo da F\u00e9, tamb\u00e9m conhecido como o Credo. Conhecemos, de modo especial, dois modelos de S\u00edmbolos da F\u00e9: o S\u00edmbolo apost\u00f3lico e o S\u00edmbolo niceno-constantinopolitano. Neles encontramos a F\u00e9 exposta para se crer. \u00c9 a F\u00e9 da Igreja.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:200,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Mas, a F\u00e9 \u00e9 tamb\u00e9m celebrada. Na Liturgia, especialmente nos Sacramentos, a Igreja celebra a sua f\u00e9. Celebramos a vinda de Deus ao mundo, a manifesta\u00e7\u00e3o de Deus por meio de seu Filho e do seu Esp\u00edrito. Esta automanifesta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o sentido da Revela\u00e7\u00e3o divina (cf. CONC\u00cdLIO VATICANO II, Constitui\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica Dei Verbum, 2), leva os homens e as mulheres \u00e0 comunh\u00e3o com Deus. A automanifesta\u00e7\u00e3o leva \u00e0 autocomunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 a vida da gra\u00e7a, vida que celebramos na Liturgia.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:200,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Muito se falou j\u00e1 da f\u00e9 como dom de Deus e como resposta do homem. A f\u00e9 \u00e9 uma virtude teologal, isto \u00e9, com a esperan\u00e7a e a caridade, nos coloca na rela\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio Deus. Essas virtudes nos s\u00e3o dadas pelo mesmo Deus. S\u00e3o virtudes infusas. Mas, a f\u00e9 \u00e9 uma resposta do homem, ela significa que o homem, ao ser interpelado por Deus \u00e9 conduzido pelo mesmo Deus a dar uma reposta. Ter f\u00e9 significa responder a Deus. Como dom de Deus ela n\u00e3o \u00e9 uma coisa a ser adquirida. A f\u00e9 \u00e9 um evento, um acontecimento, uma Pessoa. Na verdade, ela indica uma a\u00e7\u00e3o de Deus que se d\u00e1 a conhecer para se comunicar ao homem e \u00e0 mulher. Esta autocomunica\u00e7\u00e3o de Deus acontece na vida de Jesus e no dom do Esp\u00edrito Santo. \u00c9 o que n\u00f3s afirmamos no Credo, o S\u00edmbolo da F\u00e9: <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">creio em Deus Pai, em seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor e no seu Esp\u00edrito, Senhor que d\u00e1 a vida<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">. Mas, a resposta do homem n\u00e3o \u00e9 um artificio intelectual. Ela se d\u00e1 no amor a Deus e ao pr\u00f3ximo. A vinda de Deus, a sua revela\u00e7\u00e3o ao povo de Israel e, sobretudo, a manifesta\u00e7\u00e3o da encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus, Jesus Cristo, aconteceram por causa do infinito amor de Deus pelo homem e pela mulher (cf. Ef 2,4). Deus amou tanto o mundo que enviou o seu Filho (Jo 3,16), e seu envio \u00e9 para que sejamos resgatados pelo amor. Por isso, a f\u00e9 como reconhecimento do amor de Deus por n\u00f3s ser\u00e1 sempre uma resposta a esse amor, resposta que se manifesta no amor a Deus, acima de todas as coisas e no amor ao pr\u00f3ximo, criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus (cf. Gn 1,26).<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:200,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">A f\u00e9 que anima a Igreja fortalece-a para o testemunho da caridade. De fato, como consequ\u00eancia da f\u00e9 que age pela caridade, est\u00e1 a Doutrina Social da Igreja, t\u00e3o importante e t\u00e3o pouco conhecida por muitos cat\u00f3licos. \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"none\">Pela relev\u00e2ncia p\u00fablica do Evangelho e da f\u00e9 e pelos efeitos perversos da injusti\u00e7a, vale dizer, do pecado, a Igreja n\u00e3o pode ficar indiferente \u00e0s vicissitudes sociais. Compete \u00e0 Igreja anunciar sempre e por toda a parte os princ\u00edpios morais, mesmo referentes \u00e0 ordem social, e pronunciar-se a respeito de qualquer quest\u00e3o humana, enquanto o exigirem os direitos fundamentais da pessoa humana ou a salva\u00e7\u00e3o das almas<\/span><\/i><span data-contrast=\"none\">\u201d<\/span><span data-contrast=\"none\">https:\/\/www.vatican.va\/roman_curia\/pontifical_councils\/justpeace\/documents\/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html<\/span><span data-contrast=\"none\">.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:200,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">Conhe\u00e7amos mais esse corpo doutrinal, t\u00e3o desenvolvido pelos Papas desses dois \u00faltimos s\u00e9culos. Que ela seja luz para nossas a\u00e7\u00f5es pastorais.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:200,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jaime Vieira Rocha\u00a0 Arcebispo de Natal (RN) &nbsp; &nbsp; No Rito da Comunh\u00e3o durante a Celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia n\u00f3s afirmamos: \u201cn\u00e3o olheis os nossos pecados, mas a f\u00e9 que anima a vossa Igreja\u201d. 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