Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP) 

Quarta-feira Santa – 01/04/26 (Mt 26,14-25). 

 

Texto referencial: O traidor (Judas) perguntou “Acaso sou eu, rabi?” Ele então logo ouviu: “Tu o disseste!” (Mt 26,25). 

Estamos acompanhando as narrativas, da Paixão do Senhor Jesus, fruto do seu amor por nós, e de nossa traição e covardia em relação ao nosso salvador. Ninguém fez por mim, por nós, o que Jesus fez. Veio ao nosso encontro. Nasceu pobre e assim viveu. Não nos acusou, mas carregou nossa cruz e nela ofereceu sua vida pela nossa redenção. Nós temos medo do sofrimento e é normal. Mas, ele a enfrentou mesmo sendo torturado, injustamente. Não nos traiu, mas salvou. 

Jesus, sabe que sua “hora” está chegando. Pede ao Pai que seja liberto dela, mas reafirma sua fidelidade com o projeto assumido. O Pai não o castiga, como afirmam alguns. Está com o Espírito Santo, ao lado do filho amado. Deus traz o Pai infinitamente ofendido pelo pecado da humanidade, vai ao encontro da mesma para salvá-la. Só o Filho, feito homem, podia realizá-lo. Realizou. Por isso, ressuscitou. Venceu. É glorificado para sempre. 

Nosso Deus é assim: Amoroso-misericordioso (Ef 2,4). Tem o céu nos oferecer e quer nos livrar da condenação. Vai ao encontro dos infiéis e lhes oferece o próprio filho amoroso para nos arrancar do mal. Da condenação. O perdão é ato divino. Vamos sentir nessa Páscoa o amor do Pai? A resposta é nossa. É esperado ansiosamente. Vamos dar esta alegria, a Trindade? Ela o espera. 

 

 

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