Domingo de Ramos: Papa Leão XIV convida a contemplar Jesus, Rei da paz, e pedir caminhos concretos de reconciliação e de paz

“Jesus, Rei da paz. Um Deus que rejeita a guerra”. Na abertura da Semana Santa, o Papa Leão XIV refletiu e rezou pela paz. Em sua homilia na Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, ele convidou a olhar para Jesus “que se apresenta como Rei da paz, enquanto à sua volta se prepara a guerra”. Na oração do Angelus, convidou a suplicar para que Deus sustente os povos feridos pela guerra e abra caminhos concretos de reconciliação e de paz.

Reconciliar o mundo

“Como Rei da Paz, Jesus quer reconciliar o mundo no abraço do Pai e derrubar todos os muros que nos separam de Deus e do próximo, porque «Ele é a nossa paz» (Ef 2, 14)”, afirmou o Papa. Jesus é o Deus que rejeita a guerra, apresenta Leão XIV.

“Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue» (Is 1, 15)”.

O Papa Leão destacou o pedido de paz que emana do alto da cruz:

“Da sua cruz, Cristo, Rei da paz, ainda clama: Deus é amor! Tende piedade! Deponde as armas, lembrai-vos de que sois irmãos!”.

Celebração do Domingo de Ramos na Praça São Pedro | Foto: Vatican Media

Crucificados da humanidade

Ao contemplar Jesus crucificado, o Papa também sinalizou os “crucificados da humanidade”. Nas chagas de Cristo, afirmou o pontífice, “vemos as feridas de tantas mulheres e homens de hoje”.

“No seu último grito dirigido ao Pai ouvimos o choro de quem se encontra abatido, sem esperança, doente, sozinho. E, sobretudo, ouvimos o gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra”.

Durante a oração mariana do Ângelus, após a Missa, o Papa se dirigiu aos fiéis reunidos na Praça São Pedro reafirmando a união em oração aos cristãos do Oriente Médio, “que sofrem as consequências de um conflito atroz e, em muitos casos, não podem viver plenamente os Ritos destes dias santos”.

“Precisamente enquanto a Igreja contempla o mistério da Paixão do Senhor, não podemos esquecer quantos hoje participam de forma real no seu sofrimento. A sua provação interpela a consciência de todos. Elevemos a nossa súplica ao Príncipe da Paz, para que sustente os povos feridos pela guerra e abra caminhos concretos de reconciliação e de paz”.

O Papa também confiou a Deus os marinheiros que são vítimas da guerra: “rezo pelos falecidos, pelos feridos e pelos seus familiares. Terra, céu e mar foram criados para a vida e para a paz!”, exortou.

Leão ainda lembrou dos migrantes que morreram no mar, “em particular por aqueles que perderam a vida nos últimos dias ao largo da ilha de Creta”.

 

Luiz Lopes Jr | Fotos: Vatican Media

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