Campanha da Fraternidade 2026

Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP) 

 

 

Tema: Fraternidade e Moradia
Lema: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14)

 

A Quaresma que se inicia na Quarta-Feira de Cinzas é antes de tudo, tempo de preparação para a Páscoa. É preciso, portanto, redescobrir o sentido cristão do sofrimento, (paixão morte e ressurreição de Cristo). Ele, se encarnou por amor e para nos salvar da condenação. Veio mostrar que é possível ser fiel e Deus e o valor incalculável da vida eterna, feliz.  

Para nós pecadores é, portanto, tempo especial de conversão, oração, esmola e jejum. Para consegui-lo é então necessário colocar-nos diante de Jesus Cristo e aprofundar o mistério de sua vida e sofrimento por nós. 

Por isso, neste período de tempo, a Igreja nos apresenta oportunamente, “A Campanha da Fraternidade”, pois como cristão somos de modo especial conscientizados, de que temos, como filho de Deus, compromissos fraternais e sociais com os outros. Existimos para Deus, aos irmãos(as) e, usufruir e defender a natureza, dom de Deus e bem comum. Friso: de todos.  

Por isso a Campanha da Fraternidade, nesta Quaresma, o Tema “Fraternidade e moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós”. Deus não cobra nada pelos seus direitos sobre a luz solar, a água sem a qual em poucos dias haveríamos de morrer, pela terra de cujo os produtos vivemos e até enriquecemos, pela beleza das montanhas, das estrelas e das flores.  

A Igreja defende a propriedade particular em sua doutrina social, mas recorda também que há abusos e que pesam deveres sociais, sobre o uso destes bens, para que não haja exploração. 

É preciso concretizar-nos da finalidade social dos bens, pois Deus nada cobra pelo uso da criação dele, manda ter solidariedade com os necessitados. Da fraternidade de Deus surgem os direitos divinos fraternos, comunitários e sociais.  

Por isso o lema: “Ele veio morar entre nós”. Para que?  

A –Para dar-nos exemplo. 

B – Para mostrar-nos que toda opção, decisão por… e ao mesmo tempo cisão de…. C – Não há amor fraterno onde não existe justiça social. D – Jesus praticamente renunciou a tudo. Não pede o mesmo de nós, mas justiça sim, solidariedade e amor também. E – Pergunto: como andam as coisas neste particular? Como nós cristãos reagimos a tudo isso? Quem tiver olhos para ver, certamente estará vendo. Cabe agora usar da consciência iluminada para agir.  

Boa Campanha da Fraternidade e Quaresma! 

 

 

 

 

 

 

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