Como as pessoas e as famílias estão fazendo para conseguir sobreviver? E nesta busca pela subsistência, como as pessoas estão encontrando um sentido para a vida?
A missão da Igreja é a evangelização das pessoas, situadas no tempo e no espaço, convivendo com contradições, entremeadas de sinais de vida e também de violência e dor. Como fazer com que o Evangelho da vida chegue ao coração das pessoas? Os diferentes contextos culturais e sócio-econômicos não podem ser deixados de banda, pois condicionam as pessoas, obrigando-as a conviverem com estruturas perversas de exclusão.
Como a força do amor do Evangelho transformará os corações e a realidade contraditória na qual convivemos? Como fazer para que a mensagem do Evangelho incida na construção da cidadania?
São questionamentos vitais para nós que cremos no Evangelho da vida, colocando-nos a serviço da promoção humana. Nosso desafio é ir ao encontro de tantas pessoas que desconhecem a força de transformação do Evangelho. Em muitos lugares, as pessoas não têm acesso à mensagem de Nosso Senhor. Muitos se afastaram da Igreja por vários motivos. Outros prescindem da dimensão da fé. Levam a vida sem considerar os valores da fé. Têm uma idéia distorcida sobre Jesus Cristo e a missão da Igreja.
O que fazer e como fazer para que a prioridade da Evangelização de base seja assumida pelos cristãos – não só pelos padres e religiosas, mas também por lideranças leigas?
Algumas iniciativas evangelizadoras tornam-se imprescindíveis. Nosso público alvo deve ser a Família, formadora das pessoas. Muitas famílias deixaram de ser igreja doméstica. Crianças e adolescentes carecem de formação na família e na escola, fonte de ensino, aprendizado, habilidades. A família e a escola formam ou deformam as pessoas. Consequentemente, formam ou deformam a comunidade e a sociedade. Nosso desafio consiste em criar condições para a formação de pessoas orientadas à promoção do bem da coletividade. Nosso desafio é a formação integral das pessoas, isto é, educação!
O acesso à Palavra de Deus, a criação de condições para um bom relacionamento familiar e social, torna-se prioridade. Há uma ligação profunda entre as dimensões da Evangelização e da inclusão social. É um desafio para o Estado e para a Igreja, em funções específicas e distintas, criar condições para que o nosso povo tenha acesso à educação, comprometendo-se com a construção coletiva das estruturas sociais justas, fraternas e solidárias.
