A Celebração Eucarística realizada neste domingo, 19 de abril, reuniu bispos recentemente nomeados e ordenados nos últimos dois anos em um momento de comunhão, gratidão e renovação do compromisso episcopal com a Igreja no Brasil.
A missa foi presidida por dom Orlando Brandes, o arcebispo da arquidiocese de Aparecida (SP), e concelebrada pelo cardeal Raimundo Damasceno, dom Mário Antônio da Silva, dom Maurício da Silva Jardim, dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, dom Joaquim Wladmiri Lopes Dias, dom Wilson Luís Angotti Filho, dom José Valmor César Teixeira e dom José Calos Chacorowski.
Logo no início da celebração, os novos bispos foram apresentados à assembleia, evidenciando a unidade e a diversidade da Igreja no país. Em tom de acolhida, recordou-se que cada um deles, a exemplo de Nossa Senhora, respondeu com generosidade ao chamado de Deus, assumindo com fé a missão episcopal.
Foram apresentados dom George Muniz, bispo da Diocese de Propriá (SE); dom Giuseppe Luigi Spiga, bispo da Diocese de Grajaú (MA); dom frei Samuel Ferreira Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus (AM); dom João Batista de Oliveira, bispo da Diocese de Corumbá (RS); dom Josivaldo José Bezerra e dom Nereudo Freire Henrique, bispos auxiliares da Arquidiocese de Olinda e Recife (PE); dom Gilvan Pereira Rodrigues e dom Gabriel dos Santos Filho, ambos bispos auxiliares da Arquidiocese de São Salvador da Bahia (BA); dom Clesio Facco, bispo da Diocese de Uruguaiana (RS); dom Antônio Carlos Paiva, bispo da Diocese de Oliveira (MG); dom Antônio Carlos do Nascimento, bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza (CE); dom Adalberto Donadelli, bispo da Diocese de Rio do Sul (SC); dom Geraldo Maia, bispo de Araçuaí (MG); dom Pedro Cesario Palma, bispo da Diocese de Jardim (MS); dom Dom Evandro Luís Braun, bispo da Diocese de Campo Mourão (PR); dom Itacir Brassiani, da Diocese de Santa Cruz do Sul (RS); dom Antônio Ranis Rosendo dos Santos, bispo de Caicó (RN); dom Joselito Ramalho Nogueira e dom Hiansen Vieira Franco, bispos auxiliares da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ); dom José Roberto dos Reis, bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia (GO), dom frei Márcio Antonio Vidal Negreiros e dom Celso Alexandre, bispos auxiliares da Arquidiocese de São Paulo (SP).
O Ressuscitado caminha com os discípulos
Na homilia, dom Orlando destacou que todo início de missão é marcado por questionamentos e incertezas, comparando essa experiência à dos discípulos de Emaús. Segundo ele, assim como aqueles discípulos viveram momentos de tristeza, frustração e “noite escura”, também hoje os cristãos passam por situações semelhantes. No entanto, ressaltou que é precisamente nesses momentos que o Ressuscitado toma a iniciativa de se aproximar, caminhar junto, escutar e transformar a vida dos Seus discípulos. O prelado enfatizou que se trata de “um encontro vivo, decisivo e transformador”, capaz de reacender a esperança.
O arcebispo emérito também destacou a importância da Palavra de Deus, pedindo que o Espírito Santo faça “arder o coração” dos fiéis, superando o desânimo e fortalecendo a fé. Ainda na homilia, dom Orlando alertou para o risco de uma vivência excessivamente racional, marcada por “algoritmos e cálculos”, e recordou ensinamentos do Papa Francisco sobre a centralidade do coração na experiência cristã. Para ele, a fé precisa ser viva, pulsante e capaz de transformar a realidade.
Outro ponto forte foi a centralidade da Eucaristia. Dom Orlando recordou que, assim como os discípulos reconheceram Jesus ao partir o pão, também hoje os fiéis fazem uma experiência concreta da ressurreição em cada celebração. Ele afirmou que “na Eucaristia, os olhos se abrem”, permitindo enxergar a realidade com um olhar novo, iluminado pela presença de Cristo.
Ao final da celebração, houve um momento de reconhecimento a dom Orlando Brandes. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, entregou-lhe um presente em nome do episcopado brasileiro, destacando seu entusiasmo e sua palavra profética irradiada a partir do Santuário Nacional. Dom Jaime também desejou saúde, força e perseverança ao arcebispo emérito, encorajando-o a continuar sua missão com o mesmo ardor.

Na ocasião, também foi feita uma menção especial a dom Milton, apresentado como um dos mais recentes entre os bispos ordenados, que igualmente recebeu uma lembrança da Conferência, em meio aos aplausos da assembleia. A Celebração foi concluída com um convite à missão, reforçando o compromisso dos novos bispos e de toda a Igreja em anunciar o Evangelho com renovado ardor e esperança.
Congresso Missionário
Durante a celebração, dom Maurício da Silva Jardim, bispo de Rondonópolis-Guiratinga e presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, fez o lançamento do caminho de preparação para o 7º Congresso Americano Missionário (CAM7), no Santuário Nacional de Aparecida, em sintonia com a assembleia do episcopado brasileiro.
Dom Maurício destacou que “quando o coração arde, os pés caminham”, ressaltando que a experiência viva com Cristo é o que impulsiona a Igreja à missão. Ele recordou que os congressos missionários têm como finalidade fortalecer nas Igrejas locais a consciência da missão universal, sem fronteiras, sendo verdadeiros momentos de graça e renovação para a evangelização em todo o continente.
Dom Maurício também relembrou que o Brasil já sediou um congresso missionário continental em 1995, na Arquidiocese de Belo Horizonte, e anunciou que o país voltará a acolher o evento, desta vez na Arquidiocese de Curitiba (PR), em novembro de 2029. Com o tema “América em saída: povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo” e o lema “Igrejas da América, em missão nas fronteiras”, o CAM7 foi apresentado como um processo contínuo, que se inicia desde já e envolve todas as Igrejas locais e seus diversos sujeitos missionários. Ao final, os fiéis foram convidados a assumir esse caminho com espírito missionário permanente, confiando a iniciativa à intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

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