Dom Ricardo, novo secretário-geral, falou da missão da secretaria geral da CNBB: “dinamizar e integrar as resoluções”

Novo presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, o bispo de Campo Limpo (SP), dom Valdir José de Castro coordena última coletiva de imprensa. | Fotos: Luiz Lopes – Comunicação 60ª AG CNBB.

A recém empossada nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que conduzirá a entidade no quadriênio 2023-2027 concedeu na sexta-feira, 28 de abril, a última coletiva de imprensa no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida. A coletiva foi conduzida pelo novo presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, o bispo de Campo Limpo (SP), dom Valdir José de Castro.

O bispo de Rio Grande (RS) e novo secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, disse sentir alegria em estar com os veículos de comunicação e jornalistas na última coletiva da 60ª Assembleia Geral. Dom Ricardo explicou qual o papel da secretaria geral da entidade: “O trabalho da secretária geral da CNBB é gerenciar, dinamizar, integrar, fazer acontecer o que a Conferência na sua Assembleia Geral, bem como nas suas instâncias, como foram citadas aqui, deram como resolução”.

Segundo ele, o trabalho exige uma presença em tempo integral, o que exige que esteja diretamente na sede da Conferência em Brasília (DF). Ele disse, também, que uma de suas funções será administrar os colaboradores da Conferência, bem como as instituições e instâncias ligadas à instituição.

Dom Ricardo reforçou que a secretária geral é um serviço da CNBB à Igreja. Entre suas atribuições principais, destacou o novo secretário, está o trabalho de integrar as doze comissões episcopais numa pastoral de conjunto, com seus assessores que também estarão na sede em Brasília, responsáveis por dar a dinâmica de toda a ação  pastoral no plano nacional, bem como dos 19 regionais e seus secretários em cada ponto do país.

“Trata-se de um trabalho bonito de encontro, integração que queremos fazer, dando continuidade ao que já esta sendo feito e muito bem feito, desde o ponto de vista administrativo até o ponto de vista pastoral, e aperfeiçoando também os pontos que podemos dar também uma qualificação”, reforçou o bispo.

Dom Ricardo, por fim, agradeceu aos veículos de comunicação e disse contar com eles em sua gestão. “Conto com vocês, vamos estar aí nos comunicando o tempo todo e de, uma maneira geral, o meu agradecimento vai para  todos os meios de comunicação que têm sempre uma presença significativa em nossa Conferência. Que Deus abençoe a todos vocês”, concluiu.

Novos passos

Perguntado se a nova presidência da CNBB teria já agendada a data de sua primeira reunião, dom Ricardo informou que o grupo se reuniu na noite do dia 27 de abril, ainda em Aparecida, com a presidência que conduziu a instituição no quadriênio de 2019 a 2023, o que ele avaliou como muito positivo.

Ele apontou que o primeiro trabalho da nova direção é preparar, em Brasília, a reunião do Conselho Pastoral (Consep), dias 23 e 24 de maio e, em junho, a reunião do Conselho Permanente, organismo que reúne, além da presidência, os doze presidentes das Comissões, assessores, representantes dos organismos vinculados e os bispos que presidem os 19 regionais da CNBB.

“Nestes dois encontros vamos definir as novas aquisições, digamos assim, as novas coordenações e assessores que vão compor as comissões”, disse.

O novo secretário-geral respondeu ainda à pergunta sobre de que forma a nova presidência vai anunciar o Evangelho às diferentes gerações. Ele recordou que os quatro alicerces nos quais as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), ainda vigentes, estão baseados são: a palavra, o pão, a caridade e a missão. É isto, pontuou o novo secretário-geral da CNBB, que continuará dando o norte da ação evangelizadora até que as novas diretrizes sejam aprovadas.

Ele reforçou que isto está bem desenvolvido nas comunidades eclesiais missionárias. “A nossa Conferência aponta que é a base, a comunidade onde o povo se encontra, celebra, vive a caridade e reza que precisa ser fortalecida”, disse. Outro aspecto apontado por dom Ricardo para animar a vida da Igreja no Brasil neste e nos próximos anos é processo do Sínodo sobre a Sinodalidade que está entrando na fase da Igreja universal e deverá iluminar as novas DGAE da Igreja no Brasil.

 

 

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