15º Domingo do Tempo Comum

Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP) 

15º Domingo do Tempo Comum. 12/07/26. (Mt. 13.1-23). 

Texto Referencial: “Por que falas ao povo em parábolas? Jesus respondeu: porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não é dado”. (Mt 13,10-11). 

 

Jesus é, ao mesmo tempo, o semeador e a boa semente, e esta é a sua palavra. Ele é a palavra, porque é o verbo encarnado: a palavra do Pai dirigida a nós seus filhos. Para conseguir ser grande semeador, ele não poupou sacrifícios: encarnou-se, fez-se paupérrimo, teve que fugir para o Egito, enfrentou grandes inimigos, foi traído, açoitado e coroado de espinhos, crucificado e morto; sua missão foi dificílima, mas ele não temeu e tudo enfrentou para ser fiel. 

Para ouvi-lo, outrora, muitos se deslocavam e faziam grandes sacrifícios. Tinham fome e sede da palavra de Deus: a semente da vida eterna. E nós hoje? Temos ainda sede da Palavra de Deus, ou apenas da palavra dos homens? Não seguimos a falsos evangelizadores? Quantas mil seitas já existem no mundo? Dizem uns que mais de quarenta mil. Não se contradizem até entre si? Pergunto eu: não brincamos com a Palavra de Deus, confundindo-a com a dos homens? Não há entre eles até falsos profetas? É preciso discernir mais e melhor. E os tradicionalistas da Igreja Católica, o que são ou se tornaram? Não estão eles rasgando a túnica inconsútil de Cristo? Responde-me vós mesmos. 

Pergunto mais: e nós que tipo de terreno somos? Esta pergunta é oportuna e urgente. Não somente a pergunta, mas também a resposta, pois esta pode levar-nos a salvação ou a perdição eterna. Lutero, Henrique VIII, e tantos outros, não surgiram de um dia para o outro. Embocaram caminho errado bem antes, mas não se questionaram. 

Como é então o nosso terreno, comparando-o com o do Evangelho? Espinhoso? Cheio de pedregulho? Como aquele ao lado do caminho? Não faltam hoje os pardais e outras aves de rapina.  

Jesus espera um terreno bem adubado e preparado. É nosso caso?  Contudo não basta ter coração acolhedor da palavra de Deus. Isso já se espera do cristão. É necessário mais. é preciso mais.  É necessário que nos tornemos – se já não o fomos – terrenos férteis, onde a Palavra de Deus possa produzir muitos frutos. Todos: leigos(as) religiosos(as) e padres ou ministros ordenados. 

Nós, pessoalmente não gostamos de terrenos improdutivos, nem de sementes de segunda. E Jesus? Ele tem a melhor semente e busca o melhor terreno. Qual é o nosso caso?  

 

 

 

 

 

Tags:

leia também