Segunda-feira da Oitava da Páscoa – Mt 28,8-15

Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté – SP

 

Texto Referencial: “De repente Jesus foi ao encontro delas e disse “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se e prostraram-se diante de Jesus abraçando seus pés. Então disse a elas: Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam à Galileia. Lá eles me verão”.

1 – O Evangelho da Páscoa (Jo 20,1-9) retrata mais a cena do túmulo aberto: e das faixas encontradas em perfeita ordem, bem como dos panos que cobriam a cabeça de Jesus, colocados ao lado. As mulheres chegaram por primeiro: perceberam o túmulo aberto, mas não viram o Cristo Ressuscitado. Vão correndo ao encontro de Pedro e João, que imediatamente se dirigem ao túmulo, encontrando-o de fato, vazio. João mais jovem chegou primeiro ao túmulo e acreditou sem ver. Pedro veio e entrou. Encontrou a roupa de Jesus bem em ordem. Percebeu o túmulo vazio, nele entrou e constatou a ausência do Corpo de Jesus. O túmulo de Jesus continua vazio, ainda hoje, mas não basta. É preciso ir ao encontro do ressuscitado, nele crer e anunciá-lo presente, vivo com fé e atitudes convincentes. Esse tempo é o nosso: o do testemunho. Não somos testemunhas do túmulo vazio, mas do Cristo Ressuscitado e glorioso em quem cremos e o qual devemos anunciar com grande convicção.

2 – No Evangelho da segunda-feira (Mt 28,8-15) constatamos indiscutivelmente a presença das mulheres, entre elas Maria Madalena – as apóstolas dos apóstolos. A elas-medrosas – diz o texto, Jesus apareceu causando-lhes grande alegria. Elas, então transtornadas, lhe beijam os pés: Adorando-o. Recebem então a missão de se tornarem anunciadoras da ressurreição. Repito: Apóstolas dos apóstolos, as primeiras gratificadas pelo ressuscitado. Jesus não havia escolhido nenhuma mulher para compor o grupo dos doze, nem a mãe. Escolheu, no entanto mulheres para se tornarem apóstolas dos apóstolos. É preciso entrar mais e melhor na psicologia de Jesus. Sem isso, não entenderemos a Ele, nem assumimos nossa missão no século XXI, como deveríamos. Não continuemos a correr para a sepultura de Jesus, como outrora, mas assumamos nossa missão de enviados hoje. Não nos faltam religiões. Crescem principalmente na forma de seitas. Precisamos de convertidos. De místicos, como falou Karl Rahner, de santos, como pediu Jesus.

 

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