Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP)
Solenidade da Natividade de São João Batista. 24/06/2026 (Lc 1,57-66.80).
Texto Referencial: “…e queriam dar-lhe o nome de seu pai Zacarias. A Mãe, porém, disse: “Não! Ele vai se chamar-se João”. (Lc 1, 59-60).
A Igreja Católica, geralmente, só celebra o dia da morte de seus filhos santos canonizados, trata-se do dia da vitória definitiva: o do encontro feliz com o Redentor e com os outros irmãos vencedores. Celebra-se então naturalmente a natividade de Jesus e de sua Mãe, Maria Santíssima, apresentou-se, porém, ao martírio de João Batista: sua Natividade. 1.1 De fato, ele fecha com chave de ouro o Antigo e com a mesma abre o Novo Testamento. Veio preparar os caninhos para a vinda do Messias e fê-lo muito bem. Na sua pregação, insistia na necessidade da conversão para todos, dando o seu próprio exemplo.
Tudo tem seu preço e no caso certamente, não é pequeno pois se trata da santidade, da justiça e da solidariedade. O Batista o pagou, pois o discurso da justiça da santidade faz mal aos ouvidos, e a justiça a consciência dos maus. 2.1 Foi o caso de Herodes: convivia com a mulher de seu irmão. João Batista chamou-lhe a atenção. Isso bastou: devia morrer, ou melhor, ser morto. Foi de fato degolado. Perdeu assim a cabeça, mas não a grandeza nem a beleza de sua admirável vida. 2.2 se João Batista vivesse hoje, teria muito trabalho, pois, não faltam novos Herodes nem atualizadas Herodiades infiéis. Repito: teria vida curta e dificuldades mil. 2.3 Muitos conhecem de São João Batista seu severo estilo de vida, porém mais oportuno seria lembrar que seu testemunho foi admirável e o elogio que recebeu de Jesus. Foi invejável: “o maior dos nascidos de mulher”. E sempre, depois de Jesus e de Maria Santíssima.
São João Batista rogai por nós, e defendei-nos em nossos dias.
