{"id":945356,"date":"2023-05-29T12:59:45","date_gmt":"2023-05-29T15:59:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=945356"},"modified":"2023-05-29T13:03:25","modified_gmt":"2023-05-29T16:03:25","slug":"pastoral-da-crianca-se-empenha-em-diminuir-mortalidade-materna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pastoral-da-crianca-se-empenha-em-diminuir-mortalidade-materna\/","title":{"rendered":"Pastoral da Crian\u00e7a \u00e9 um dos organismos da Igreja no Brasil que se empenha em diminuir mortalidade materna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A mortalidade materna ainda \u00e9 um grande desafio de sa\u00fade p\u00fablica. Segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Panamericana da Sa\u00fade, cerca de 830 mulheres morrem todos os dias por complica\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 gravidez ou ao parto em todo o mundo, sendo que a maioria das mortes poderiam ter sido evitadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o tornou-se ainda mais grave devido aos impactos diretos e indiretos da pandemia da Covid-19, que levou a um grande retrocesso em v\u00e1rios pa\u00edses. No Brasil as taxas de mortalidade materna dobraram no per\u00edodo, voltando a n\u00edveis registrados h\u00e1 25 anos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_945376\" aria-describedby=\"caption-attachment-945376\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-945376 size-medium\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1652mortalidade-materna-entrevista-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1652mortalidade-materna-entrevista-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1652mortalidade-materna-entrevista.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-945376\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Pastoral da Crian\u00e7a<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dedicado a um momento para reflex\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o tema, no dia 28 de maio se celebrou o dia nacional de redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna, um momento para principalmente se &#8220;cobrar pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es imediatas que contribuam para diminuir o n\u00famero de mortes de mulheres durante a gesta\u00e7\u00e3o, parto e p\u00f3s-parto&#8221;, afirma a Pastoral da Crian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>Pastoral da Crian\u00e7a<\/strong> \u00e9 um dos organismos de a\u00e7\u00e3o social da Igreja respons\u00e1vel por prevenir mortes maternas, por meio de seus l\u00edderes e agentes, ao fazerem as visitas domiciliares, orientando sobre os direitos das gestantes durante o pr\u00e9-natal, o nascimento e o per\u00edodo p\u00f3s-parto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os agentes tamb\u00e9m alertam sobre os sinais de perigo, falam sobre a import\u00e2ncia dos primeiros<strong> 1000 dias de vida<\/strong> e, especialmente, oferecem preocupa\u00e7\u00e3o e apoio fraterno e emocional. O aplicativo <strong>Pastoral da Crian\u00e7a + Gestante<\/strong> \u00e9 outro aliado na preven\u00e7\u00e3o de mortes maternas. &#8220;As informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis podem ajud\u00e1-la a ficar mais informada e deix\u00e1-la mais ciente dos seus direitos, de quando precisar ajuda e onde pode busc\u00e1-la&#8221;, informa a Pastoral.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;L\u00edder, divulgue o aplicativo para as fam\u00edlias, especialmente com gestantes, assim cada vez mais levamos informa\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es que podem salvar vidas&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>Principais causas da mortalidade materna\u00a0<\/strong><\/h3>\n<figure id=\"attachment_945378\" aria-describedby=\"caption-attachment-945378\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-945378 size-full\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1652entrevistacomdraana-elisa-mortalidade-materna.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-945378\" class=\"wp-caption-text\">Dra. Ana Elisa<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Ana Elisa, doutora em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas, pesquisadora do Centro de Estudos de Migra\u00e7\u00f5es Internacionais e do Observat\u00f3rio Sa\u00fade e Migra\u00e7\u00e3o da FENAMI, salientou que as principais\u00a0causas de mortalidade materna no Brasil s\u00e3o, em sua grande maioria causas evit\u00e1veis, 90% dos casos seriam evit\u00e1veis.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Elas est\u00e3o relacionadas a quadros de infec\u00e7\u00e3o, hemorragias, hipertens\u00e3o, por exemplo. No per\u00edodo da pandemia somava-se a isso quadros relacionados \u00e0 infec\u00e7\u00e3o por Covid-19. Mas enfim, acho que o mais importante da gente ressaltar aqui \u00e9 que a morte materna est\u00e1 sempre ligada a falta de servi\u00e7os b\u00e1sicos de sa\u00fade&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela aponta que as principais raz\u00f5es pela falta de acesso aos servi\u00e7os b\u00e1sicos de s\u00e1ude s\u00e3o v\u00e1rias e envolvem toda uma cadeia de aten\u00e7\u00e3o, que vai desde a aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, inclusive relacionada ao acesso ao planejamento familiar adequado, ao acesso ao acompanhamento de pr\u00e9-natal adequado e de qualidade, at\u00e9 a ponta, a aten\u00e7\u00e3o especializada, que vai envolver o servi\u00e7o de maternidade e o servi\u00e7o de alta complexidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;E para que essa cadeia funcione bem, \u00e9 necess\u00e1rio investimento em cada segmento dela. A gente continua com muita dificuldade, inclusive em garantir a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de sa\u00fade prim\u00e1ria para as mulheres. Um dado importante \u00e9 que apenas 34% dos munic\u00edpios brasileiros hoje em dia atingem a meta de no m\u00ednimo 6 consultas de pr\u00e9-natal para pelo menos 45% das gestantes. Mas, para al\u00e9m disso, muitas vezes, aquelas mulheres que conseguem uma aten\u00e7\u00e3o, um acompanhamento a um pr\u00e9-natal adequado e de qualidade elas n\u00e3o v\u00e3o ter acesso \u00e0 maternidade&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para Ana Elisa, \u00e9 atrav\u00e9s\u00a0da pol\u00edtica p\u00fablica que se garantiria o acesso universal democratizado a toda esta rede de aten\u00e7\u00e3o obst\u00e9trica.\u00a0 &#8220;E \u00e9 justamente o funcionamento dessa pol\u00edtica p\u00fablica que faz com que os \u00edndices de mortalidade materna e infantil se reduzam&#8221;, disse.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;\u00c9 extremamente importante contar com uma rede de apoio pr\u00f3xima, com pessoas da fam\u00edlia, para quando s\u00e3o identificadas situa\u00e7\u00f5es onde o sistema de sa\u00fade n\u00e3o consegue chegar&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<p>Confira a entrevista completa (<a href=\"https:\/\/www.pastoraldacrianca.org.br\/images\/temas\/1652-mortalidade-materna\/1652entrevistacomdraana-elisa-mortalidade-materna.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre>Foto de capa: Pixabay \/ Com informa\u00e7\u00f5es da <a href=\"https:\/\/www.pastoraldacrianca.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pastoral da Crian\u00e7a<\/a><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 830 mulheres morrem todos os dias por complica\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 gravidez ou ao parto em todo o mundo. No dia 28 de maio se celebrou o dia nacional de redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna, um momento para se cobrar pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es imediatas que contribuam para diminuir o n\u00famero de mortes de mulheres durante a gesta\u00e7\u00e3o, parto e p\u00f3s-parto<\/p>\n","protected":false},"author":141,"featured_media":945382,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"disabled","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[779,50],"tags":[5057,5056,1356],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/945356"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/141"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=945356"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/945356\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":945385,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/945356\/revisions\/945385"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/945382"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=945356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=945356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=945356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}