Divididos por regionais, bispos analisam texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil

Neste quarto dia da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), 18 de abril, o episcopado brasileiro se dedicou aos trabalhos em grupo de análise do texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE). Depois de uma apresentação do documento pela comissão responsável, os bispos foram divididos em grupos por regionais, onde discutiram e deram sugestões para cada um dos capítulos do documento, que vai orientar toda a ação da Igreja nos próximos anos.

Pela manhã, os bispos se concentraram em discutir os capítulos 1, 2 e 3 das diretrizes. A partir dos debates, os presidentes dos regionais apresentaram as sugestões em plenária e por escrito para a comissão das diretrizes. No período da tarde, enquanto os bispos analisavam os capítulos finais, 4, 5 e 6, a comissão se debruçou sobre as sugestões recebidas para os primeiros capítulos do documento.

No período da tarde, os bispos decidiram não fazer o momento de apresentação dos regionais para dedicar mais tempo ao debate nos grupos. As propostas serão entregues depois, por escrito, à comissão das diretrizes.

Olhar dos bispos

Dom Odelir José Magri, MCCJ, arcebispo de Chapecó e presidente do Regional Sul 4, explica que o tempo maior para analisar os últimos capítulos do documento deve-se ao fato de que ali contêm como que o coração das diretrizes. “Ali aparecem os cinco caminhos de missão e as indicações e propostas de como aplicar de forma concreta nas pastorais, dioceses, arquidioceses e paróquias.”

Dom Irineu Roman, CSJ, arcebispo de Santarém (PR) e presidente do Regional Norte 2, conta que os textos das diretrizes foram recebidos com alegria pelo regional. “Como a gente sabe, esse é um texto ‘mártir’, é um texto que você vai ainda inserir propostas, ideias, proposições, que os próprios bispos na conversa, no debate vão propondo para que a comissão das diretrizes possa elaborar o texto final.”

Para a análise do documento, dom Irineu conta que o regional se organizou a partir de uma metodologia sinodal, iniciando com uma conversa no espírito e um tempo de silêncio. “Logo em seguida, cada bispo foi convidado a dar a sua opinião, colocar a sua proposta, sua observação sobre um determinado capítulo, algum item que ele quisesse acrescentar ou sugerir mudança. Foi muito bonito porque todos participaram”, conta dom Irineu.

A partir das contribuições dos regionais, a comissão das diretrizes irá elaborar o texto final, que será apresentado novamente aos bispos durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB para votação e aprovação.

Análise das Diretrizes nos regionais. | Fotos: Jaison Alves.
Por Juliana Mastelini

 

Tags: