Na entrada da capela particular da residência episcopal, em Santa Cruz do Sul, há uma pequena imagem de São José, feita de madeira. Está ali para lembrar que o discípulo de Jesus Cristo deve aspirar à mesma disponibilidade de José da Galiléia. O apóstolo Paulo o exprime assim: “Pela misericórdia de Deus eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: Este é vosso culto espiritual” (Rom 12, 1).

Maria de Nazaré, ouvido o anúncio do anjo disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a sua palavra”.

José nada disse. Esteve aberto e disponível à vontade de Deus e prontamente fez o que Deus queria dele.

O anjo disse: “José, filho de Davi, não temas receber contigo, Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo” (Mt 1, 20). E o evangelista continua: “Despertando do sono, José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e acolheu a sua esposa” (Mt 1, 24).

O anjo disse mais: “Porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1, 21). O evangelista Lucas conta: “No oitavo dia, tempo de circuncidá-lo, puseram-lhe o nome de Jesus, como o anjo o havia chamado antes que fosse concebido” (Lc 2, 21).

São Bernardo observou que José do Egito, vendido como escravo por seus irmãos invejosos e que se tornou administrador da casa do faraó, é protótipo de José de Nazaré. Pois este tornou-se guardião do próprio Filho Incarnado de Deus e de sua santíssima Mãe.

José prontamente abandonou sua terra e fugiu para o Egito, quando o anjo do Senhor o advertiu da perseguição de Herodes.

Aos doze anos Jesus acompanhou a família a Jerusalém. Ficou no tempo a discutir com os doutores da lei, enquanto Maria e José o procuravam entre os parentes. Encontrando-o, Maria disse: “Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura” (Lc 2, 48).

O Menino Jesus, entrando na adolescência, lembrou aos pais sua missão específica: “Não sabíeis que devo estar na casa do meu Pai”?! (Lc 2, 49).

Jesus era conhecido como “filho do carpinteiro”. Era no trabalho cotidiano e humilde que José manifestava seu amor à família. Por isso José é também padroeiro dos operários. Sua festa é dia 1º de maio: São José Operário.

Por ter sido guardião, chefe e defensor da família de Nazaré, José foi proclamado Padroeiro da Igreja Católica (com festa a 19 de março) para que a defenda e a cubra com o celeste patrocínio.

Em José da Galiléia todos temos um exemplo a seguir. De modo especial os pais de família e os operários. Parabéns às pessoas de nome José. Com lembrete especial na oração por José (Joseph) Ratzinger, que assumiu o nome de Bento XVI.

Dom Aloísio Sinésio Bohn

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