{"id":988968,"date":"2025-09-14T12:39:23","date_gmt":"2025-09-14T15:39:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=988968"},"modified":"2025-09-18T12:43:56","modified_gmt":"2025-09-18T15:43:56","slug":"servir-a-deus-partilhando-tudo-o-que-temos-e-somos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/servir-a-deus-partilhando-tudo-o-que-temos-e-somos\/","title":{"rendered":"Servir a Deus partilhando tudo o que temos e somos!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Dom Anuar Battisti<br \/>\nArcebispo em\u00e9rito de Maring\u00e1 (PR)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que valores devem servir de base ao nosso projeto de vida? Que escolhas devemos fazer para que a nossa exist\u00eancia n\u00e3o seja desperdi\u00e7ada? A liturgia deste vig\u00e9simo quinto domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre estas quest\u00f5es. Logo de in\u00edcio, alerta-nos de que n\u00e3o pode ser o dinheiro a comandar a nossa vida; em contrapartida, sugere que escolhamos os valores duradouros e eternos: os valores do Reino, os valores de Deus.<\/p>\n<p>A primeira leitura (Am 8,4-7) traz-nos a palavra de Am\u00f3s, o profeta da justi\u00e7a social. Dirigindo-se aos comerciantes sem escr\u00fapulos, decididos a \u201cespezinhar os pobres\u201d e a \u201celiminar os humildes da terra\u201d, Am\u00f3s avisa: \u201cDeus n\u00e3o esquecer\u00e1 nenhuma das vossas obras\u201d. A injusti\u00e7a, a explora\u00e7\u00e3o dos pobres, a humilha\u00e7\u00e3o dos fracos, a manipula\u00e7\u00e3o da verdade e a escraviza\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os representam a completa subvers\u00e3o do projeto de Deus para o mundo e para a humanidade. Os que escolhem tais caminhos ter\u00e3o de prestar contas a Deus das op\u00e7\u00f5es que fizeram. O Senhor jamais se esquecer\u00e1 da opress\u00e3o e da explora\u00e7\u00e3o cometidas contra os pobres. O profeta faz uma forte den\u00fancia da injusti\u00e7a praticada em seu tempo, realidade ainda presente em nossos dias. Deus n\u00e3o tolera que os pobres se tornem cada vez mais pobres, v\u00edtimas da avidez dos ricos.<\/p>\n<p>No Evangelho (Lc 16,1-13), Jesus conta a par\u00e1bola de um administrador astuto, que soube discernir quais eram os valores nos quais valia a pena investir. Diante de uma encruzilhada em sua vida, ele renunciou a um lucro imediato e prec\u00e1rio para garantir uma recompensa mais duradoura. Jesus recomenda a seus disc\u00edpulos que ajam do mesmo modo. A aposta nos bens materiais nunca dar\u00e1 pleno sentido \u00e0 vida humana. O administrador n\u00e3o \u00e9 elogiado por sua desonestidade, mas pela esperteza. Ele n\u00e3o deve ser imitado em sua injusti\u00e7a, mas em sua prud\u00eancia e previd\u00eancia diante do futuro.<\/p>\n<p>Jesus completa: \u201cCom efeito, os filhos deste mundo s\u00e3o mais espertos em seus neg\u00f3cios do que os filhos da luz!\u201d. Isso n\u00e3o significa que os filhos da luz sejam incapazes ou sem talento. O que Jesus critica \u00e9 a timidez deles no uso de suas capacidades para as \u201cnegocia\u00e7\u00f5es\u201d espirituais e at\u00e9 mesmo para a viv\u00eancia do bem e do Evangelho, enquanto os filhos do mundo usam suas habilidades sem hesitar. Os disc\u00edpulos de Cristo precisam ser honestos e criativos na administra\u00e7\u00e3o do bem comum. O Reino de Deus e o reino da riqueza injusta s\u00e3o incompat\u00edveis.<\/p>\n<p>Na segunda parte do Evangelho (Lc 16,9-13), em sintonia com a primeira leitura (Am 8,4-7), encontramos ensinamentos de Jesus a partir da par\u00e1bola. Ele reflete sobre a finalidade, a fidelidade e o uso do dinheiro, concluindo com a m\u00e1xima: \u201cNingu\u00e9m pode servir a dois senhores. Porque ou odiar\u00e1 a um e amar\u00e1 o outro, ou se apegar\u00e1 a um e desprezar\u00e1 o outro. V\u00f3s n\u00e3o podeis servir a Deus e ao dinheiro!\u201d.<\/p>\n<p>Na segunda leitura (1Tm 2,1-8), o autor da Primeira Carta a Tim\u00f3teo convida os crist\u00e3os a se reconhecerem como irm\u00e3os de todos os homens, sem exce\u00e7\u00e3o. Temos todos o mesmo Pai, fomos todos redimidos pelo mesmo Cristo. Formamos uma \u00fanica fam\u00edlia: as dores e esperan\u00e7as dos nossos irm\u00e3os tamb\u00e9m nos dizem respeito. Somos chamados \u00e0 fraternidade e \u00e0 comunh\u00e3o. Essa solidariedade deve transparecer, inclusive, na ora\u00e7\u00e3o: S\u00e3o Paulo nos convida a rezar por todos, inclusive pelas autoridades constitu\u00eddas, para que assumam o compromisso com a paz e a justi\u00e7a e garantam vida digna ao povo.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o central colocada por Jesus no Evangelho permanece atual: como administradores, a quem estamos servindo? \u00c0 riqueza, aos interesses do dinheiro injusto, ou a Deus, solid\u00e1rios com seus filhos necessitados e endividados? Devemos partilhar tudo o que temos de material e todos os talentos que recebemos. O dinheiro que ganhamos deve estar a servi\u00e7o dos que mais precisam. Quando ajudamos os pobres, n\u00e3o lhes damos o que \u00e9 nosso, mas devolvemos o que por direito lhes pertence.<\/p>\n<p>Partilhemos, portanto, tudo o que temos com compaix\u00e3o e miseric\u00f3rdia. Sejamos fi\u00e9is administradores dos dons de Deus. N\u00e3o podemos servir a dois senhores: \u00e9 a Ele, e somente a Ele, que devemos entregar a nossa vida!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Anuar Battisti Arcebispo em\u00e9rito de Maring\u00e1 (PR) Que valores devem servir de base ao nosso projeto de vida? Que escolhas devemos fazer para que a nossa exist\u00eancia n\u00e3o seja desperdi\u00e7ada? A liturgia deste vig\u00e9simo quinto domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre estas quest\u00f5es. 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