O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, recebeu na manhã da quarta-feira, 14 de janeiro, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Luiz Paulo Teixeira Ferreira, acompanhados por seus assessores. O subsecretário-geral da CNBB, padre Leandro Megeto, e a assessora da Comissão para Ação Sociotransformadora, Alessandra Miranda, também participaram da reunião.
A reunião teve como tema central a conjuntura atual vivida pelos ministérios do Governo Federal e a sua capacidade de execução de políticas públicas. Um dos pontos ressaltados pelos ministros é como a capilaridade da Igreja Católica pode ajudar na transformação social mobilizando a participação popular localmente.

Panorama de Políticas para Mulheres
A ministra de Mulheres apresentou um panorama geral sobre as políticas de assistência social, em especial as voltadas para as mulheres e como a conjuntura dos últimos 10 anos tem sido desafiadora para garantia dos direitos dos mais vulneráveis.
Márcia Lopes destacou que o campo das políticas públicas para as mulheres está fortalecido com a realização da Conferência Nacional de Mulheres realizada em 2025. “O resultado da conferência foi a elaboração de orientações para a ação com mulheres que será publicado: Plano Nacional de Políticas para as Mulheres”, ressaltou.
A ministra também destacou a grave situação da violência contra as mulheres e a escalada dos feminicídios que exigem da sociedade civil em geral e também da Igreja uma ação pastoral no sentido da sensibilização e atuação na defesa da vida das mulheres nos espaços ecleasiais.
Pacto em defesa da vida das mulheres
A ministra sinalizou algumas inciativas para um pacto em defesa da vida das mulheres, como a realização de processos formativos com os lideranças (agentes de pastoral) sobre o ciclo da violência contra as mulheres e sobre os equipamentos público de denúncia e acompanhamento para acesso das vitimas aos programas sociais, para que possam atuar de forma atenta nas pastoral e movimentos da igreja.
Outras sugestões levantadas foram aproveitar o processo em curso com o projeto Capacita em Rede e incluir o tema nas capacitações oferecidas e incluir o tema nos processos de formação da Comissão Episcopal para Ação Sociotransformadora e Comissão para Vida e Família, duas comissões estratégicas para a reflexão e ação no campo da violência contra as mulheres e sugerir a inclusão dos Canais de Denúncia, como o 180, nos folhetos de missas.
O ministro do desenvolvimento agrário, Paulo Teixeira, apontou a necessidade de que os setores que não estão ligados diretamente ao tema das mulheres possam também assumir um compromisso comum de ação em torno da agenda de direitos das mulheres para ampliar a capacidade de abrangência. A Comissão Sociotransformadora da CNBB foi estabelecida como o ponto de interlocução da CNBB com os ministérios.
Por Willian Bonfim com fotos de Fiama Tonhá - ASCOM CNBB.
