{"id":943436,"date":"2023-04-25T07:45:34","date_gmt":"2023-04-25T10:45:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=943436"},"modified":"2023-04-25T07:45:59","modified_gmt":"2023-04-25T10:45:59","slug":"nossa-senhora-aparecida-e-a-concepcao-de-maria-nos-padres-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/nossa-senhora-aparecida-e-a-concepcao-de-maria-nos-padres-da-igreja\/","title":{"rendered":"Nossa Senhora Aparecida e a concep\u00e7\u00e3o de Maria nos Padres da Igreja"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Vital Corbellini<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Marab\u00e1 (PA)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como bispos n\u00f3s estamos reunidos no Santu\u00e1rio de Nossa Senhora Aparecida para a sexag\u00e9sima Assembleia Geral da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB). Desta forma, \u00e9 muito importante aprofundar a miss\u00e3o de Maria a partir dos Padres da Igreja, os primeiros escritores crist\u00e3os. Eles elaboraram uma doutrina mariol\u00f3gica, um estudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Maria, tendo presente os dados b\u00edblicos, mas tamb\u00e9m seguiram o testemunho de f\u00e9 do povo crist\u00e3o e do culto lit\u00fargico. Eles consideraram Maria \u00e0 luz do Verbo Encarnado, a sua encarna\u00e7\u00e3o, e o mist\u00e9rio pascal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A defini\u00e7\u00e3o de f\u00e9 do Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia em 325 tratou da divindade do Verbo de Deus, desde sempre, portanto uma defini\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria, mas tamb\u00e9m ele falou de Cristo como homem proveniente de Maria<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. A seguir teremos presentes elementos mariol\u00f3gicos na doutrina crist\u00e3, do amor a Deus, ao pr\u00f3ximo como a si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A an\u00e1lise do texto Lc 1,35.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Ireneu de Li\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este texto mereceu aten\u00e7\u00e3o especial por parte de alguns padres, afirmando que Aquele que nasceu de Maria era santo, chamado Filho de Deus. Santo Ireneu de Li\u00e3o, bispo do final do s\u00e9culo II e in\u00edcio do s\u00e9culo III, utilizou esse texto, para defend\u00ea-lo diante dos ebion\u00edtas, pois esses negavam a divindade do Verbo, porque para eles Jesus nasceu de uma forma normal de Jos\u00e9 e de Maria. Ele os defrontou, afirmando que aquilo que foi gerado em Maria \u00e9 Santo, \u00e9 o Filho de Deus em unidade com o Alt\u00edssimo, o qual \u00e9 Pai de todas as coisas<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Para Ireneu de Li\u00e3o, tratava-se da santidade do Verbo de Deus encarnado, ou seja, a nova gera\u00e7\u00e3o, porque proveniente de Deus, o nascimento virginal, puro sem macha de pecado<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Com a encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus, apareceu um novo nascimento a fim de que super\u00e1ssemos o nascimento anterior, que era de morte para que herd\u00e1ssemos a vida<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tertuliano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Este texto (Lc 1,35) recebeu tamb\u00e9m de Tertuliano, padre do norte da \u00c1frica, s\u00e9culo II e in\u00edcio do s\u00e9culo III, considera\u00e7\u00f5es importantes para combater a controv\u00e9rsia monarquiana que se de um lado salvaguardava o monote\u00edsmo, a unidade em Deus, de outro lado negava as pessoas da Sant\u00edssima Trindade. Por isso Tertuliano defendeu no <em>Adversus Praxean<\/em> que o homem Jesus, nascido de Maria, era verdadeiramente Filho de Deus, antes Deus, \u00e9 Filho do Alt\u00edssimo<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. O fato de ser santo est\u00e1 ligado ao Filho de Deus. Para ele eram palavras sin\u00f4nimas, semelhantes<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>: <em>sanctum, <\/em>santo era considerado como sin\u00f4nimo de <em>Filius Dei<\/em>, Filho de Deus (Lc 1,35b). Tertuliano colocou a import\u00e2ncia da unidade entre Jesus, concebido pela virgem e Cristo, que veio do Pai e se encarnou no ventre virginal de Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Novaciano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Novaciano seguiu Tertuliano no sentido da defesa da divindade de Jesus, que Jesus \u00e9 verdadeiramente Filho de Deus, tamb\u00e9m diante da controv\u00e9rsia dos monarquianos, pois esses tamb\u00e9m se apelavam a Lc 1,35 no sentido que havia uma distin\u00e7\u00e3o entre Jesus e Cristo no qual o Cristo, igual ao Pai, e ao Esp\u00edrito Santo e Jesus nascido de Maria, o filho do homem, que chamava de filho de Deus no sentido que ele foi adotado como Deus, por isso era negada a sua divindade. Para eles se entenderia em Jesus, n\u00e3o Deus, mas o homem<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Novaciano afirmou que era preciso seguir as Escrituras, n\u00e3o sendo somente naquele momento Filho de Deus, Santo, mas &#8220;em princ\u00edpio o Filho de Deus \u00e9 o Verbo de Deus encarnado por meio daquele Esp\u00edrito do qual afirmou o anjo: &#8216;O Esp\u00edrito Santo vir\u00e1 sobre ti e o poder do Alt\u00edssimo vai te cobrir com a sua sombra'(Lc 1,35).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A mariologia em Santo In\u00e1cio de Antioquia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Santo In\u00e1cio de Antioquia, bispo, final do s\u00e9culo I e in\u00edcio do s\u00e9culo II inseriu a doutrina mariol\u00f3gica no patrim\u00f4nio dogm\u00e1tico da Igreja. Ele afirmava a dupla gera\u00e7\u00e3o do Cristo: eterna por parte de Deus Pai e terrena por Maria<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. Considerava Maria participante do projeto divino na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o pela sua virgindade, a sua concep\u00e7\u00e3o e a morte do Senhor como sendo tr\u00eas grandiosos mist\u00e9rios<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Ele defendeu contra os docetas, a realidade da encarna\u00e7\u00e3o de Cristo, Filho de Deus segundo a vontade e o poder de Deus, nascido verdadeiramente da Virgem, batizado por Jo\u00e3o<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0A mariologia em S\u00e3o Justino de Roma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 S\u00e3o Justino de Roma, Padre da Igreja, s\u00e9culo II foi um dos primeiros autores crist\u00e3os que ao paralelo paulino Cristo-Ad\u00e3o ( 1 Cor 15,45) contrap\u00f4s aquele de Maria-Eva. Na obra <em>Di\u00e1logo com Trif\u00e3o<\/em> afirmou: &#8220;De fato quando ainda era virgem e incorrupta, Eva, tendo concebido a palavra que a serpente lhe disse, deu \u00e0 luz a desobedi\u00eancia e a morte. A virgem Maria, por\u00e9m, concebeu f\u00e9 e alegria quando o anjo Gabriel lhe anunciou a boa not\u00edcia que o Esp\u00edrito do Senhor viria sobre ela e que a for\u00e7a do Alt\u00edssimo a cobriria com a sua sombra, atrav\u00e9s do que o santo que dela nasceu seria o Filho de Deus. A isso, ela respondeu: &#8216;Fa\u00e7a-se em mim segundo a palavra'(Lc 1,38). E da virgem nasceu Jesus, ao qual demonstramos que tantas Escrituras se referem, pelo qual Deus destruiu a serpente e os anjos e homens que a ela se assemelham, e livra da morte aqueles que se arrependem de suas m\u00e1s a\u00e7\u00f5es e nele cr\u00eaem&#8221;<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0A mariologia em Santo Ireneu de Li\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Este autor mereceu considera\u00e7\u00f5es importantes na teologia, na cristologia e tamb\u00e9m na mariologia. Ele desenvolveu uma fun\u00e7\u00e3o importante para a hist\u00f3ria da doutrina crist\u00e3 sobre Maria Sant\u00edssima, colocando-a em uma situa\u00e7\u00e3o \u00fanica ao interior do mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o realizado em Cristo Jesus, em liga\u00e7\u00e3o com a encarna\u00e7\u00e3o do Verbo de Deus e do plano da reden\u00e7\u00e3o. Como nenhum outro autor crist\u00e3o, aprofundou o duplo tema da recapitula\u00e7\u00e3o e da recircula\u00e7\u00e3o, em Cristo Jesus, desenvolvendo o confronto entre Eva e Maria a qual livrou o n\u00f3 da desobedi\u00eancia de Eva, tornando-se causa de salva\u00e7\u00e3o por si e pelo g\u00eanero humano<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>, sendo percebida tamb\u00e9m como a advogada de Eva<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. Ele introduziu aspectos das ladainhas, que a piedade crist\u00e3 rezar\u00e1 na comunidade, abrindo tamb\u00e9m a estrada \u00e0 inser\u00e7\u00e3o de Maria no S\u00edmbolo apost\u00f3lico<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>. Santo Ireneu insistiu sobre a profecia de Is 7,14 como sinal da Virgem que se tornou tamb\u00e9m colaboradora da salva\u00e7\u00e3o humana. Jesus Cristo encarnando-se tornou puro o seio da Virgem, regenerando os seres humanos em Deus<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>. A profiss\u00e3o de f\u00e9 \u00e0 maternidade virginal de Maria \u00e9 pressuposto necess\u00e1rio para participar \u00e0 salva\u00e7\u00e3o dada em Cristo Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A mariologia em Tertuliano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A doutrina mariol\u00f3gica de Tertuliano influenciou a mariologia em si, colocando a import\u00e2ncia da vida de Maria na Igreja, no plano de salva\u00e7\u00e3o de Deus pelo seu Filho ao mundo e para o ser humano. Diante das heresias gn\u00f3sticas, refor\u00e7ou o autor africano a realidade da humanidade de Cristo, real\u00e7ando o fato que Ele possu\u00eda n\u00e3o um corpo celeste, mas um corpo verdadeiramente nascido da mesma subst\u00e2ncia da Virgem Maria. Ele afirmava a virgindade perp\u00e9tua em Maria, seja antes do parto como tamb\u00e9m depois do mesmo, pois ele confrontou os docetistas, que negavam a Jesus Cristo um verdadeiro corpo humano, pretendendo que a sua concep\u00e7\u00e3o e o seu nascimento n\u00e3o fossem que aparentes. Para Tertuliano, Maria \u00e9 a segunda Eva: &#8220;Eva era ainda virgem quando ela ouviu pelas orelhas a palavra sedutora que devia erigir o edif\u00edcio da morte. Ocorria da mesma forma que fosse introduzido em uma virgem o Verbo de Deus que devia reconstruir o monumento da vida, de modo que aquilo que foi arruinado pelo mesmo sexo, pudesse ser recuperado para a salva\u00e7\u00e3o. Eva acreditou na serpente; Maria acreditou em Gabriel. A desventura que uma atirou com a sua credibilidade, a outra a eliminou com a\u00a0 sua f\u00e9&#8221;<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mariologia em Or\u00edgenes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O historiador Soz\u00f3meno informa que Or\u00edgenes usou a palavra <em>Theot\u00f3kos<\/em>, titulo aplicado a Maria, M\u00e3e de Deus<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>. Este titulo n\u00e3o foi encontrado nos seus livros que vieram \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, mas certamente estaria nos livros que foram destru\u00eddos. Al\u00e9m disso a Escola de Alexandria usava por muito tempo este titulo para exprimir a maternidade divina de Maria, quando se tornou objeto de pol\u00eamicas na primeira metade do s\u00e9culo V contra o nestorianismo at\u00e9 a sua defini\u00e7\u00e3o no Concilio de \u00c9feso(431).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mariologia em Santo Hip\u00f3lito de Roma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados provenientes de Santo Hip\u00f3lito de Roma n\u00e3o s\u00e3o muitos mas aqueles que ele desenvolveu ajudaram a formular a presen\u00e7a de Maria na vida da Igreja e nos sacramentos. Ele colocou a import\u00e2ncia de Maria no processo salv\u00edfico completado em Cristo Jesus. Um lenho foi constru\u00eddo na Arca, isto \u00e9 o Senhor aludindo \u00e0 pureza do pecado. Este autor inseriu Maria no evento central da encarna\u00e7\u00e3o seja na formula\u00e7\u00e3o de f\u00e9, seja na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Conclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A mariologia dos padres foi importante na doutrina geral sobre a ci\u00eancia que estuda Maria. Ela respondeu com alegria e amor ao plano de Deus, tornando-se dessa forma a m\u00e3e do Filho de Deus. Maria foi a serva do Senhor sempre disposta a servir o Senhor Deus, o Criador dos c\u00e9us e da terra e dos seres humanos. Maria viveu o amor do Senhor de modo que as gera\u00e7\u00f5es a chamaram de bendita(cfr. Lc 1,48). Por isso os padres da Igreja, os primeiros escritores crist\u00e3os descreveram a import\u00e2ncia de Maria na vida pessoal, comunit\u00e1ria e social. Maria foi fiel \u00e0 palavra do Senhor no cumprimento da vontade do Pai. Ela seguiu em tudo o seu Filho, Jesus Cristo. Maria sempre aponta para o seu Filho em todos os pedidos que n\u00f3s fizermos para ela. Maria \u00e9 a nossa intercessora junto a Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cfr. S. Felici. <em>Lo Sviluppo della dottrina mariana nell\u00b4et\u00e0 prenicena.<\/em> In: <em>La Mariologia nella catechesi dei Padri(et\u00e0 prenicena),<\/em> <em>a cura di Sergio Felici<\/em>. <em>Biblioteca di Scienze Religiose, 88.<\/em> Roma, LAS, 1989, pgs. 9-11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cfr. Ireneu de Li\u00e3o, <em>Contra as Heresias,<\/em> <em>V,1,3<\/em>. SP, Paulus, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cfr. <em>Idem<\/em>, <em>V,1,3.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cfr. <em>Ibidem<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Cfr. <em>Adversus Praxean<\/em>, 26,7. In:<em> La Mariologia nella catechesi dei Padri(et\u00e0 prenicena)<\/em>, \u00a0pg. 26.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Cfr. <em>Idem<\/em>, pg. 26.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cfr. Novaciano. <em>A Trindade<\/em>, <em>24,136<\/em>. S\u00e3o Paulo, Paulus, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Cfr. <em>In\u00e1cio aos Ef\u00e9sios 7,2.<\/em> In:<em> Padres Apost\u00f3licos<\/em>, S\u00e3o Paulo, Paulus, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Cfr. <em>Idem<\/em>, 19,1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a>Cfr. <em>In\u00e1cio aos Esmirniotas, 1,1<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Cfr. Justino de Roma, <em>Di\u00e1logo com Trif\u00e3o<\/em>,<em> 100, 5<\/em>. S\u00e3o Paulo, Paulus, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Cfr. Ireneu de Li\u00e3o. <em>Contra as heresias<\/em>, <em>III,22,4<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Cfr. <em>Idem<\/em>, <em>V,19,1<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Cfr. M. Maria Maritano. In: <em>Nuovo Dizionario Patristico e di Antichit\u00e0 Cristiane. <\/em>Marietti, Genova- Milano, 2007, pg. 3036.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Cfr. Ireneu de Li\u00e3o, <em>Contra as heresias, IV,33,11<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Cfr. Tertulliano.. <em>De Carne Chr.<\/em> 17. In: J. Quasten. <em>\u00a0Patrologia. I primi due secoli(II-III)<\/em>.Casale, Marietti, 1992, pg. 566.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Cfr. <em>Stor. Eccles., 7,32<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Cfr. M. Maria Maritano, In: <em>Nuovo Dizionario Patristico e di Antichit\u00e0 Cristiane<\/em>, pg. 3037.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Vital Corbellini Bispo de Marab\u00e1 (PA) &nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como bispos n\u00f3s estamos reunidos no Santu\u00e1rio de Nossa Senhora Aparecida para a sexag\u00e9sima Assembleia Geral da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB). Desta forma, \u00e9 muito importante aprofundar a miss\u00e3o de Maria a partir dos Padres da Igreja, os primeiros escritores crist\u00e3os. Eles elaboraram &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/nossa-senhora-aparecida-e-a-concepcao-de-maria-nos-padres-da-igreja\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Nossa Senhora Aparecida e a concep\u00e7\u00e3o de Maria nos Padres da Igreja<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/943436"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=943436"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/943436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":943437,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/943436\/revisions\/943437"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=943436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=943436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=943436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}