Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP)
Segundo Domingo da Páscoa: 12/04/26 (Jo 20,19-31)
Texto Referencial: Respondeu-lhe Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!”, Jesus lhe responde: “porque, viste, crês-te”. “Felizes os que não viram e creram”. (Jo 20,28-29).
Naquele domingo (o segundo da Páscoa) ainda reinava entre os apóstolos um misto de alegria e medo. De alegria, pois o Mestre havia ressuscitado, e de medo, pois temiam ainda a reação possível dos judeus (Jo 20,19). Hoje, não mais tememos os judeus, mas não faltam cristãos acomodados, nem os de mau testemunho. Além do mais, para outros tantos da pós-modernidade, se Deus existe ou não, tanto faz: Deus estaria no exílio… são os parentes de Tomé. Querem ver Jesus. Esquecem que o testemunho hodierno deve provir da fé e que a visão divina é prêmio final: dos vitoriosos.
Tomé foi um homem controvertido. Deu-nos um péssimo exemplo ao não acreditar nos outros apóstolos. Contudo, dias depois nos brindou com mais sucinto e belo testemunho de fé, que eu conheço, quando diante de Jesus afirmou: “Meu Senhor e meu Deus”. (Jo 20,28). Se, nós o imitamos na descrença, imitamo-lo também na conversão?
Jesus acrescentou respondendo: “Felizes, Tomé, os que creem sem terem visto”. Não seria esse o nosso caso? Seria? É? Pode ser? Infelizmente, não há consenso… então? continua a dúvida.
Jesus, presenteou então a eles e à Igreja para sempre, como o dom do Espírito Santo. Como? Soprando sobre eles. (não recorda isso, algo do início de Gênesis?) e dizendo: Recebi o Espírito Santo. “A quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados e a quem os retiverdes (não perdoados) ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,23). Jesus concedeu então a sua Igreja dois grandes dons, primeiro o do Espírito Santo e o segundo com ele, o do perdão dos pecados. Deus é assim: É bom e misericordioso. E, nós os agraciados? respondei-me vós…
Onde não houver o perdão dos pecados, pode haver a paz que Jesus concedeu? sobre a qual, tanto insistiu como necessária, a, e, na Igreja? Não. Simplesmente, não. Os cristãos, já o entenderam? indubiamente: Não é? Ao menos eu, assim, penso.
