{"id":945768,"date":"2023-06-06T11:09:03","date_gmt":"2023-06-06T14:09:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=945768"},"modified":"2023-06-06T11:09:21","modified_gmt":"2023-06-06T14:09:21","slug":"a-oracao-do-rosario-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-oracao-do-rosario-2\/","title":{"rendered":"A ora\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli<br \/>\nBispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span data-contrast=\"auto\">A ORA\u00c7\u00c3O DO ROS\u00c1RIO (TER\u00c7O) &#8211; I<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:2,&quot;335551620&quot;:2,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Caros diocesanos. Os crist\u00e3os cat\u00f3licos valorizam diversas formas de ora\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas oficiais, surgiram, atrav\u00e9s da hist\u00f3ria, maneiras de rezar, de cunho mais popular e devocional. Uma delas \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio ou do ter\u00e7o, enriquecendo a vida orante da Igreja, de modo simples, mas profundo e envolvente, sendo recomendada seguidamente pelo pr\u00f3prio magist\u00e9rio, como veremos mais adiante. Ultimamente esta ora\u00e7\u00e3o, surgida da piedade popular, est\u00e1 recebendo nova valoriza\u00e7\u00e3o, sobretudo, pelo chamado <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Ter\u00e7o dos Homens<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, tamb\u00e9m crescente em nossa diocese.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">No programa de hoje, vamos refletir sobre a origem hist\u00f3rica do santo ros\u00e1rio (ou do ter\u00e7o) como uma das devo\u00e7\u00f5es que mais se difundiu, a partir da Idade M\u00e9dia at\u00e9 os nossos tempos. Nos primeiros s\u00e9culos do cristianismo os mist\u00e9rios da paix\u00e3o-morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, narrados pelos evangelistas, centralizavam a vida de ora\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o da Igreja. \u00c9 justamente a partir do mist\u00e9rio pascal do Senhor que foi surgindo o Ano Lit\u00fargico da Igreja, com suas celebra\u00e7\u00f5es, enriquecidas ao longo da hist\u00f3ria. Mas a profundidade do mist\u00e9rio pascal nem sempre se tornou t\u00e3o acess\u00edvel a todo povo crist\u00e3o, por motivos diversos. Na Idade M\u00e9dia, por exemplo, o clero e os monges tinham acesso \u00e0 liturgia oficial e com ela nutriam sua espiritualidade, mas o povo simples, que n\u00e3o mais entendia a l\u00edngua usada na liturgia (latim) e suas complexas cerim\u00f4nias, nutria a piedade com diversas devo\u00e7\u00f5es, normalmente paralelas \u00e0s cerim\u00f4nias oficiais. Esta realidade se acentuaria at\u00e9 o Conc\u00edlio Vaticano II (1962-1965). Privado, de certa forma, do alimento da Palavra de Deus e da participa\u00e7\u00e3o consciente e ativa nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, o povo recorreu a formas alternativas ou substitutivas de ora\u00e7\u00e3o. Tentou concentrar sua f\u00e9 e piedade em torno dos mist\u00e9rios essenciais da reden\u00e7\u00e3o: encarna\u00e7\u00e3o, paix\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o. Neste contexto surgiram o ros\u00e1rio (ter\u00e7o) com seus mist\u00e9rios, o \u00e2ngelus com o toque dos sinos, a via-sacra e outras devo\u00e7\u00f5es. Estas se difundiram rapidamente, sobretudo atrav\u00e9s dos pregadores itinerantes (dominicanos e franciscanos), respondendo a uma necessidade pastoral da \u00e9poca. Outro elemento que favoreceu a r\u00e1pida difus\u00e3o do ros\u00e1rio foi a tend\u00eancia \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o na liturgia da \u00e9poca. Neste contexto, os mist\u00e9rios da encarna\u00e7\u00e3o (pres\u00e9pio), da paix\u00e3o e morte (via-sacra) receberam aten\u00e7\u00e3o especial pelo realismo c\u00eanico e pelo toque da sensibilidade dos fi\u00e9is para com a humanidade de Jesus Cristo e da Virgem Maria.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">J\u00e1 nos prim\u00f3rdios da era crist\u00e3, n\u00f3s encontramos, entre os monges do antigo Egito, a pr\u00e1tica de ora\u00e7\u00f5es repetidas e contadas por gr\u00e3os ou pedrinhas e, mais tarde, se faz refer\u00eancia ao uso de cordinha com gr\u00e3os (KLEIN A., <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Il Culto di Maria Oggi<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, p. 265ss). A partir do s\u00e9culo X era prescrita, aos religiosos iletrados, a repeti\u00e7\u00e3o de Pai Nossos, em lugar do of\u00edcio coral (RUFFINI E., <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Esercizi di Piet\u00e0 \u2013 Nuovo Dizionario di Spiritualit\u00e0<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\"> \u2013 p. 518), pr\u00e1tica tamb\u00e9m prescrita por S. Francisco de Assis (RnB 3 e Rb 3). No s\u00e9culo XII come\u00e7ou a difundir-se rapidamente a ora\u00e7\u00e3o da Ave-Maria e com ela o \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Psalterium Beatae Mariae Virginis<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d (Salt\u00e9rio da Beata Virgem Maria), o qual consistia na recita\u00e7\u00e3o de 150 Ave-Marias, o correspondente aos 150 salmos da B\u00edblia. Para tal era pr\u00e1tico usar um cord\u00e3ozinho com n\u00f3s ou algo semelhante. No s\u00e9culo XV a escola de ora\u00e7\u00e3o dominicana acrescentou o Pai-Nosso e criou a rela\u00e7\u00e3o dos diversos mist\u00e9rios, como n\u00f3s conhecemos hoje. Ap\u00f3s o Conc\u00edlio de Trento (S\u00e9c. XVI), o ros\u00e1rio tornou-se ora\u00e7\u00e3o contemplativa muito comum na Igreja e para torn\u00e1-la mais acess\u00edvel, aos poucos, foi reduzida a <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">um ter\u00e7o<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, isto \u00e9, a cinco dezenas.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Conhecendo um pouco mais a hist\u00f3ria do ros\u00e1rio (ter\u00e7o), vejamos nas pr\u00f3ximas mensagens sua valoriza\u00e7\u00e3o pelo magist\u00e9rio da Igreja e seu sentido em nosso tempo.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) &nbsp; &nbsp; A ORA\u00c7\u00c3O DO ROS\u00c1RIO (TER\u00c7O) &#8211; I\u00a0 Caros diocesanos. 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