Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)
“A falta de habitação, é uma questão central da ecologia humana, pois afeta a dignidade das pessoas e o desenvolvimento das familias” LS 152, Papa Francisco
A Campanha da Fraternidade 2026 terá como tema Fraternidade e Moradia, iluminada pelo texto evangélico: “ Ele veio morar entre nós” (Jo ,14). O objetivo central focalizará dentro do espírito de coversão quaresmal, a necessidade de responder ao grave desafio social de fazer acontecer e garantir o direito à moradia digna, junto aos demais bens e serviços essenciais a toda população.
Os objetivos específicos aprofundando o olhar vão trazer a consideração, as raízes históricas e as causas de moradia precária ou mesmo a carência de teto que faz sofrer a milhões de brasileiros.
A falta de políticas públicas sistemáticas e eficientes e iniciativas da sociedade civil para promover soluções de habitação popular digna e decente para os que carecem de teto. O conhecimento e aplicação transformadora do ensino social da Igreja para fazer valer o lema: “nenhuma família sem teto, trabalho e terra”.
O fortalecimento das pastorais sociais em especial da Pastoral da Moradia e das Favelas intensificando a presença e o compromisso social libertador que envolve, evangeliza e empodera aos excluídos.
Junto aos movimentos sociais, ambientais, a sociedade civil como um todo, que consigamos inspirar e lutar pela aprovação de leis municipais, estaduais e federais que impulsionem a construção de moradias populares, garantindo o direito de ser cidade para todos(as).
É impottante como afirma Fábio Paes Coordenador da Revista Casa comum, que sem lar não há Casa Comum, que empenhar-se em efetivar direito à moradia digna do povo, é defender a Terra, o equilíbrio ambiental e a saúde do planeta pois não há ecologia integral, sem ecologia humana, sem proteger a família e seu desenvolvimento.
O direito à moradia é a entrada de todos os direitos, a política social prioritária e fundamental, uma vez que sem ela não teremos uma cidade justa, fraterna e equitativa. Torna-se necessário nesta caminhada de conversão quaresmal que nos leva amar ao próximo com ternura e compaixão, comprometer-nos a nível pessoal, comunitário e social com os irmãos/ãs que carecem de habitação, moradia digna, espaço para conviver como família.
Neste ano de eleições nacionais, coloquemos este tema como critério de escolha e discernimento do nosso voto. Seguindo a Jesus o Bom Pastor que veio para que todos tenham vida em abundância e que armou sua tenda no meio de nós, tornemos o nosso coração a casa e o lar dos pobres, dos sem teto, dos refugiados, dos que vivem debaixo das pontes ou em lugares precários e inóspitos. Deus seja louvado!
