{"id":984878,"date":"2025-06-23T11:21:23","date_gmt":"2025-06-23T14:21:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=984878"},"modified":"2025-06-25T13:56:58","modified_gmt":"2025-06-25T16:56:58","slug":"mae-e-rainha-da-criacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mae-e-rainha-da-criacao\/","title":{"rendered":"M\u00e3e e Rainha da cria\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>\u00a0Dom Julio Endi Akamine\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo Coadjutor da Arquidiocese Bel\u00e9m do Par\u00e1 (PA)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-ccp-props=\"{&quot;335551550&quot;:2,&quot;335551620&quot;:2,&quot;335559739&quot;:0}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">O C\u00edrio de Nazar\u00e9 cultua Maria como \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">M\u00e3e e Rainha de Toda a Cria\u00e7\u00e3o<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d. Qual \u00e9 o sentido desse nome? Inspirado em <\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Laudato S\u00ec<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">, 241, Dom Alberto Taveira, em 20 de outubro de 2024, j\u00e1 explicou o sentido dessa invoca\u00e7\u00e3o com a qual nos dirigimos a Nossa Senhora de Nazar\u00e9. Nesse sentido, \u00e9 muito o oportuno revisitar o texto dispon\u00edvel em<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.ciriodenazare.com.br\/noticias\/tema-do-cirio-de-nazare-2025\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span data-contrast=\"none\">https:\/\/www.ciriodenazare.com.br\/noticias\/tema-do-cirio-de-nazare-2025<\/span><\/a><span data-contrast=\"auto\"> .<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">O C\u00edrio de Nazar\u00e9 \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o importante para a evangeliza\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos e deseja ser tamb\u00e9m um apelo aos n\u00e3o cat\u00f3licos. O C\u00edrio de Nazar\u00e9 convida as pessoas de boa vontade para o cuidado com a vida no planeta. Como tudo se relaciona com tudo, defender a cria\u00e7\u00e3o significa cuidar da natureza e da humanidade, principalmente das pessoas mais pobres; significa tamb\u00e9m rever e mudar o nosso modo de viver e de professar a f\u00e9 crist\u00e3.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">A terra existe antes de n\u00f3s, e nos foi dada por Deus para \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">cultiv\u00e1-la e para guard\u00e1-la<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d (cf. Gn 2,15). Na Revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica, \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">cultivar<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d quer dizer lavrar ou trabalhar um terreno, e \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">guardar<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d significa proteger, cuidar, preservar. Concretamente \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">cultivar e guardar a terra<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d implica uma rela\u00e7\u00e3o de reciprocidade respons\u00e1vel entre o ser humano e a cria\u00e7\u00e3o. Com efeito, todos n\u00f3s podemos tomar da bondade da terra aquilo de que necessitamos para a sobreviv\u00eancia, mas temos tamb\u00e9m o dever de proteg\u00ea-la e garantir a continuidade da sua fertilidade para as gera\u00e7\u00f5es futuras. N\u00e3o queremos entregar para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es uma cria\u00e7\u00e3o esgotada e destru\u00edda. Assim a reciprocidade respons\u00e1vel se desdobra em uma solidariedade inter-geracional.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Os crist\u00e3os defendem uma espiritualidade fundada no Deus criador: \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">ao Senhor pertence a terra<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d (Sl 24\/23,1); a Ele pertence \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">a terra e tudo o que nela existe<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d (Dt 10, 14). A convers\u00e3o ecol\u00f3gica se concretiza na viv\u00eancia de uma fraternidade que inclui a nossa casa comum e nos faz tomar consci\u00eancia de que n\u00e3o somos Deus. Por isso, Deus nos pro\u00edbe toda a pretens\u00e3o de posse absoluta da cria\u00e7\u00e3o. A melhor maneira de colocar o ser humano no seu lugar e acabar com a sua pretens\u00e3o de ser dominador absoluto da terra, \u00e9 voltar a propor a figura de um Pai criador e \u00fanico dono do mundo; caso contr\u00e1rio, o ser humano tender\u00e1 sempre a querer impor \u00e0 realidade as suas pr\u00f3prias leis e interesses.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">A<\/span> <span data-contrast=\"auto\">cria\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais do que a simples natureza. Por isso, n\u00e3o \u00e9 suficiente a mera preserva\u00e7\u00e3o da natureza. \u00c9 preciso defender a cria\u00e7\u00e3o de Deus! Cuidamos da nossa casa comum e temos zelo pela cria\u00e7\u00e3o porque ela \u00e9 projeto do amor de Deus. Professar a f\u00e9 no Criador inclui considerar que, na cria\u00e7\u00e3o, cada criatura tem um valor e um significado em si mesma. O conceito de natureza se entende habitualmente como um sistema que se analisa e se administra, mas a cria\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser concebida como um dom que vem das m\u00e3os abertas do Pai, como uma realidade iluminada pelo amor que nos chama a uma comunh\u00e3o universal.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Como se pode notar, o pr\u00f3prio nome \u201ccria\u00e7\u00e3o\u201d exprime uma realidade que supera a mera concep\u00e7\u00e3o de \u201cnatureza\u201d. A cria\u00e7\u00e3o indica o solo, a \u00e1gua, a luz e todos os seres vivos, de modo especial os humanos, na sua rela\u00e7\u00e3o de amor com Deus. Todos os elementos da cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o simplesmente presentes em um \u00fanico lugar, mas se relacionam e interagem vitalmente: tudo est\u00e1 relacionado com tudo, e tudo est\u00e1 relacionado com Deus, ou seja, s\u00e3o suas criaturas. A cosmovis\u00e3o crist\u00e3 se relaciona com o mundo como uma realidade que est\u00e1 repleta de \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">palavras de amor do Criador<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">N\u00f3s cremos que a cria\u00e7\u00e3o pertence \u00e0 ordem do amor e n\u00e3o somente \u00e0 ordem econ\u00f4mica dos recursos a serem explorados e consumidos. O amor de Deus \u00e9 a raz\u00e3o fundamental de toda a cria\u00e7\u00e3o: \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">Tu amas tudo quanto existe e n\u00e3o detestas nada do que fizeste; pois, se odiasses alguma coisa, n\u00e3o a terias criado<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d (Sb 11,24). Assim cada criatura \u00e9 objeto da ternura do Pai que lhe atribui um lugar no mundo. At\u00e9 a vida ef\u00eamera do ser mais insignificante \u00e9 objeto do Seu amor e, naqueles poucos segundos de exist\u00eancia, Ele a envolve com o seu carinho.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"auto\">Invocamos Nossa Senhora de Nazar\u00e9 como M\u00e3e e Rainha de toda Cria\u00e7\u00e3o, porque desejamos ser como ela! Com efeito, \u201c<\/span><i><span data-contrast=\"auto\">parte da cria\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou toda a plenitude da sua beleza, no corpo glorificado de Nossa Senhora, junto com Cristo ressuscitado. Maria n\u00e3o s\u00f3 conserva no seu cora\u00e7\u00e3o toda a vida de Jesus, que \u201cguardava\u201d cuidadosamente (Lc 2,51), mas agora compreende tamb\u00e9m o sentido de todas as coisas. Por isso, podemos pedir a Maria que nos ajude a contemplar este mundo com um olhar mais sapiente<\/span><\/i><span data-contrast=\"auto\">\u201d LS 241).<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Dom Julio Endi Akamine\u00a0 Arcebispo Coadjutor da Arquidiocese Bel\u00e9m do Par\u00e1 (PA) \u00a0 O C\u00edrio de Nazar\u00e9 cultua Maria como \u201cM\u00e3e e Rainha de Toda a Cria\u00e7\u00e3o\u201d. Qual \u00e9 o sentido desse nome? Inspirado em Laudato S\u00ec, 241, Dom Alberto Taveira, em 20 de outubro de 2024, j\u00e1 explicou o sentido dessa invoca\u00e7\u00e3o com a &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mae-e-rainha-da-criacao\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">M\u00e3e e Rainha da cria\u00e7\u00e3o<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1460,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/984878"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/1460"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=984878"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/984878\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":984880,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/984878\/revisions\/984880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=984878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=984878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=984878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}