“É bom estarmos juntos. Da nossa comunhão brota o nosso compromisso solidário na Igreja no Brasil”, afirmou o secretário-geral

“É preciso manter o trem no trilho, às vezes acelerando e às vezes reduzindo a velocidade, mas sempre em unidade e comunhão para ser possível cumprir toda a pauta” afirmou o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, o “maquinista” que foi o grande condutor dos trabalhos da 59ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em Aparecida (SP), de 28 de agosto a 2 de setembro.

Durante a última coletiva de imprensa da 59ª AG da CNBB, dom Joel apresentou pontos de uma avaliação parcial dos trabalhos realizados e lembrou que ela aconteceu em duas etapas. A primeira online, realizada em abril de 2022, na qual foram tratados todos os temas que não necessitavam de votação e o trabalho, inicialmente, de alguns dos temas que seriam votados nessa segunda etapa presencial.

Segundo dom Joel, “conviver, rezar, votar foram os verbos que caracterizam os cinco dias de convivência do episcopado”, reunidos em Aparecida (SP). “Uma vez que tivemos cinco dias para votar dez assuntos, no mínimo e, cada um algumas vezes, exigiu dos participantes dias de trabalho, com rigor, flexibilidade e muita unidade”, ressaltou.

Dom Joel enfatizou a alegria de perceber a unidade significativa do episcopado refletida no resultado das votações. De acordo com ele, dos 10 processos de votação, a maioria foi aprovado por unanimidade: “não somos iguais, pensamos diferente, temos posturas diferentes em relação às soluções concretas a serem buscadas, diferente na origem, na história, mas comungamos da mesma postura diante das preocupações em respeito a vida da Igreja e vivemos em comunhão”, afirma.

“É bom estarmos juntos”

Outro ponto destacado por dom Joel foi a força encontrada no encontro e na convivência entre os irmãos bispos: “foi marcante durante toda a assembleia a alegria do reencontro, da partilha, de estar junto, da comunhão na diversidade, considerando que a última vez que nos reunimos foi em 2019”.

O secretário-geral disse que os momentos de votação e convivência caminharam lado a lado com os momentos de oração. “Participamos de uma procissão a caminho da Casa da Mãe, rezamos o terço, as orações da manhã e as missas no final do dia. Eu costumo dizer e reafirmo é muito bom estarmos juntos. É dessa comunhão entre nós que brota o compromisso solidário”, reforça o bispo.

Segundo dom Joel, o resultado da avaliação da primeira assembleia presencial no pós-pandemia é bem positivo e deixa como marca a força da “experiência de fé cristã, que não se resume à CNBB, nem à sua presidência, mas deve envolver cada batizado e cada batizada, deve envolver cada um de nós, que devemos querer construir comunhão em um mundo com tantas sequelas. Em comunhão, vamos enfrentar as dificuldades e terminar por vencer essas e outras que possam vir”, afirmou.

O secretário-geral disse que o último dia de assembleia contou com vários assuntos, entre eles o início de uma grande convocação que convida o Povo de Deus a participar do processo de elaboração das diretrizes gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que serão finalizadas na Assembleia Geral de 2025. Além deste, foram aprovados diversos processos e documentos com a finalização dos processos de votação e divulgada a Mensagem ao Povo Brasileiro, elaborada pelo episcopado.

Por Vanuza Wistuba

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