{"id":999713,"date":"2026-05-04T14:12:24","date_gmt":"2026-05-04T17:12:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=999713"},"modified":"2026-05-04T14:17:04","modified_gmt":"2026-05-04T17:17:04","slug":"dom-paulo-peixoto-excelencia-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-paulo-peixoto-excelencia-do-amor\/","title":{"rendered":"Excel\u00eancia do amor"},"content":{"rendered":"<p><strong>Dom Paulo Mendes Peixoto<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Uberaba (MG)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o b\u00edblica, o genu\u00edno amor \u00e9 descrito com as marcas profundas da paci\u00eancia e da bondade. Quem ama de verdade n\u00e3o \u00e9 orgulhoso, nem invejoso, vanglorioso, inconveniente, ego\u00edsta e n\u00e3o se irrita com facilidade (cf. ICor 13). Amar \u00e9 praticar os Mandamentos do Senhor, impulsionados por ele mesmo, atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo, recebido no Batismo e reafirmado no Sacramento da Confirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Importa hoje dar raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a, fundamentada no amor ao pr\u00f3ximo, especialmente aos mais necessitados. Essa \u00e9 uma atitude dissonante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura do individualismo, que n\u00e3o \u00e9 capaz de partilhar o que \u00e9 acumulado. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel amar com o cora\u00e7\u00e3o petrificado e incapaz de dar passos de despojamento e valorizar a pessoa do outro, objeto para a pr\u00e1tica do amor.<\/p>\n<p>No ambiente vivido pelos primeiros crist\u00e3os, quando ainda n\u00e3o existia o esp\u00edrito totalmente consumista de exclus\u00e3o, a pr\u00e1tica do amor fraterno era muito mais consistente. No livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos s\u00e3o citadas comunidades que experimentavam o verdadeiro amor, onde tudo era partilhado, podendo atender as necessidades das pessoas menos favorecidos, evitando exclus\u00e3o (cf. At 4,32-37).<\/p>\n<p>H\u00e1 um desafio espantoso ao falar de excel\u00eancia do amor em um pa\u00eds profundamente mergulhado nas atitudes de desamor. Amar \u00e9 dar vida para o outro e n\u00e3o causar morte alheia. Morte em todos os sentidos, porque tudo que tira a possibilidade da defesa de uma vida saud\u00e1vel, acaba contribuindo para a morte. Isto est\u00e1 subjacente na destrui\u00e7\u00e3o da natureza, que foi criada para dar condi\u00e7\u00e3o de vida.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 caminho correto e nem saud\u00e1vel ir na contram\u00e3o da vontade de Deus. Ali\u00e1s, essa atitude passa a ser uma auto afronta, contra o amor projetado na cria\u00e7\u00e3o. Existe um crescente adoecimento da sociedade em rela\u00e7\u00e3o ao amor. Parece at\u00e9 um contra senso diante do bonito avan\u00e7o da tecnologia, que n\u00e3o favorece a fraternidade. Pelo contr\u00e1rio, torna as pessoas mais desumanas e carentes de amor.<\/p>\n<p>Amar n\u00e3o \u00e9 uma simples confian\u00e7a, mas ades\u00e3o de vida, de aut\u00eantico compromisso com o outro. Foi o que fez Jesus, porque conseguiu amar at\u00e9 quando pendurado numa cruz, ao dizer: \u201cPai, perdoa-lhes! Eles n\u00e3o sabem o que fazem!\u201d (Lc 23,34). A\u00ed est\u00e1 a excel\u00eancia do amor, caminho de sofrimento e paix\u00e3o, que n\u00e3o tem medida, nem limite e chega \u00e0 doa\u00e7\u00e3o total de vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Paulo Mendes Peixoto Arcebispo de Uberaba (MG) &nbsp; Na vis\u00e3o b\u00edblica, o genu\u00edno amor \u00e9 descrito com as marcas profundas da paci\u00eancia e da bondade. 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