Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP)
14/06/26 (Mt 9,36- 10,8)
Texto Referencial: “Então disse aos seus discípulos: A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois ao dono da messe que envie trabalhadores para sua colheita” (Mt 9, 37-38)
Jesus é o Bom Pastor: ama seu rebanho, cuidando dos membros doentes e buscando os tresmalhados. Conhece-os e esses também o conhecem e os seguem. Sentem-se bem com o pastor. Jesus sempre mostrou amor, misericórdia e proximidade diante dos necessitados. Por isso, era amado e reconhecido por eles.
A messe continua grande e os trabalhadores, poucos. Por quê? Os interesses são muitos e diversificados. A dimensão quantitativa cresce sempre, mas a qualitativa não. A solidariedade é virtude, não difusa, pois precisa ser cultivada enquanto os vícios e hábitos maus se multiplicam.
A Jesus – Bom Pastor – interessa o bem comum: a solidariedade e a felicidade de todos, começando pelos mais afastados de tudo. Por isso e para isso veio. Encarnou-se. Quis fazer a experiencia da inculturação na sociedade humana, onde a falta de valores cresce e o amor recíproco fica afetado e comprometido negativamente. Basta analisar a realidade hodierna.
Até entre os apóstolos, incultos e mesquinhos todos, surgiu um Judas Escadotes: traidor e amante adoentado do vil metal. Traiu e vendeu o mostre – o Bom Pastor – aos lobos de então, que ensinaram aos seus seguidores de fazerem o mesmo. A semente da cizânia cresce, diuturnamente faca sol ou chuva; a do trigo precisa sempre de condições favoráveis. Mas, somente esta será colhida. A outra – queimada.
Por que faltam sempre os bons trabalhadores e pastores? Por quê? E existem mistérios para isso? Não. O bem exige esforço e virtudes para expandir-se, os vícios e o mal se espalham com o vento. Por isso, os Judas Iscariotes, também, não param de aparecer e multiplicar-se.
