Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté – SP
Texto Referencial: “Isto é meu Corpo, isto é meu Sangue” (Lc 22,19), (1Cor 1,23-25).
1 – Jesus se encarnou e se doou na Eucaristia como alimento, porque nos amou, ama e amará para sempre. Ao povo da antiga aliança Deus deu o maná e este (povo) Assim mesmo ainda, murmurou… E nós hoje? nós os membros da nova e definitiva aliança quem tiver ouvido para ouvir e olhos para ver, já o constatou… uns reclamam, outros o negam, ou até debocham, quando não cometem sacrilégios. Chegam a ser cruéis ou até passíveis de condenação eterna.
2 – Mas nós, mesmo sendo fracos na capacidade de amar e até na diaconia aos irmãos, dizemos: “Senhor, nós cremos” e acrescentamos então, logo: “Aumenta nossa fé e nosso amor”. Sim é preciso redescobrir a centralidade da Eucaristia, para que ela se torne fonte e ápice de toda a vida cristã (LG11): só falhamos na comunhão fraterna e no serviço pastoral, bem como na solidariedade, com os mais necessitados, é porque somos fracos na vivência eucarística. Primeiramente somos inconstantes na audição da palavra, para logo, em seguida nos tornarmos fracos na vivência do pão eucarístico e no serviço ao próximo.
3 – Quem não conhece e não ama a Eucaristia, não compreendeu o sentido da paixão e morte de Jesus, menos ainda sua ressurreição. Somos Cristocêntricos no viver e estaurologicamente cristológico no discipulado: Cristo sofreu, foi açoitado, coroado de espinhos e crucificado. É preciso redescobrir o alcance da afirmação de João: “Olharão pra aquele que transpassaram” (João, 19-37) e (Zc 1 12.10) e (Ap1,7). Não aceitarmos os problemas que a vida apresenta, os que não souberem contemplar e fazê-lo como Maria (Lc 2,19-51).
4 – Os milagres eucarísticos no mundo são muitíssimos. Só não crê, quem não quiser ou não se deixar tocar pela palavra de Deus e sua graça. O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes (França) é a cátedra onde ela mostra seu amor à Igreja e deixa claro também a presença do Cristo na Eucaristia.
