{"id":934259,"date":"2022-11-28T12:12:33","date_gmt":"2022-11-28T15:12:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=934259"},"modified":"2022-11-28T12:12:33","modified_gmt":"2022-11-28T15:12:33","slug":"livro-martires-rio-grande-do-norte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/livro-martires-rio-grande-do-norte\/","title":{"rendered":"Arquidiocese de Natal lan\u00e7a livro sobre os M\u00e1rtires do Rio Grande do Norte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Novas reflex\u00f5es sobre a hist\u00f3ria de f\u00e9 dos 30 m\u00e1rtires do Rio Grande do Norte canonizados em 2017 pelo Papa Francisco est\u00e3o no livro \u201cSantos M\u00e1rtires, padroeiros do RN \u2013 hist\u00f3ria, testemunho, devo\u00e7\u00e3o\u201d. A obra rec\u00e9m-lan\u00e7ada pela\u00a0<strong><a role=\"link\" href=\"https:\/\/www.arquidiocesedenatal.org.br\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">arquidiocese de Natal<\/a><\/strong>\u00a0\u00e9 resultado de dois encontros virtuais realizados este ano e est\u00e1 dispon\u00edvel para todo o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com pref\u00e1cio do arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani Jo\u00e3o Tempesta, \u201cSantos M\u00e1rtires, padroeiros do RN \u2013 hist\u00f3ria, testemunho, devo\u00e7\u00e3o\u201d re\u00fane em 116 p\u00e1ginas contribui\u00e7\u00f5es do bispo de Caic\u00f3 (RN) e vice-presidente do Regional Nordeste 2 da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ant\u00f4nio Carlos Cruz Santos.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-19991\" src=\"https:\/\/cnbbne2.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/livro-natal.jpg\" sizes=\"(max-width: 267px) 100vw, 267px\" srcset=\"https:\/\/cnbbne2.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/livro-natal.jpg 307w, https:\/\/cnbbne2.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/livro-natal-197x300.jpg 197w\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"406\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A publica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m conta com a colabora\u00e7\u00e3o do vig\u00e1rio geral da diocese de Mossor\u00f3 (RN), padre Fl\u00e1vio Augusto Melo; do capel\u00e3o de Urua\u00e7u (RN), padre Ant\u00f4nio Murilo Paiva; do membro do clero da arquidiocese de Olinda e Recife, monsenhor Jos\u00e9 Alb\u00e9rico Bezerra; e do ministro extraordin\u00e1rio da Eucaristia Claudemir de Carvalho, da arquidiocese de Campinas (SP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro editado pela OffSet Gr\u00e1fica foi organizado pelo arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira Rocha. \u201cN\u00f3s temos a gra\u00e7a aqui no Rio Grande do Norte de contarmos com a intercess\u00e3o de 30 santos m\u00e1rtires, e essa hist\u00f3ria \u00e9 muito bonita\u201d, afirmou dom Jaime, durante o lan\u00e7amento da obra, no \u00faltimo dia 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSantos M\u00e1rtires, padroeiros do RN \u2013 hist\u00f3ria, testemunho, devo\u00e7\u00e3o\u201d pode ser na livraria da Catedral Metropolitana de Natal ou nas livrarias Paulus e Paulinas.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Hist\u00f3ria<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1645, em decorr\u00eancia das invas\u00f5es holandesas no Brasil, mais de 80 fi\u00e9is da Igreja Cat\u00f3lica foram mortos; destes, 30 foram martirizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro massacre aconteceu na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunha\u00fa, em Canguaretama; O segundo em Urua\u00e7u, comunidade do munic\u00edpio de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo come\u00e7ou quando os holandeses tomaram a iniciativa de invadir o Nordeste brasileiro para cobrar as d\u00edvidas dos portugueses que constru\u00edram engenhos com dinheiro emprestado pela Holanda.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Cunha\u00fa<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O massacre de Cunha\u00fa, ocorrido no primeiro engenho constru\u00eddo em territ\u00f3rio potiguar, \u00e9 considerado um dos mais tr\u00e1gicos da hist\u00f3ria do Brasil. Em 1645, o estado do Rio Grande (cat\u00f3lico) era dominado pelos holandeses (calvinistas). Jacob Rabbi, um alem\u00e3o a servi\u00e7o do governo holand\u00eas, chegou ao engenho no dia 15 de julho daquele ano. Por\u00e9m, ele j\u00e1 era conhecido pelos moradores da regi\u00e3o, pois havia passado por l\u00e1 anteriormente, sempre escoltado pelas tropas dos \u00edndios Tapuias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte, como de costume, os fi\u00e9is se reuniram para celebrar a eucaristia e foram \u00e0 missa na Igreja de Nossa Senhora das Candeias. O p\u00e1roco, padre Andr\u00e9 de Soveral, come\u00e7a a cerim\u00f4nia. Depois do momento da eleva\u00e7\u00e3o do Corpo e Sangue de Cristo, as portas da capela foram fechadas, dando-se in\u00edcio a viol\u00eancia ordenada por Jacob.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Urua\u00e7u<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O massacre de Urua\u00e7u aconteceu no dia 3 de outubro de 1645, tr\u00eas meses depois do ocorrido em Cunha\u00fa, tamb\u00e9m a mando de Jacob Rabbi. Dizem os cronistas que, logo ap\u00f3s o primeiro massacre, o medo se espalhou pela Capitania. Receosa, a popula\u00e7\u00e3o tinha medo que novos ataques acontecessem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a hist\u00f3ria, neste segundo massacre as tropas usaram mais crueldade. Depois da eleva\u00e7\u00e3o, fecharam as portas da igreja e os fi\u00e9is foram mortos ferozmente. As v\u00edtimas tiveram as l\u00ednguas arrancadas para que n\u00e3o fossem proferidas ora\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas. Al\u00e9m disso, tiveram bra\u00e7os e pernas decepados. Crian\u00e7as foram partidas ao meio e degoladas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O celebrante da missa, o padre Ambr\u00f3sio Francisco Ferro, foi muito torturado. O campon\u00eas Mateus Moreira teve o cora\u00e7\u00e3o arrancado. E, ainda vivo, exclamou: \u201cLouvado seja o Sant\u00edssimo Sacramento\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em reconhecimento ao feito dos M\u00e1rtires de Urua\u00e7u, em 16 de junho de 1989 o processo de beatifica\u00e7\u00e3o foi concedido pela Santa S\u00e9. Em 21 de dezembro de 1998 o papa Jo\u00e3o II assinou o decreto reconhecendo o mart\u00edrio de 30 brasileiros, sendo dois sacerdotes e 28 leigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A celebra\u00e7\u00e3o de beatifica\u00e7\u00e3o aconteceu na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, no dia 5 de mar\u00e7o de 2000. A cerim\u00f4nia religiosa foi presidida pelo papa Jo\u00e3o Paulo II.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 15 de outubro de 2017, no Vaticano,\u00a0os M\u00e1rtires de Cunha\u00fa e Urua\u00e7u foram declarados santos pelo Papa Francisco.<\/p>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><strong>Por Kleber Nunes\/CNBB Nordeste 2<\/strong><\/pre>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><strong style=\"font-size: 1em;\">Com informa\u00e7\u00f5es da Pascom Natal<\/strong> <strong style=\"font-size: 1em;\">e G1 RN<\/strong><\/pre>\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><strong>Fotos: Pascom Natal<\/strong><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A obra \u201cSantos M\u00e1rtires, padroeiros do RN \u2013 hist\u00f3ria, testemunho, devo\u00e7\u00e3o\u201d tem 116 p\u00e1ginas e foi lan\u00e7ada recentemente pela\u00a0arquidiocese de Natal, como resultado de dois encontros virtuais realizados este ano. O pref\u00e1cio \u00e9 do arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani Jo\u00e3o Tempesta, e h\u00e1 contribui\u00e7\u00f5es do bispo de Caic\u00f3 (RN), dom Ant\u00f4nio Carlos Cruz Santos<\/p>\n","protected":false},"author":38,"featured_media":7792,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[50,770],"tags":[4407,4799],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/934259"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=934259"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/934259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":934278,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/934259\/revisions\/934278"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/7792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=934259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=934259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=934259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}