“Aqui estamos para refletir nossa caminhada, enquanto servidores de nossas Igrejas Locais”, esse é um trecho da acolhida e da oração inicial do Encontro de Coordenadores de Pastoral 2026, que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove na Casa dom Luciano, em Brasília (DF), realiza de 20 a 24 de julho.
A programação reúne momentos de formação, reflexão, oração e trabalhos em grupo, com atenção especial às Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), ao Documento Final do Sínodo e aos desafios da ação pastoral.
Importância dos coordenadores de pastoral
O subsecretário adjunto de Pastoral da CNBB, padre Tiago Ávila de Camargo, acolheu os participantes apresentado o sentido do encontro.
“Compreender esse encontro como um caminho das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032 que vamos construíndo juntos. As diretrizes estão aí, mas agora precisam ser traduzidas para diferentes realidades eclesiais”.
E nesta tarefa, o subsecretário ajunto de Pastoral da CNBB, ressaltou a importância que tem cada coordenador de pastoral e o serviço que realizam em suas Igrejas Locais.
“Testemunho bonito de comunhão”

O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, conduziu a apresentação: “A CNBB na animação pastoral da Igreja no Brasil”. Ele enalteceu o convite aceito pelos 190 participantes. “É um sacrifício deixar muitas coisas e vir à Brasília para o encontro, mas sobretudo é um testemunho bonito de comunhão de vocês”, disse.
Ao iniciar sua apresentação sobre a CNBB, organização que completa 50 anos de sua sede em Brasília e 75 anos de criação em 2027, dom Ricardo ressaltou que Igreja no Brasil é uma Igreja viva, dinâmica e bonita. “Isto precisa ser testemunhado”, afirmou.
O secretário-geral destacou que a CNBB já antecipava em sua estrutura ideias presentes no Concílio Vaticano II. “A CNBB já nasceu com uma visão pastoral. Ela nasce da Ação Católica que trabalhava no nível nacional em várias frentes pastorais. Isto é o que diferencia a CNBB. Agora, com esse novo momento, as novas diretrizes nascem de um trabalho sinodal, com várias escutas e níveis que se possa imaginar”.
“Agora é a vez de vocês”
Dom Ricardo afirmou que foi pós o Vaticano II que o episcopado brasileiro cresceu e se tornou, de fato, brasileiro. “A cada 10 anos o episcopado muda. Por isto, a importância de nos unirmos, falarmos a mesma linguagem. Para que ninguém fique fora desta história. Agora é a vez de vocês fazer com que a Igreja no Brasil recepcione estas diretrizes”, disse.
O bispo mostrou ao grupo os atuais números da Igreja no Brasil com suas 281 circunscrições eclesiásticas, entre as quais 48 arquidioceses, 218 dioceses, 7 prelazias, 3 eparquias, 1 exarcado, 1 ordinariado para os fieis de rito oriental, 1 ordinariado militar do Brasil, 1 administração apostólica pessoal e 1 arquieparquia.
Outro ponto que mereceu destaque na apresentação do secretário-geral da CNBB foram os números de padres diocesanos (15.587) e do clero religioso (6.895), sendo um total de 22.482 presbíteros. O número de 5.947 diáconos; 8 mil seminaristas, sendo 5 mil diocesanos e 3 mil religiosos; O número de membros dos institutos seculares: 2.073; religiosas de vida consagrada: 23.150 e irmãos de votos religiosos: 4.895; e 120 mil catequistas.
Dom Ricardo contou com a contribuição do subsecretário adjunto geral, padre Leandro Megeto, na explicação sobre como funciona a organização por regionais, incluindo os seus presidentes e os secretários-exeutivos. O trabalho das 12 Comissões Episcopais e Especiais, seus membros, incluindo bispos e assessores foi apresentado pelo subsecretário adjunto de pastoral, padre Tiago Ávila de Camargo.
Outras frentes de trabalho da CNBB também foram apresentadas na tarde do primeiro dia: o Setor de Campanhas (Fraternidade e Evangelização), a Edições CNBB, Centro Cultural Missionário.
Introdução ao texto das DGAE
Coube ao arcebispo de Santa Maria (RS) e coordenador do grupo de redação das Diretrizes, dom Leomar Antônio Brustolin, fazer a apresentação e introdução do texto das diretrizes, que durante o encontro será aprofundado capítulo por capítulo.
Dom Leomar destacou que o texto das diretrizes foi totalmente amadurecido na sinodalidade. Ele ressaltou que as Diretrizes são a forma da recepção do Sínodo no Brasil e que o texto passou por 21 versões. Segundo ele, o sínodo deu um deslocamento para as Diretrizes: do fazer para o Ser. “Isto muda tudo e aqui está a novidade das diretrizes”, disse.
O secretário-executivo do Inapaz, padre Danilo Pinto, aprofundou o tema: “DGAE: a escuta dos sinais”. A programação do dia termina com a celebração da Eucaristia, às 19h, presidida por dom Leomar Brustolin.
Acompanhe a programação:
Encontro de Coordenadores de Pastoral aprofunda Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e sinodalidade – CNBB
Por Willian Bonfim
