Participantes avaliam o “Seminário CNBB 70 anos” no contexto do ano jubilar de comemoração de 7 décadas da Conferência

Terminou na manhã desta quinta-feira, 28 de julho, o “Seminário CNBB 70 anos”. O foco da reflexão hoje foi a “Campanha da Fraternidade e as perspectivas pastorais”. Em seus três dias de programação, cujo início se deu na segunda-feira, 26 de julho, o evento reuniu 117 participantes, entre bispos, agentes de pastorais, representantes dos regionais e conferencistas em torno ao lema do ano jubilar: ‘CNBB 70 anos: comunhão, participação e missão’.

Segundo o secretário-executivo  do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (INAPAZ) da CNBB e um dos coordenadores da atividade, padre Danilo Pinto, o seminário foi uma “oportunidade de refletir como bispos, lideranças e inteligências pastorais contracenaram permitindo que a CNBB, consciente da sua identidade, desempenhasse o seu papel, indispensável e intransferível, junto à Igreja no Brasil e à sociedade brasileira ao longo destes 70 anos”.

A irmã Noêmia Terezinha Schneider, da diocese de Teixeira de Freitas (BA), classificou o seminário como muito bom no sentido de ajudá-la a aprofundar a dimensão pastoral do trabalho que desenvolve em sua diocese e na Conferência Nacional dos Religiosos. “O seminário abriu uma perspectiva diferente, nova, mais clara e objetiva da proposta de trabalho da Conferência que nasce inspirada pelas decisões do Concílio Vaticano II”, disse. A irmã dirigiu seus parabéns à toda equipe de organização e à CNBB, organização com a qual disse estar em sintonia pastoral desde a sua juventude.

História que aponta para a Esperança


O bispo da diocese Erexim (RS), dom Adimir Antonio Mazali, deu destaque para o tema: “
A CNBB e a construção da Democracia”,  abordado no segundo dia do seminário. De acordo com ele, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal(STF), fez uma apresentação muito importante e demonstrou lucidez em relação à realidade social brasileira numa visão de quem está também como cristã vivendo as pressões em relação à situação política do Brasil. “Ela reconheceu o papel da CNBB e da Igreja no Brasil como um todo na construção de uma nova sociedade, destacando especialmente o papel da entidade na conscientização para uma sociedade democrática”, observou.

O bispo enalteceu também a fala do arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, no segundo dia do seminário. “Dom Walmor destacou os elementos importantes para a caminhada da Igreja no Brasil como a formação integral, a comunicação e o diálogo social e a gestão pastoral. Segundo o prelado, estes são elementos que  ajudam a compreender a fé como experiência. “Uma Igreja que, pela fé em Cristo, procura caminhar para a realização de sua missão de modo sinodal. Dom Walmor reforçou que a CNBB tem um papel de promover a comunhão entre os bispos mas também de todo o povo de Deus no Brasil”, disse.

Um dos mais jovens participantes do seminário, catequista na arquidiocese de Fortaleza (CE), Yves de Oliveira Fernandes Guimarães, também considerou especial a fala da ministra Cármen Lúcia, do STF. O jovem teve a oportunidade de formular uma pergunta para a magistrada sobre a caminhada da CNBB e do STF com as novas gerações de brasileiros. “De modo inspirador, a fala da Ministra uniu conteúdo e fé, conferência e testemunho, o que me fez vislumbrar um futuro de mais consciência e justiça para o nosso país, abrindo um espaço de maior colaboração com a CNBB e com a juventude, que é presente para o hoje e para o amanhã”, apontou.

Ele disse que o seminário o ajudou a concluir que a história que a CNBB tem escrito ao longo de 70 anos é a de encarnar o Evangelho da presença e da Esperança. “Assistimos conferências e testemunhos de homens e mulheres que servem à Igreja do Brasil e à sociedade brasileira orientados pelo seguimento de Jesus”, concluiu.

Atividade final do Seminário CNBB 70 anos

Na noite desta quinta-feira, 28 de julho, às 19h, o evento será encerrado com um Painel Geral, com transmissão aberta pelo canal de Youtube da CNBB, no qual será apresentado, pelo bispo auxiliar do Rio Janeiro e professor da PUC Rio, dom Antônio Luís Catelan Ferreira, o relato e a síntese final do seminário.

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