Começa hoje, 3, mais uma etapa da execução do Projeto “Amar a vida”, elaborado pela Comissão de Justiça e Paz (CJP) do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá) com o objetivo de articular e fortalecer as Redes de proteção para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes na Região do Marajó.
A coordenadora estadual da CJP no Norte 2, irmã Henriqueta Cavalcante e o advogado da CJP N2, Sttefen Von Grap, participam a partir de hoje, até o dia 11, de visitas e realização de oficinas nos municípios de Salvaterra (3 e 4 de maio); Soure (5 a 6 de maio); Cachoeira do Arari (7 a 8 de maio); e Santa Cruz do Arari (10 a 11 de maio). Uma equipe técnica da Universidade Federal do Pará (UFPA), parceira do projeto, também participa da realização das atividades.
Cerca de trinta pessoas, entre coordenadores dos pólos da CJP e líderes das comunidades, devem participar das oficinas onde serão repassadas informações sobre o Sistema de Garantia de Direitos e Violência Sexual contra Crianças e adolescentes na Ilha do Marajó.
“Já houve em Belém, uma oficina preparatória (26 a 27 de abril) com coordenadores da comissão nestes municípios quando explicamos a problemática e objetivo do projeto. Agora, vamos seguir com o reencontro com os coordenadores em cada cidade de origem e com outras pessoas das comunidades para reforçar o que já foi explicado aqui e contextualizar mais dando noções sobre a Constituição Federal e Direitos Humanos, lembrando que são, na maioria, pessoas carentes, então vamos expor de forma bem didática como enfrentar o problema da pedofilia porque vemos ainda a dificuldade da população em saber o que fazer quando ocorre o crime, com quem entrar em contato, como identificar o problema e dialogar e cuidar das vítimas e das famílias”, explica Steffen.
Ainda neste mês de maio o cronograma de oficinas segue com viagens para Muaná; Ponta de Pedras; Curralinho e Breves.
Amar a vida
“O projeto Amar a Vida é como se fosse uma ferramenta nova para combater a pedofilia. Assim, como existe a rede de exploração e abuso sexual de crianças temos que fortalecer a nossa rede de enfrentamento para estar em pé de igualdade com essa quadrilha”, afirma o advogado da CJP Norte 2, Sttefen Von Grap II.
Steffen explica que o Projeto “Amar a vida” teve origem a partir do relatório entregue, em fevereiro deste ano, após as investigações da CPI da pedofilia no Pará. O relatório apontou que nos últimos cinco anos ocorreram mais de 100 mil casos de pedofilia no Estado.
Um convênio entre o Regional Norte 2, da CNBB (Pará e Amapá) e a Secretaria Especial de Direitos Humanos possibilitou, na primeira fase do projeto, a contratação de um secretário e de um advogado para atuar no “Amar a Vida”.
