Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo

Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP) 

 04/06/26 (Jo 6,51-58)

Texto Referencial: “Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do meu Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim” (Jo 6,57). 

No Antigo Testamento, Deus se mostrou libertador em relação ao povo de Israel que tinha feito uma péssima experiência que o marcou para sempre. No deserto, a caminho da terra prometida, o Senhor o alimentou com o maná e ainda o livrou da sede mortal, fornecendo-lhe água a partir da rocha: mostrando-se assim um Pai Amoroso e misericordioso com o seu povo. Sem tal presença Ativa de Deus, ele (o povo) teria morrido no deserto. 

A todos os povos, o Senhor Deus livrou da condenação eterna, pela encarnação do filho amado – Jesus Cristo –. Ele (Jesus) fez a experiencia de se tornar homem, de sofrer fome e sede, de ser traído, até por um discípulo – Judas – e ser crucificado como um facínora, para assim morrer, sofrendo física, psíquica, religiosa e moralmente. Não poderia ter sido pior amou-nos, assim, ternamente, apesar de ser rejeitado violentamente, foi fiel até o fim. 

Portanto pela encarnação, adquiriu um corpo humano para amar, servir e morrer pela libertação de todos os homens. Fez ainda mais: admiravelmente mais; permanecendo conosco na Eucaristia, como alimento de nossa peregrinação terrena. Ficou não só para ser levado em procissão ou para ser adorado. Permaneceu como alimento. Por isso cabe-nos ser mais gratos a Jesus em nossas vidas. 

Como vai nossa vida Eucarística? Nossa participação na Santa Missa? É amorosa, frequente e agradecida? Fazemos visita ao Santíssimo Sacramento em nossas Igrejas? Como vai nossa participação na vida da comunidade? O domingo é ainda de fato o Dia do Senhor? Da celebração de sua ressureição? Somos ainda um povo grato a Deus?  

Depois de tantas perguntas, rendamos graças e louvores ao Santíssimo Sacramento do altar. 

 

 

 

 

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