No início desta Semana Santa, na segunda e nesta terça-feira (30 e 31 de março), os assessores da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cepast-CNBB) estão debruçados sobre os resultados do projeto integrado das Pastorais Sociais apoiado com recursos da Misereor, a agência de cooperação da Igreja Católica na Alemanha.
Reunidos na sede da Conferência dos Bispos, em Brasília (DF), Alessandra Miranda e padre Edinho Thomassim avaliam o projeto desenvolvido de forma colegiada pelas pastorais, organismos e redes que fazem parte da Comissão para a Ação Sociotransformadora da CNBB com apoio da Misereor. Esse monitoramento é acompanhado pelo assessor metodológico do Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais (CAIS), Domênico Corcione. Também auxiliam o encontro a assessora de comunicação da Cepast, Jucelene Rocha, e o colaborador Felipe Marques.
Na manhã desta terça-feira, o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB falou aos participantes da reunião, motivando o trabalho integrado entre as Pastorais Sociais.
O grupo revisitou os objetivos do projeto, os indicadores dos impactos previstos e a evolução da execução no último ano. As ações do projeto viabilizam a articulação das pastorais sociais, processos de incidência política e de formação, além do fortalecimento da mobilização social em torno das pautas prioritárias do conjunto das pastorais e fortalecimento da comunicação, na perspectiva sociotransformadora. De acordo com Alessandra Miranda, a tarefa é fazer um monitoramento dessa etapa do projeto, que está concluindo o segundo ano de execução.
“O monitoramento vai nos ajudar a continuar o trabalho neste ano e na elaboração de uma nova proposta que dê conta de olhar para o aprendizado e propor algo sociotransformador para a nova proposta a ser apresentada para a Misereor”.
São alcançados pelo projeto diversas populações acompanhadas pelas Pastorais Sociais do Brasil, como comunidades tradicionais, povos originários e em comunidades vulneráveis, mulheres, pessoas com deficiência, crianças, adolescentes e idosos, refugiados migrantes e vítimas do trabalho escravo.
Construir um trabalho articulado
Padre Edinho Thomassim explica que o trabalho desenvolvido no contexto desse projeto está alinhado aos esforços que a Comissão tem feito de articular as Pastorais Sociais para que elas cresçam num trabalho em rede, não de forma autônoma, e que também possam desenvolver estratégias de comunicação, de sustentabilidade e da auto-sustentabilidade dos processos de trabalho integrado.
“Esse momento está em conjunto com o que vivemos no Seminário Nacional das Pastorais Sociais, que é construir um trabalho de ânimo, de envolvimento, de integração e de despertar novas lideranças. Se não tivermos uma organização bem pensada, uma estrutura articulada, uma estratégia de comunicação bem pensada e se não tivermos recursos para viabilizar esse despertar vocacional – que é o carro-chefe da Cepast, que passa pelo conhecer a Doutrina Social da Igreja, despertar para o seguimento sociotransformador e para a dimensão concreta da vivência da fé, das coisas práticas da vida – se nós não construirmos essas estruturas básicas de sustentabilidade, comunicação e uma organização bem pensada, não vai funcionar”.
O assessor ainda ponderou que o trabalho das Pastorais Sociais necessita da cooperação internacional.

Avaliação positiva
O assessor do CAIS, Domênico Corcione, avaliou positivamente o trabalho desenvolvido pela Comissão para a Ação Sociotransformadora da CNBB.
“A CNBB, e especialmente essa Comissão, está de parabéns pelo trabalho levado adiante com muita competência, muito empenho e muita dedicação, e que vem dando resultados significativos. São temas como ecologia integral, fé e compromisso político, saúde, educação, moradia, políticas públicas em geral que são levados adiante e demonstrando como vem crescendo o número de jovens e outros agentes pastorais que se comprometem com esse trabalho”, destacou Corcione.
Como encaminhamento, o consultor indicou a continuidade, diante da análise positiva dos objetivos e indicadores estabelecidos no projeto. “Estou plenamente confiante e acredito que a Misereor vai ficar satisfeita com o resultado desse trabalho e a comissão vai continuar com firmeza”, disse.

Luiz Lopes Jr | Fotos: Paulo Augusto Cruz/CNBB
