Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP) 

2°Domingo do Tempo Comum 18/01/26. (Jo 1, 29-34)  

 

Texto referencial: “Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer, este é quem batiza com Espírito Santo, eu vi e dou testemunho, este é o Filho de Deus”  (Jo 1,34). 

No advento passado, João Batista, “o precursor” apresentou o enviado de Deus como o Messias. Agora fala dele, como Cordeiro de Deus, que tira o pecado mundo e o apresenta como maior do ele o próprio João Batista. Este, tem consciência de ser apenas o profeta precursor: veio preparar o caminho para o enviado do Pai. João Batista, foi um homem de fé, que tudo analisou à luz da fé: viveu e morreu em função da missão. 

Como João Batista, somos nós hoje, também convidados a conhecer melhor Jesus Cristo. Tudo depende do conhecimento e do amor que temos a Ele. Precisamos, portanto, ler mais e meditar melhor a Palavra de Deus: principalmente o novo testamento. O Concílio Ecumênico Vaticano II na Dei Verbum nos pede estarmos mais por dentro do conteúdo da revelação. O centro e o ponto alto da mesma é Jesus Cristo. O enviado do Pai o “Messias”, o Cordeiro de Deus.  

João afirma ainda que Ele (Cristo), é de fato, o filho de Deus. Foi o grande testemunho de Batista quando afirma que sobre Ele (Cristo) estava o Espírito Santo. Há, pois, uma verdadeira confissão trinitária, neste evangelho: 1. Do Filho de Deus (Jesus Cristo) 2. Do Espírito Santo que autentica a missão do Filho. 3. Do Pai que em tudo avaliza em função da missão do enviado (o Cordeiro de Deus). João testemunhou a autenticidade do Messias, seja pelo testemunho da Palavra, quanto pela vivencia da missão, tornando-se mártir da missão. Por isso, chamado também de “maior nascido de mulher”. É claro – exceto – o próprio Jesus Cristo. 

Jesus teve precursor, mas não sucessor. Quer, no entanto, discípulos, seguidores fiéis, ou seja, testemunhas, estes não faltam em nossos dias? A pergunta é minha, mas a resposta é nossa. De todos nós. E então como fica? 

 

 

 

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