{"id":948997,"date":"2023-08-01T11:02:09","date_gmt":"2023-08-01T14:02:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=948997"},"modified":"2023-08-01T11:02:40","modified_gmt":"2023-08-01T14:02:40","slug":"pressionados-pelo-amor-de-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pressionados-pelo-amor-de-cristo\/","title":{"rendered":"Pressionados pelo amor de Cristo\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Lindomar Rocha Mota<br \/>\nBispo de S\u00e3o Lu\u00eds de Montes Belos (GO)\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Ressuscitados em Cristo n\u00f3s n\u00e3o devemos nada mais a ningu\u00e9m. Nem a lei, aos pa\u00edses, nem uns aos outros, todos somos devedores dEle.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Ainda assim, n\u00f3s, os cat\u00f3licos, continuamos nos importando com tudo. N\u00e3o porque somos devedores, mas porque desejamos imit\u00e1-lo de maneira exata.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Quando ainda \u00e9ramos devedores, de uma d\u00edvida impag\u00e1vel para com Deus, Ele nos justificou e nos elevou da condi\u00e7\u00e3o de escravos para a condi\u00e7\u00e3o de filhos.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Somos contorcidos por esta realidade. Cristo que sucumbiu as perversidades deste mundo n\u00e3o se deixou vencer no amor.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Essa ideia \u00e9 forte entre n\u00f3s: deixamo-nos vencer em tudo, exceto no amor.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">O amor tem v\u00e1rios nomes, mas o mais belo de todos \u00e9 servi\u00e7o. Essa palavra n\u00e3o pode ser usada por aqueles que n\u00e3o est\u00e3o dispostos a morrer de amor pelo pr\u00f3ximo.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Jesus, andando pelo mundo amou tudo que o mundo rejeitava. Amou os leprosos, os cobradores de impostos, as prostituas, os estrangeiros. Amou n\u00e3o somente o outro, mas o outro mais outro.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">O outro mais outro \u00e9 aquele que nem aparece em nosso horizonte. Nem mesmo sabemos de sua exist\u00eancia.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Assim, um judeu ama outro judeu, o conterr\u00e2neo ama o outro, e at\u00e9 os pecadores se amam entre si, mas entre n\u00f3s \u00e9 diferente, porque o pr\u00f3prio Mestre disse, se assim o fizerdes qual \u00e9 a sua diferen\u00e7a com o mundo.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Ele amou at\u00e9 a Saulo, aquele que nos perseguia. Apareceu a ele e ele se converteu.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Por isso Saulo disse mais tarde: \u201cO amor de Cristo nos pressiona\u201d (<\/span><span data-contrast=\"auto\">2<\/span><span data-contrast=\"auto\">Cor 5,14).<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">De fato, o amor de Cristo nos pressiona. Diante dele somos desafiados a buscar nem que seja a sua sombra. Toc\u00e1-lo de leve e propagarmos o seu calor pelo mundo frio e desolado.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">A vida deve ser contorcida e as palavras forjadas nesse calor que tudo liquefaz. O amor derrete at\u00e9 as profundezas da ess\u00eancia humana, esmagando-a com uma gravidade de mil sois, at\u00e9 faz\u00ea-lo transpassar tudo que \u00e9 pesado e que nos impede chegar perto de Deus.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">A prensa do amor de Cristo nos transfigura em outra coisa. Uma coisa outra que n\u00e3o \u00e9 deste mundo, embora neste munda viva. Essa coisa prensada brilha como farol nos dias de tempestade e, por mais de dois mil anos, encandece o c\u00e9u e apruma olhares para o que \u00e9 belo e bom.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">O amor \u00e9 um peso divino nos ombros humanos. Colocada de prop\u00f3sito por Aquele que nos amou primeiro, para que pud\u00e9ssemos experimentar Deus nesta vida.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Assim, vivendo sob essa prensa, e suportando-a al\u00e9m das humanas for\u00e7as, chega-se o dia em que o cat\u00f3lico grita: \u201cEu vivo, mas n\u00e3o eu, \u00e9 Cristo que vive em mim\u201d (Gl 2,20).<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Vivendo deste outro modo, j\u00e1 n\u00e3o sabemos bem o que dizer, nem fazer. J\u00e1 n\u00e3o se trata mais de fazer, mas de ser. Ser como Cristo \u00e9 se importar apenas com a vinda do Reino e por esse Reino tudo arriscar. N\u00e3o \u00e9 uma aposta ret\u00f3rica, porque, Aquele que nos amou primeiro entregou tudo. Desvestiu-se de sua condi\u00e7\u00e3o divina, habitou no meio de n\u00f3s e, como se ainda fosse pouco, entregou a pr\u00f3pria vida. Por essa raz\u00e3o, n\u00f3s os cat\u00f3licos, seguidores dEle, somos imensamente pressionados pelo seu exemplo e amor, e, ainda assim, suportamos esse peso com uma felicidade sem fim.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Lindomar Rocha Mota Bispo de S\u00e3o Lu\u00eds de Montes Belos (GO)\u00a0 \u00a0 Ressuscitados em Cristo n\u00f3s n\u00e3o devemos nada mais a ningu\u00e9m. Nem a lei, aos pa\u00edses, nem uns aos outros, todos somos devedores dEle.\u00a0 Ainda assim, n\u00f3s, os cat\u00f3licos, continuamos nos importando com tudo. 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