Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP) 

6° Domingo do Tempo Comum 15/02/26 (Mc 5,17-37). 

 

Texto referencial: “Seja o vosso sim: “sim”, e o vosso não: “não” tudo que for além disso vem do maligno”. (Mt 5, 37). 

O Evangelho de hoje, é tanto difícil de entender bem, quanto ainda mais de realizá-lo ou vivê-lo de acordo com o ensinamento e o modo de ser e agir de Jesus.  

Não basta ao cristão ortodoxia, mas é necessário também a ortopraxia. Esta age mais com o coração do que com a razão, sem, porém, esquecê-la, por isso, se afasta tanto do formalismo quanto do legalismo e do moralismo.  

Por isso, precisamos também construir tanto o Reino de Deus, quanto o dos homens, este de acordo com os princípios daquele (Reino de Deus). Se somos filhos de Deus e o somos, então precisamos saber viver, conviver e viver para… necessitamos por isso de um código de ética.  

Pela ética do Evangelho, não basta ser bom, justo legalmente, mas é preciso buscar também a santidade que é a perfeição, pois o criador é santo e requer o mesmo de nós. 

Não basta casar, o que aliás não é tão difícil… mas é necessário também evitar o divórcio e o adultério, além procurar ser feliz, fazendo feliz a outra parte não por nada, ela é chamada de “consorte”.  

Deus criou o homem e a mulher para o matrimonio e para felicidade e não para o pandemônio. A família deve ser “patrimônio da humanidade” no dizer: (Papa Bento XVI) e não cárcere privado, nem instrumento para realização de abortos. Fui bastante pesado? Ou negativo em minhas afirmações? Não.  Fui sensato. Basta ver e analisar os dados estatísticos que aparecem quase todos os dias, para constatá-lo. 

Se o Evangelho fala que é melhor arrancar os olhos, que usá-los mal, cortar os braços antes de empregá-los para a injustiça, Deus não quis dizer que nos deseja caolhos, ou amputados (sem pernas), mas que no céu, mas que fossemos sábios, amorosos, fraternos, solidários e justos na convivência social neste mundo. 

 

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