{"id":937941,"date":"2023-01-25T11:08:04","date_gmt":"2023-01-25T14:08:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=937941"},"modified":"2023-01-25T11:10:08","modified_gmt":"2023-01-25T14:10:08","slug":"dom-mario-sobre-os-yanomamis-existem-muitos-discursos-de-defesa-da-vida-mas-pouca-pratica-em-defesa-da-vida-fragilizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-mario-sobre-os-yanomamis-existem-muitos-discursos-de-defesa-da-vida-mas-pouca-pratica-em-defesa-da-vida-fragilizada\/","title":{"rendered":"Dom M\u00e1rio sobre os Yanomamis: \u201cExistem muitos discursos de defesa da vida, mas pouca pr\u00e1tica em defesa da vida fragilizada\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Durante quase seis anos, de 2016 a 2022, o atual arcebispo de Cuiab\u00e1 (MT) e segundo vice-presidente da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom M\u00e1rio Ant\u00f4nio da Silva, foi o bispo da diocese de Roraima (RR). Para ele, este tempo foi de aprendizado e partilha com as comunidades, tamb\u00e9m com os povos ind\u00edgenas.<\/em><\/p>\n<p><em>De acordo com ele, a diocese de Roraima sempre teve ao longo de sua hist\u00f3ria, sobretudo com os bispos anteriores, grande preocupa\u00e7\u00e3o com os povos ind\u00edgenas e tamb\u00e9m espec\u00edfica com o Povo Yanomami, com a presen\u00e7a dos mission\u00e1rios e as mission\u00e1rias Consolata. Ele descreve, o trabalho como uma presen\u00e7a heroica de defesa, de respeito \u00e0 sua cultura e religi\u00e3o e fomento de valores e da sabedoria deles. \u201cA defesa se d\u00e1 frente a omiss\u00e3o das autoridades, que t\u00eam a compet\u00eancia de cuidar dos povos ind\u00edgenas\u201d, refor\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>Diante desse momento de tristeza e de luto, dom M\u00e1rio Ant\u00f4nio chama a Igreja ao compromisso de assumir uma verdadeira ecologia integral. O segundo vice-presidente da CNBB faz um chamado a que \u201ccomo cat\u00f3licos nos unamos em defesa da vida e da vida concreta\u201d. Segundo ele, hoje existem muitos discursos de defesa da vida, da fecunda\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte natural, mas pouca pr\u00e1tica em defesa da vida concreta existente diante dos nossos olhos, sobretudo quando ela est\u00e1 fragilizada. Confira, abaixo, a \u00edntegra da entrevista que ele concedeu ao padre Luiz Modino, assessor de comunica\u00e7\u00e3o do regional Norte 1 da CNBB.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>O senhor foi bispo da diocese de Roraima durante quase seis anos. Por todos os lugares onde passamos, vai ficando um peda\u00e7o do nosso cora\u00e7\u00e3o. O que o senhor deixou na diocese de Roraima?<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Meu per\u00edodo em Roraima, quase seis anos, foi um per\u00edodo de muitos desafios, mas tamb\u00e9m de muito aprendizado, aprendizado com as comunidades, sobretudo daquelas que estavam mais distantes do grande centro, que \u00e9 a capital. Mas um aprendizado \u00edmpar com os povos e comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Das muitas coisas que eu aprendi l\u00e1 e procurei retribuir \u00e9 a proximidade com as pessoas, a proximidade no aspecto de estar junto, n\u00e3o s\u00f3 para celebrar a missa, mas tamb\u00e9m para a conviv\u00eancia. E a conviv\u00eancia se dava nos arraiais, se dava nas quermesses, se dava at\u00e9 nos momentos de comensalidade, eram momentos muito bonitos.<\/p>\n<p>O que eu procurei tamb\u00e9m partilhar com as comunidades da diocese de Roraima \u00e9 que n\u00f3s precisamos ter uma f\u00e9 que \u00e9 mais do que normas, sejam cat\u00f3licas ou b\u00edblicas. Mas a nossa f\u00e9 \u00e9 ades\u00e3o a Jesus Cristo e essa ades\u00e3o \u00e9 visibilizada pelo seguimento a Ele, na pr\u00e1tica da paz, da justi\u00e7a e da solidariedade. Foi isso que eu procurei partilhar com as pessoas, recebendo deles impulso e motiva\u00e7\u00e3o para uma miss\u00e3o diante de tantos desafios.<\/p>\n<p><em><strong>O senhor fala da import\u00e2ncia da conviv\u00eancia com o povo. Entre os Yanomami, a diocese de Roraima se faz presente atrav\u00e9s dos mission\u00e1rios e mission\u00e1rias da Consolata, na miss\u00e3o Catrimani. Qual a import\u00e2ncia dessa presen\u00e7a como Igreja no meio do Povo Yanomami e esse jeito de anunciar o Evangelho?<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A diocese de Roraima sempre teve na sua hist\u00f3ria, sobretudo com os bispos anteriores, grande preocupa\u00e7\u00e3o com os povos ind\u00edgenas e tamb\u00e9m espec\u00edfica com o Povo Yanomami, com a presen\u00e7a dos mission\u00e1rios e as mission\u00e1rias Consolata, uma presen\u00e7a heroica, de mulheres e homens na conviv\u00eancia com as comunidades do Povo Yanomami, no respeito \u00e0 cultura, no respeito \u00e0 religi\u00e3o, na conviv\u00eancia, no fomentar os valores e em valorizar a sabedoria do Povo Yanomami. No seu cuidado com a pr\u00f3pria cultura, com a pr\u00f3pria humanidade, com os membros de cada maloca, de cada comunidade, como tamb\u00e9m no cuidado da natureza, com o cuidado da floresta, dos rios, da obra do Criador.<\/p>\n<p>\u00c9 um jeito de conviver muito respeitoso e que tem sementes do Evangelho, que realmente revela o que o ser humano tem de mais humano e divino, no estar, na interlocu\u00e7\u00e3o e no confronto. Por isso, a diocese de Roraima tem uma contribui\u00e7\u00e3o sem igual em toda a Igreja, para todo mundo, atrav\u00e9s do testemunho dos mission\u00e1rios e mission\u00e1rias da Consolata, essa presen\u00e7a de respeito, de valoriza\u00e7\u00e3o, e digna de ser chamada tamb\u00e9m do Reino de Deus \u00e0 luz daquilo que nos fala S\u00e3o Paulo, da gra\u00e7a, paz e justi\u00e7a do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p><strong><em>Uma presen\u00e7a que tamb\u00e9m foi de defesa diante de tantos ataques que os povos ind\u00edgenas e sobretudo o Povo Yanomami t\u00eam sofrido nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Por que \u00e9 importante essa atitude de defesa da Igreja assumida pela diocese de Roraima em favor dos povos ind\u00edgenas, do Povo Yanomami?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A gente gostaria que todo ser humano tivesse sua dignidade humana respeitada, seus valores reconhecidos, seus direitos cumpridos para que pudessem tamb\u00e9m seus deveres serem executados, sem traumas, sem sacrif\u00edcios, sem opress\u00e3o e sem injusti\u00e7a. Mas infelizmente \u00e9 fantasia achar que a Igreja n\u00e3o precise estar na luta pelos mais empobrecidos. A Igreja de Roraima, como toda a Igreja cat\u00f3lica, quando se coloca ao lado dos indefesos, dos mais pobres, tem sido a grande testemunha de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>No caso do Povo Yanomami, os mission\u00e1rios e mission\u00e1rias da Consolata abrem portas e abrem os nossos olhos para uma atitude fundamental, mesmo que espec\u00edfica, diante dos desafios dos povos Yanomami, de lutar pela dignidade da sua vida, da sua sa\u00fade, de sua pr\u00f3pria religi\u00e3o, conservando e escutando a sua pr\u00f3pria sabedoria.<\/p>\n<p>A defesa da Igreja se d\u00e1 por algo que a gente fica muito triste, se d\u00e1 por omiss\u00e3o das autoridades, que t\u00eam a compet\u00eancia de cuidar dos povos ind\u00edgenas, da omiss\u00e3o do Governo Federal, do Governo Estadual e de outras institui\u00e7\u00f5es que t\u00eam a compet\u00eancia de cuidar dos povos ind\u00edgenas. Esse abandono, esse descaso, esse desmonte de direitos fez com que o povo Yanomami entrasse ainda em uma escurid\u00e3o maior, em uma treva que n\u00e3o mereciam. Parece-me que agora vem a\u00ed uma nova luz, tem novas luzes que surgem. Uma luz que a Igreja sempre procurou manter, mesmo que de maneira limitada, com as suas for\u00e7as e com a sua miss\u00e3o l\u00e1 com o Povo Yanomami.<\/p>\n<p><em><strong>Uma atitude que n\u00e3o \u00e9 exclusiva da Igreja de Roraima, mas que poder\u00edamos dizer que \u00e9 assumida pela Igreja do Brasil e inclusive da Igreja universal com o apoio expresso do Papa Francisco aos povos ind\u00edgenas. Como segundo vice-presidente da CNBB, como o senhor pensa que a Igreja do Brasil est\u00e1 impulsando essa defesa e como o que est\u00e1 acontecendo com o Povo Yanomami desafia a Igreja cat\u00f3lica do Brasil nessa miss\u00e3o com os povos ind\u00edgenas?<br \/>\n<\/strong><\/em><br \/>\nDe fato, toda a atividade da diocese de Roraima, sempre foi acompanhada pela Igreja do Brasil, como tamb\u00e9m dioceses de outros pa\u00edses, inclusive da Europa. Institui\u00e7\u00f5es afins \u00e0 defesa da causa ind\u00edgena e \u00e0 causa dos mais pobres, sempre colaboraram com esse protagonismo da Igreja de Roraima. Na CNBB temos acompanhado muito de perto toda essa quest\u00e3o dos povos yanomami. Inclusive v\u00e1rias entidades ligadas \u00e0 nossa Confer\u00eancia, como a Rede Eclesial Pan-Amaz\u00f4nica, em comunh\u00e3o com a REPAM-Brasil, se manifestam nesse momento crucial para os povos yanomami.<\/p>\n<p>Um grande desafio com este caso \u00e9 que n\u00f3s abramos mais os olhos, que n\u00f3s estendamos mais a m\u00e3o, que a gente se exercite um pouco mais na sensibilidade para com a realidade dos povos ind\u00edgenas. Nessa sensibilidade, n\u00e3o apenas de compaix\u00e3o no momento de sofrimento, mas tamb\u00e9m de promo\u00e7\u00e3o, de reconhecimento em todos os outros momentos, nos momentos tamb\u00e9m de conquistas e de vit\u00f3rias dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso transformar esse momento de tristeza, esse momento at\u00e9 de luto por tantas crian\u00e7as ind\u00edgenas que morreram em consequ\u00eancia dessa devasta\u00e7\u00e3o de direitos, devasta\u00e7\u00e3o da natureza, como tamb\u00e9m o envenenamento dos rios e tudo aquilo que t\u00eam causado destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente, mas consequentemente pela bebida, pelas drogas, pela prostitui\u00e7\u00e3o, pela invas\u00e3o do garimpo ilegal, a devasta\u00e7\u00e3o total do ser humano, das pessoas.<\/p>\n<p>Cuidar atrav\u00e9s de uma ecologia integral, o grande desafio est\u00e1 em implantar aquilo que nos fala o Papa Francisco na Laudato si\u00b4, uma verdadeira ecologia integral, que promove a vida como um todo, prioritariamente o ser humano mais necessitado.<\/p>\n<p><strong><em>A Igreja do Brasil tem recebido cr\u00edticas e desqualifica\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos dias, nas \u00faltimas horas, inclusive de pessoas que se dizem cat\u00f3licas. O que dizer para essas pessoas e como mostrar para elas que a defesa que a Igreja est\u00e1 fazendo do Povo Yanomami, dos povos ind\u00edgenas, \u00e9 algo que nasce da f\u00e9, do Evangelho, como uma exig\u00eancia diante daquilo que Jesus Cristo nos pede como disc\u00edpulos mission\u00e1rios?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Jesus Cristo, quando se coloca no in\u00edcio da sua miss\u00e3o, al\u00e9m de nos convidar \u00e0 convers\u00e3o aos valores do Reino de Deus, Ele diz claramente que veio para evangelizar os pobres, anunciar o ano da gra\u00e7a do Senhor, a libertar os cativos e prisioneiros, enfim a fazer o bem aos doentes e necessitados. Infelizmente, causa estranheza em muitos quando a Igreja abra\u00e7a essa causa. Deveria ser o normal, mas parece que quando uma Igreja defende a causa dos mais pobres \u00e9 algo extraordin\u00e1rio, como se fosse algo anormal. Isso simboliza que n\u00f3s estamos fugindo um pouco da nossa miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 importante, n\u00e3o obstante as cr\u00edticas que vem, at\u00e9 de cat\u00f3licos de nome e renome, \u00e0s vezes at\u00e9 influentes, de que n\u00f3s estamos dando um testemunho de coer\u00eancia aquilo que \u00e9 o Evangelho de Jesus Cristo, sobretudo Jesus no seu programa mission\u00e1rio. Abandonar o programa mission\u00e1rio de Jesus, conforme Lucas 4, seria uma loucura da nossa parte e algo que n\u00e3o combinaria com a Igreja de Jesus Cristo. As cr\u00edticas n\u00e3o deixar\u00e3o de serem feitas, mas que tamb\u00e9m o pessoal que critica possa se sensibilizar pela vida humana diante dos seus olhos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que como cat\u00f3licos nos unamos em defesa da vida e da vida concreta. Hoje existem muitos discursos de defesa da vida, da fecunda\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte natural, mas pouca pr\u00e1tica em defesa da vida concreta existente diante dos nossos olhos, sobretudo quando ela est\u00e1 fragilizada. As cr\u00edticas nos fazem perceber que o cuidado com a vida humana ainda est\u00e1 longe do Evangelho de Jesus Cristo.<\/p>\n<p><strong><em>Qual \u00e9 a sua palavra de esperan\u00e7a para os povos ind\u00edgenas de Roraima, especialmente para o Povo Yanomami neste momento de tanta dor?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A minha palavra de esperan\u00e7a vai naquilo que o profeta Isa\u00edas escreve em uma de suas passagens, o povo ind\u00edgena merece uma luz, merece uma grande luz. Na verdade, os povos ind\u00edgenas nos oferecem essa grande luz na sua maneira de ser e que precisam ser respeitados. A minha mensagem \u00e9 de respeito, de valoriza\u00e7\u00e3o e de gratid\u00e3o pela perseveran\u00e7a das comunidades ind\u00edgenas em suas lutas, em suas causas nobres.<\/p>\n<p>Inclusive de Roraima, nesses 50 anos do Conselho Ind\u00edgena de Roraima, o CIR, juntamente com o Cimi, tamb\u00e9m em todo o Brasil, 50 anos de exist\u00eancia e testemunho na luta pelas causas dos povos ind\u00edgenas. A minha palavra n\u00e3o \u00e9 de muita coisa, sen\u00e3o de motiva\u00e7\u00e3o para que prossigam com nosso reconhecimento e a nossa comunh\u00e3o. Oxal\u00e1 que a gente consiga como Igreja cat\u00f3lica exercitar um passo de sinodalidade verdadeira com os povos ind\u00edgenas em dire\u00e7\u00e3o do Reino de Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao assessor de comunica\u00e7\u00e3o do Norte 1 da CNBB, o atual arcebispo de Cuiab\u00e1 (MT) e segundo vice-presidente da CNBB, dom M\u00e1rio Ant\u00f4nio da Silva, que foi o bispo da diocese de Roraima (RR), fala sobre a presen\u00e7a heroica da Igreja junto ao povo Yanomami, na defesa de sua dignidade e direitos frente a omiss\u00e3o das autoridades<\/p>\n","protected":false},"author":142,"featured_media":937945,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[50,869],"tags":[3483,4881],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/937941"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/142"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=937941"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/937941\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":937948,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/937941\/revisions\/937948"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/937945"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=937941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=937941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=937941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}