16º Domingo do Tempo Comum

Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP) 

 

16ºDomingo do Tempo Comum 19/07/26 (Mt 13,24-43) 

Texto referencial: “Então os justos brilharão como sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.”  (Mt 13, 43b). 

Jesus não é um mero professor que apenas ensina, é mais. É mestre e profeta, e sinaliza para o bem para assim evitar o mal a injustiça e opressões. Está preocupado em implantar o Reino de Deus e seu crescimento, sabendo muito bem, que há muitos que infelizmente semeiam o joio, a cizânia, ou seja, toda a sorte de maldade. 

As parábolas de Jesus são simples. bem concretas e facilmente compreensíveis. 2.1 A parábola da semente de mostarda: nos tempos de Jesus todos conheciam a semente de mostrada; grandes e pequenos, cultos e principalmente os simples, ou seja, os homens e mulheres do campo a conheciam. Era tão pequena que até o vento a espalhava pelos campos, mas que crescendo resultava num belo arbusto: grande e frondoso que gerava bela sombra para os passantes, e cansados bem como bom abrigo para os pássaros pousarem e fazerem seus ninhos. 2.2 A do fermento? quem não a conhece? Como é necessário e útil. Os padeiros empregam-no para o crescimento da massa dos pães. E nós cristãos? Somos bom fermento na sociedade e no mundo da cultura e da política?  Não falta porventura hoje este fermento, do qual Jesus falava? E do mal fermento que direi? Bem, esse é causador de desuniões, descontentamento, revoltas e até de guerras. É difícil vê-lo presente, na sociedade hodierna? Sei o que respondereis: não. E fazeis bem.  

Jesus ensina ainda que não é preciso ter pressa para extirpar o joio, pois isso, devia afetar negativamente, o crescimento do trigo. Na hora certa, a quem o faça: Jesus mesmo. Ele vai separar então o joio do trigo; o primeiro será queimado o segundo (trigo) colhido e premiado. Eu em meu agir sou joio ou trigo? Por enquanto temos tempo, mas quando houver a prestação de contas então, não adianta chorar, é tarde. Por isso os antigos diziam “Memento Mori” (lembra-te que deves morrer). E hoje? Talvez, pudéssemos traduzi-lo muito livremente: cuidado, muito cuidado o julgamento de Deus pode tardar, mas não falha.  

Minha reflexão foi longa? Sim. A culpa, porém, não é minha, mas da parábola… essa faz refletir. 

Que o gozo ou os prazeres da vida presente, não nos façam perder a felicidade almejada da eternidade feliz na casa do Pai. Cuidado então com o joio e com todos aqueles que em o multiplicando, também o fazem crescer. 

 

 

 

 

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