{"id":936846,"date":"2023-01-20T10:26:00","date_gmt":"2023-01-20T13:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=936846"},"modified":"2023-01-20T12:25:57","modified_gmt":"2023-01-20T15:25:57","slug":"dom-mauricio-jardim-se-fala-muito-de-missao-mas-precisamos-crescer-nas-praticas-nos-envios-missionarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-mauricio-jardim-se-fala-muito-de-missao-mas-precisamos-crescer-nas-praticas-nos-envios-missionarios\/","title":{"rendered":"Dom Maur\u00edcio Jardim: \u201cSe fala muito de miss\u00e3o, mas precisamos crescer nas pr\u00e1ticas, nos envios mission\u00e1rios\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Terminou na \u00faltima ter\u00e7a-feira, 17 de janeiro, a I Experi\u00eancia Vocacional Mission\u00e1ria Nacional \u201cP\u00e9s a caminho\u201d, realizada de 5 a 17 de janeiro, na arquidiocese de Manaus (AM), que reuniu 280 mission\u00e1rios e mission\u00e1rias de 94 dioceses e v\u00e1rias congrega\u00e7\u00f5es religiosas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_936856\" aria-describedby=\"caption-attachment-936856\" style=\"width: 367px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-936856\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM1-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"207\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM1-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM1-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM1-500x281.jpeg 500w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM1.jpeg 900w\" sizes=\"(max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-936856\" class=\"wp-caption-text\"><em>Fotos: padre Luiz Miguel Modino<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O bispo da diocese de Rondon\u00f3polis\u2013Guiratinga (MT), dom Maur\u00edcio da Silva Jardim, percorreu com um grupo de mission\u00e1rios a \u00c1rea Mission\u00e1ria do Distrito do Cacau Pir\u00eara, regi\u00e3o de Iranduba (AM), que \u00e9 composta por oito n\u00facleos e mais de 60 comunidades ao logo da rodovia estadual AM 070 e regi\u00f5es ribeirinhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dom Maur\u00edcio, que foi Diretor Nacional das Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias (POM) por 6 anos, analisa a realidade da miss\u00e3o na Igreja do Brasil, os desafios que devem ser enfrentados. Mas tamb\u00e9m reconhece que participar dessa experi\u00eancia coloca desafios na sua miss\u00e3o como Bispo.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Aqui eu vivi uma semana que eu n\u00e3o tinha reuni\u00f5es, que eu n\u00e3o tinha problemas com a administra\u00e7\u00e3o, eu estava com o tempo totalmente dispon\u00edvel para as pessoas&#8221;, disse.<\/p><\/blockquote>\n<p>Confira, abaixo, a \u00edntegra da entrevista:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_936857\" aria-describedby=\"caption-attachment-936857\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-936857\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-3-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-3-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-3-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-3-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-3-500x281.jpeg 500w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-3.jpeg 1040w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-936857\" class=\"wp-caption-text\"><em>Dom Maur\u00edcio Jardim. Foto: padre Luiz Miguel Modino<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que o senhor est\u00e1 levando de volta depois destes dias de experi\u00eancia mission\u00e1ria, de visitar as comunidades, as fam\u00edlias, na \u00c1rea Mission\u00e1ria do Cacau Pirera (AM)? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O principal dessa experi\u00eancia s\u00e3o as visitas, o contato com o povo. Essa proximidade \u00e9 muito real, de ficar o dia inteiro de casa em casa, no sol, na chuva, atravessando rios, vendo igrejas flutuantes. Mas para mim o que fica \u00e9 aquilo que ouvi do povo, o povo sentou conosco e falou daquilo que est\u00e1 enfrentando na fam\u00edlia, muito surpreso de ver que a Igreja cat\u00f3lica est\u00e1 indo ao encontro, est\u00e1 se tornando pr\u00f3xima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu levo mais uma vez que a Igreja que tem que fazer essa op\u00e7\u00e3o. Aquilo que vivemos aqui no \u00e2mbito nacional, eu espero tamb\u00e9m no \u00e2mbito local, l\u00e1 na minha diocese de Rondon\u00f3polis-Guiratinga, primeiro come\u00e7ando por mim, bispo da diocese, visitar o povo, reduzir os tempos que a gente tem da burocracia, das agendas lotadas, da parte administrativa, muitas reuni\u00f5es. Mas tamb\u00e9m a gente conseguir, no meio de tudo isso, ter contato direto com as pessoas, sobretudo as que mais precisam, os mais pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui eu vivi uma semana que eu n\u00e3o tinha reuni\u00f5es, que eu n\u00e3o tinha problemas com a administra\u00e7\u00e3o, eu estava com o tempo totalmente dispon\u00edvel para as pessoas. Eu vou levar isso, que \u00e9 o fundamental, a Igreja existe para evangelizar, a miss\u00e3o da Igreja \u00e9 evangelizar, e aqui a gente viveu isso, a evangeliza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 n\u00f3s que comunicamos, mas sobretudo n\u00f3s recebemos o Evangelho do povo, o povo nos anunciou, \u00e9 um povo muito resistente, que transforma o sofrimento em alegria, que transforma o sofrimento deles numa for\u00e7a, sobretudo as mulheres que coordenam as comunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gente viu de onde essas mulheres tiram tanta energia, tanta for\u00e7a para lidar com a casa, com a fam\u00edlia, com a comunidade, com o trabalho. Eu vou levar o testemunho de muitos crist\u00e3os aqui comprometidos e que s\u00e3o para n\u00f3s um testemunho mission\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A miss\u00e3o sempre foi fundamental em sua vida, foi mission\u00e1rio na \u00c1frica, durante 6 anos foi Diretor da Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias no Brasil antes de ser nomeado Bispo da Diocese de Rondon\u00f3polis-Guiratinga. Como o senhor v\u00ea a realidade mission\u00e1ria na Igreja do Brasil?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na minha experi\u00eancia pessoal foi crescendo a pr\u00f3pria compreens\u00e3o de miss\u00e3o, que n\u00e3o se reduz apenas em atividades, em um projeto ou outro, mas percebendo e entendendo que miss\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria natureza, a pr\u00f3pria identidade da Igreja. A Igreja existe para a miss\u00e3o, para ser uma Igreja em sa\u00edda, mission\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo seminarista participei no Congresso Mission\u00e1rio Latino-americano em Belo Horizonte, e ali foi despertando cada vez mais que eu como eu como batizado devia assumir ser mission\u00e1rio, estar pr\u00f3ximo do povo. E fui entendendo que miss\u00e3o \u00e9 proximidade, \u00e9 criar aquilo que o Papa diz uma cultura do encontro, sair de n\u00f3s mesmos, ir \u00e0s periferias, se aproximar do povo. E isso eu estou vivenciando aqui na Arquidiocese de Manaus, uma experi\u00eancia de estar muito pr\u00f3ximo das pessoas, entrar nas casas, sentar-se com as pessoas sem pressa, ouvir o que o povo aqui sofre muito, tem muitas dificuldades sociais, uma realidade muito violenta nas periferias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso vai nos ajudando a n\u00e3o ficar s\u00f3 na reflex\u00e3o, mas para a pr\u00e1tica. Senti isso na minha vida, na minha voca\u00e7\u00e3o, tanto na minha diocese de origem, que \u00e9 Porto Alegre, depois enviado pelo Sul 3 da CNBB para uma experi\u00eancia de tr\u00eas anos e meio em Mo\u00e7ambique, na \u00c1frica, e voltando de Mo\u00e7ambique assumi uma par\u00f3quia, depois na dire\u00e7\u00e3o das Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias. Tudo isso \u00e9 uma gra\u00e7a de Deus, Deus vai dando essa for\u00e7a da gente n\u00e3o ficar parado, acomodado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a tend\u00eancia nossa, pessoal, e da pr\u00f3pria Igreja, ir-se acomodando, numa zona de conforto, achando que tudo est\u00e1 bem. Mas a miss\u00e3o nos provoca ver que n\u00e3o est\u00e1 bem, que as comunidades foram diminuindo, que a realidade da Igreja do Brasil, em momentos da hist\u00f3ria foi perdendo esse ardor, esse cora\u00e7\u00e3o mission\u00e1rio. Eu vejo uma retomada, vejo que est\u00e1 crescendo essa consci\u00eancia mission\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O senhor diz que est\u00e1 crescendo essa consci\u00eancia mission\u00e1ria. O Brasil foi um pa\u00eds que durante muitos anos foi evangelizado por mission\u00e1rios chegados sobretudo da Europa. A realidade foi mudando e o Brasil \u00e9 um pa\u00eds que come\u00e7a a enviar mission\u00e1rios para outros pa\u00edses e tamb\u00e9m para a Amaz\u00f4nia. At\u00e9 que ponto a I Experi\u00eancia Vocacional Mission\u00e1ria pode ajudar a que os futuros padres possam incentivar em sua vida e na vida de suas Igrejas locais essa consci\u00eancia mission\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_936855\" aria-describedby=\"caption-attachment-936855\" style=\"width: 414px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-936855\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"414\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM-500x281.jpeg 500w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Dom-Mauricio-experiencia-misisonaria-AM.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 414px) 100vw, 414px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-936855\" class=\"wp-caption-text\"><em>Dom Maur\u00edcio Jardim. Foto: padre Luiz Miguel Modino<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu tenho essa consci\u00eancia de que o Brasil j\u00e1 recebeu muito, em toda sua hist\u00f3ria de evangeliza\u00e7\u00e3o muitos mission\u00e1rios ad gentes. E a gente respira, tanto na Amaz\u00f4nia, no Nordeste, e em outras regi\u00f5es do Brasil, que teve muita contribui\u00e7\u00e3o de mission\u00e1rios que vieram de fora. Eu vendo isso, me senti interpelado a colocar-me a disposi\u00e7\u00e3o para tamb\u00e9m sair, por isso eu fui a Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E nas Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias, que tem como objetivo promover o esp\u00edrito mission\u00e1rio universal, eu foquei muito nessa quest\u00e3o da miss\u00e3o ad gentes, que nisso eu penso que a Igreja do Brasil pode crescer muito ainda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela que recebeu, ela pode dar da sua pobreza, como diz o Documento de Puebla, n\u00e3o esperar a que aqui no Brasil tenha um n\u00famero suficiente de mission\u00e1rios, mas enviar, n\u00e3o tem miss\u00e3o sem envio, sem sa\u00edda. Tem uma express\u00e3o interessante de um padre que trabalho nas Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias, que dizia que inventaram refrigerante light, os doces diet, cigarros sem nicotina, caf\u00e9 descafeinado, e agora inventaram uma miss\u00e3o sem sa\u00edda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se fala muito de miss\u00e3o, tamb\u00e9m na Igreja do Brasil, mas precisamos crescer nas pr\u00e1ticas, nos envios mission\u00e1rios. Por isso que nesses \u00faltimos anos se est\u00e1 insistindo muito no tema da miss\u00e3o ad gentes. O tema do Congresso Mission\u00e1rio Nacional aqui em Manaus vai ser esse: \u201cIde da Igreja local aos confins do mundo\u201d. O sujeito da miss\u00e3o \u00e9 a Igreja local, \u00e9 a diocese, e abrir-se \u00e0 universalidade da miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nisso estamos dando alguns passos e os futuros padres, nessa experi\u00eancia mission\u00e1ria tamb\u00e9m, eles que sa\u00edram de todas as partes do Brasil, a Amaz\u00f4nia \u00e9 considerada tamb\u00e9m um tipo de miss\u00e3o ad gentes. Ela \u00e9 um territ\u00f3rio universal da miss\u00e3o, que re\u00fane v\u00e1rias culturas, v\u00e1rios povos, e os seminaristas vindo aqui, eu acredito que vai despertar neles tamb\u00e9m essa consci\u00eancia mission\u00e1ria. E eles voltando para suas dioceses, na Universidade, na academia, na forma\u00e7\u00e3o, levando tudo o que eles experimentaram aqui na Arquidiocese de Manaus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essas experi\u00eancias mission\u00e1rias, quando uma Igreja local envia mission\u00e1rios para outras regi\u00f5es, outros pa\u00edses, sem d\u00favida enriquece a vida da pr\u00f3pria Igreja. Em que podem enriquecer essas experi\u00eancias mission\u00e1rias a realidade das Igrejas locais, daquelas que enviaram seminaristas para esta experi\u00eancia, daquelas que enviam mission\u00e1rios para a Amaz\u00f4nia ou para outros pa\u00edses?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja que envia algu\u00e9m \u00e9 uma Igreja que se enriquece, porque o envio, eu o vejo como a express\u00e3o de uma Igreja mission\u00e1ria. Se a diocese n\u00e3o envia ningu\u00e9m, se n\u00e3o tem projetos de igrejas irm\u00e3s, se n\u00e3o tem nenhum projeto ad gentes, ela vai perdendo seu ardor, seu fervor mission\u00e1rio. A Igreja se enriquece na medida que envia, que d\u00e1 da sua pobreza. No Brasil s\u00e3o mais de 60 projetos que tem de igrejas irm\u00e3s e \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o muito grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu vejo que miss\u00e3o \u00e9 dar e receber, a Igreja oferece algu\u00e9m e essa pessoa quando retorna, eu acho que \u00e9 importante retornar depois de um certo tempo, para dizer aquilo que viveu na experi\u00eancia mission\u00e1ria e contagiar as pessoas daquela Igreja local que enviou. Ela ganha em voca\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias, ela ganha em esp\u00edrito mission\u00e1rio, ela ganha em uma consci\u00eancia mission\u00e1ria de uma Igreja que n\u00e3o s\u00f3 fala de miss\u00e3o, mas vive a miss\u00e3o como sua pr\u00f3pria natureza.<\/p>\n<pre>Por padre Luiz Miguel Modino, assessor de comunica\u00e7\u00e3o do Norte 1 da CNBB<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O bispo da diocese de Rondon\u00f3polis-Guiratinga (MT) partilha a sua viv\u00eancia na\u00a0I Experi\u00eancia Vocacional Mission\u00e1ria Nacional \u201cP\u00e9s a caminho\u201d, realizada de 5 a 17 de janeiro, na Igreja de Manaus (AM). Dom Maur\u00edcio, que foi diretor das Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias (POM) por 6 anos, analisa, em entrevista, a realidade da vida mission\u00e1ria da Igreja no Brasil <\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":936857,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[50,1851],"tags":[4865],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/936846"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=936846"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/936846\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":936884,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/936846\/revisions\/936884"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/936857"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=936846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=936846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=936846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}