Santa Marta, a hospitalidade cordial e a comensalidade inclusiva 

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz 
Bispo de Campos (RJ) 

 

Na festa de Santa Marta comemoramos também inspirados no seu exemplo o dia da hotelaria, a arte de hospedar e acolher os peregrinos e viajantes.  

O Papa Francisco afirmou várias vezes que o grande desafio da humanidade era “habitar juntos” a  Terra, convidándo-nos a mudar nosso estilo de vida, num processo dinâmico e contínuo de acolher, proteger, promover e integrar as pessoas migrantes e peregrinas.  

Uma hospitalidade que se constrói numa fraternidade  espiritual que faz crescer a amizade social e aberta, que torna possível a paz. Valores profundamente bíblicos que traduziam o rosto de um Deus hospedeiro e misericordioso, que busca sempre reunir todos os seus filhos numa só família.  

A autora Cristina, Sá de Carvalho, no seu livro “A misericórdia como categoria política” expõe claramente que o um dos maiores desafios da política atual é cuidar da fragilidade das pessoas e dos povos, superando como se desenvolve na Encíclica Magnífica Humanitas a cultura do poder e da dominação.  

A Civilização do amor que nos é proposta no capítulo V da mesma Encíclica com sabedoria pelo Papa Leão XIV, começa deixando habitar no nosso coração, morada do amor, as pessoas de todas as culturas, povos e nações.  

As virtudes sociais que certamente nos ajudarão nesta empreitada e caminho serão como vimos a hospitalidade, a comensalidade e a partilha, preparando o banquete final do Reino que reunirá a humanidade inteira. Nas eleições deste ano, abramos estradas de esperança, eliminemos os muros e entraves que impedem-nos de dialogar e criar consensos em torno as verdadeiras necessidades das pessoas, promovendo a cultura da paz e do encontro, do bem comum e da justiça restaurativa que inclui a todos/as as como sujeitos e protagonistas da sua história e nação. Deus seja louvado! 

 

 

 

Tags:

leia também