Diretrizes e implementação do Sínodo: dom Joel apresenta três passos para a Igreja no Brasil

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2026-2032) são o caminho para que as dioceses de todo o país acolham as indicações do Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade (2021-2024). Nesta semana, a Equipe Nacional de Animação do Sínodo realizou uma transmissão ao vivo no canal da CNBB no Youtube apresentando a relação desses dois documentos e o processo para o qual as Igrejas particulares do Brasil são convidadas a levar adiante.

“Nossas Diretrizes são o caminho privilegiado da Igreja no Brasil para viver a sinodalidade, para aplicar as conclusões das duas sessões sinodais, de 2023 e 2024”, situou o bispo de Petrópolis e coordenador da Equipe de Animação do Sínodo no Brasil, dom Joel Portella Amado.

Três passos

O prelado também apresentou os três passos que as dioceses terão de dar na etapa de implementação do Sínodo, que segue até 2028, quando haverá uma assembleia eclesial. São eles: conhecer as diretrizes, realizar as assembleias pastorais e partilhar a experiência de aplicação das indicações.

Segundo dom Joel, o estudo das Diretrizes “é a primeira grande tarefa para 2026”. Sem ela, continuou, não é possível, fazer a segunda das tarefas para este ano, que é o planejamento diocesano, que se dá de forma sinodal por meio das Assembleias. 

Carta às outras Igrejas

O terceiro passo é responder a uma pergunta proposta pela Secretaria Geral do Sínodo em vista de um relatório nacional que será elaborado após a realização das assembleias, até 20 de junho de 2027.

A pergunta é a seguinte: “à luz do caminho empreendido após a conclusão do sínodo 2021-2024 e com vista a oferecer seus frutos como dom às outras Igrejas e ao Santo Padre, qual o rosto concreto de Igreja Sinodal missionária e que novos caminhos de sinodalidade estão surgindo em sua comunidade?”

Numa versão reduzida, dom Joel apontou que as dioceses devem responder: “qual rosto concreto de Igreja sinodal na nossa diocese? E que novos caminhos de sinodalidade estão surgindo?” 

A resposta deve levar em consideração os aspectos de consenso nas assembleias sinodais de 2023 e 2024: novas formas de presença missionária; práticas de corresponsabilidade; percursos de escuta; transformações nos processos de decisão; e reforma nas estruturas.

“São esses que precisamos perceber, recolher, registrar, anotar e narrar – contar para os outros”, afirmou dom Joel, recordando o relatório narrativo, como carta às outras igrejas que deverá ser preparado pelas dioceses.

 

Confira a live na íntegra e confira a apresentação do percurso de construção das Diretrizes, a estrutura do texto aprovado pelos bispos e os passos que deverão ser dados pelas dioceses:

 

 

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