O arcebispo de Santa Maria (RS) e coordenador do grupo de redação das Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), dom Leomar Brustolin, apresentou aos membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), na tarde da terça-feira, 10 de fevereiro, a versão final do “Instrumento de Trabalho” a ser aprovado na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a ser realizada de 15 a 24 de abril deste ano.
Dom Leomar ressaltou que o texto não é resultado do esforço de um grupo de trabalho, mas de um processo sinodal que dura 4 anos e foi pensando como forma de acolher, na Igreja no Brasil, as indicações do Sínodo sobre a Sinodalidade. O coordenador do grupo de redação informou que o texto será enviado a todos os bispos do Brasil ainda nesta terça-feira, 10 de fevereiro, e ressaltou que as palavras essenciais que animaram o sínodo (comunhão, participação e missão) são palavras essenciais para compreender o texto das diretrizes.
“O objetivo não é termos uma dissertação ou tese, mas um grande conjunto de diretrizes que apontam o caminho que vai animar a vida da Igreja no Brasil nos próximos anos. O texto é resultado de uma grande escuta e leva também em consideração as informações do último Censo Demográfico do Brasil”, disse.
O texto é organizado em 7 partes (Tenda: lugar do encontro, Escuta dos Sinais dos Tempos – sinais de esperança e desafios -, Discernimento e conversão pastoral – comunhão, participação e missão -, povo de Deus em Missão: laicato, vida consagrada e ministros ordenados, Caminhos da Missão, Compromissos sinodais – conversão das relações, processos e vínculos-, e Conclusão).
Foi pontuado pelos membros do Consep a importância de criar instrumentos e orientações para tornar as diretrizes conhecidas, vivenciadas e experimentadas nos planejamentos pastorais e considerar que elas são a opção feita, pela Igreja no Brasil, como modo de acolhida e recepção do Sínodo sobre a Sinodalidade no país.

Teste de votação digital e eletrônica
Um outro ponto a ser encaminhado como inovação para a próxima assembleia foi o teste de um sistema de votação digital que pode ser adotado para votação de documentos e eleições. O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, reforçou o princípio na adoção de um sistema de votação digital: “avançar como menos papel, mais tempo, confiabilidade e mais tecnologia que está à disposição de votação eletrônica”.
O subscretário da CNBB, padre Leandro Megeto, apresentou a empresa X Vote que oferece um Sistema de Votação Eletrônica já testado em eventos de organismos eclesiais e possui experiência de atendimento em votações de assembleias. A representante da empresa, Alessandra Revinthis, auxiliou nas explicações técnicas do teste realizado.
Cada participante da reunião do Consep, recebeu um aparelho eletrônico de votação (keypad). Após a explicação do equipamento e de todo o passo-a-passo do processo de votação, foram efetuadas várias votações em caráter de teste como oportunidade de verificar o desempenho da metodologia e da ferramenta.
A avaliação dos bispos, após o teste feito com o sistema, é que a votação eletrônica permitirá ganhar muito tempo de compilação dos dados. O teste foi feito com parágrafos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, texto que será apreciado pelos bispos na próxima assembleia geral da CNBB em abril.
Na última parte da reunião, os participantes fizeram um discernimento sobre propostas de temas para a Campanha da Fraternidade 2028. Os temas e sugestões foram apresentados pelo secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul.

Por Willian Bonfim
