{"id":952906,"date":"2023-09-30T07:01:53","date_gmt":"2023-09-30T10:01:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=952906"},"modified":"2023-09-29T16:59:48","modified_gmt":"2023-09-29T19:59:48","slug":"sim-a-vontade-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/sim-a-vontade-de-deus\/","title":{"rendered":"Sim \u00e0 vontade de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Rodolfo Lu\u00eds Weber<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Passo Fundo (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia dominical (Ezequiel 18,25-28, Salmo 24, Filipenses 2,1-11 e Mateus 21,28-32) revela a conduta fiel de Deus e a instabilidade e as contradi\u00e7\u00f5es humanas. Jesus narra uma par\u00e1bola onde um pai convida os dois filhos para trabalharem na vinha. O primeiro responde \u201cn\u00e3o quero\u201d, mas depois muda opini\u00e3o e vai. O segundo responde prontamente \u201csim, eu vou\u201d, mas n\u00e3o foi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mensagem da par\u00e1bola \u00e9 clara. As palavras s\u00e3o fundamentais, mas somente estas n\u00e3o s\u00e3o suficientes. \u00c9 preciso transformar palavras em a\u00e7\u00f5es, em atos de convers\u00e3o. Dizer \u201csim\u201d sempre \u00e9 perigoso, pois pode tornar-se um n\u00e3o e causar decep\u00e7\u00e3o a quem o sim foi dado. Quando se diz \u201cn\u00e3o\u201d fecha-se a quest\u00e3o, mas pode ser transformado em \u201csim\u201d causando surpresa agrad\u00e1vel. Como humanos vivemos nesta instabilidade. Por outro lado, dizer sim e n\u00e3o \u00e9 uma necessidade fundamental na vida. Seguramente ningu\u00e9m de n\u00f3s pode garantir que ser\u00e1 sempre e por toda vida fiel ao sim ou ao n\u00e3o dado. S\u00e3o Paulo com sereno realismo alerta: \u201cPortanto, quem juga estar em p\u00e9, tome cuidado para n\u00e3o cair\u201d (1 Cor 10,12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia apresenta um terceiro filho, Jesus Cristo conforme a Carta aos Filipenses. Ele diz \u201csim\u201d e cumpre-o ao extremo, at\u00e9 a morte. O hino cristol\u00f3gico canta: \u201cJesus Cristo, existindo em condi\u00e7\u00e3o divina, n\u00e3o se fez do ser igual a Deus uma usurpa\u00e7\u00e3o, mas esvaziou-se de si mesmo, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente at\u00e9 a morte, e morte de cruz\u201d. Em humildade e obedi\u00eancia cumpriu a vontade do Pai, morreu na cruz por seus irm\u00e3os e por n\u00f3s. Diante deste sim fiel os joelhos se dobram e toda l\u00edngua proclame: \u201cJesus Cristo \u00e9 o Senhor, para a gl\u00f3ria de Deus Pai\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida crist\u00e3 deve medir-se continuamente pela de Cristo: \u201cTende entre v\u00f3s o mesmo sentimento que existe em Jesus Cristo\u201d. S\u00e3o Paulo recorda uma das marcas fundamentais de Cristo foi a viv\u00eancia da harmonia e da unidade. Cristo estava totalmente unido ao Pai e era-lhe obediente. Sua vida era fazer a vontade do Pai, ao ponto de oferecer-se na cruz. O exemplo de Jesus Cristo torna-se norma para seus disc\u00edpulos de obedecer a Deus, de dizer-lhe sim e manter-se unidos entre si. A unidade permite superar os desafios que se apresentam na vida pessoal, nas comunidades da Igreja e na sociedade. A unidade \u00e9 um sinal de amor num mundo competitivo e excludente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paulo faz mais um apelo \u00e0 humildade, inspirando-se no sim de Jesus Cristo. \u201cN\u00e3o fa\u00e7ais nada por competi\u00e7\u00e3o ou vangl\u00f3ria, mas, com humildade, cada qual julgue que o outro \u00e9 mais importante, e n\u00e3o cuide somente do que \u00e9 seu, mas tamb\u00e9m do que \u00e9 do outro\u201d. A vida crist\u00e3 \u00e9 uma exist\u00eancia para os outros, um compromisso humilde a favor do pr\u00f3ximo e do bem comum. Cristo veio para salvar e servir o mundo, portanto se fez humilde para estar e viver a servi\u00e7o dos humanos. A humildade \u00e9 uma virtude que n\u00e3o goza de muita estima, mas os crist\u00e3os n\u00e3o podem deixar de cultiv\u00e1-la, pois ela torna fecundos os di\u00e1logos, a colabora\u00e7\u00e3o cordial e unidade. A palavra humildade, de origem latina, remete a h\u00famus, isto \u00e9, com ader\u00eancia \u00e0 terra, \u00e0 realidade. As pessoas humildes vivem com os p\u00e9s na terra, escutam a Cristo, se encantam com seu exemplo renovando-se constantemente. A humildade \u00e9 uma virtude que auxilia a cumprir o sim dado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Rodolfo Lu\u00eds Weber Arcebispo de Passo Fundo (RS) A liturgia dominical (Ezequiel 18,25-28, Salmo 24, Filipenses 2,1-11 e Mateus 21,28-32) revela a conduta fiel de Deus e a instabilidade e as contradi\u00e7\u00f5es humanas. Jesus narra uma par\u00e1bola onde um pai convida os dois filhos para trabalharem na vinha. 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