Proclamando: “Há esperança no caminho!”, o mês vocacional, neste ano, faz sintonia com o Ano Catequético. A história dos discípulos de Emaús nos mostra como Jesus se torna próximo daqueles dois jovens entristecidos e desanimados, escutando seus lamentos e, a partir da Palavra de Deus, ajudando-lhes a compreender o que tinha acontecido. Aqueles discípulos voltam a Jerusalém e partilham como a experiência do encontro com Jesus ressuscitado deu novo sentido à vida deles.
Foi um acontecimento tão forte que a distância não se tornou impedimento para a volta a Jerusalém, onde os discípulos estavam reunidos, mesmo já sendo noite. Lá, não só contaram o que tinham experimentado no caminho de Emaús, mas também tiveram a felicidade da renovação do encontro com Jesus Cristo e a confirmação da presença do ressuscitado na comunidade.
O encontro com Jesus faz com que os discípulos se firmem na convicção de que são chamados e enviados para darem testemunho da graça recebida, obedientes à sua palavra: “Vós sois as testemunhas destas coisas”. A força do Espírito Santo os acompanhará e os sustentará na missão a fim de que, na comunhão da Igreja, possam proclamar a presença viva de Jesus Cristo.
Celebrando, dentro do mês vocacional, a semana dedicada aos vários ministérios e serviços na vida da comunidade, e nesse ano tendo o quinto domingo dedicado especialmente ao ministério de Catequista, encontramos, na experiência dos discípulos de Emaús, algumas luzes importantes para o processo catequético hoje, no Brasil:
- Estar saindo sempre ao encontro das pessoas para, com atenção, escutá-las em sua história: anseios, seus sofrimentos, dificuldades, esperanças…;
- Iluminar a vida das pessoas e os acontecimentos com a Palavra de Deus, numa relação bem estreita entre a vida e a Palavra, a Palavra e a vida, apontando sempre para a pessoa e a missão de Jesus Cristo;
- Empenhar-se para que cada pessoa faça a experiência do encontro com Jesus , Palavra de Deus e Pão da Vida.
- Ajudar crianças, adolescentes, jovens e adultos a descobrirem a importância da comunidade, como lugar de encontro com Jesus Cristo, participando de suas atividades. A ligação com a comunidade é fundamental, pois a catequese consolida a vida da comunidade!
- Incentivar todos os que estão no processo catequético para descobrirem a vocação e a missão que brotam do Batismo a fim de que estejam disponíveis para os vários serviços e ministérios na comunidade, dando testemunho da fé na vida da sociedade.
- Ter sempre clara a necessária ligação entre a Catequese e a Liturgia consciente de que o (a) Catequista não pode se contentar em transmitir “certos conhecimentos”, mas cuidar para que o seguimento a Jesus Cisto seja sempre acolhido, testemunhado e celebrado.
- Viver a missão como catequistas iluminados pelo Espírito Santo e sempre atentos à palavra de Jesus: “Vós sois as testemunhas destas coisas” (Lc 24,48), conscientes de que a catequese não é um ato particular, mas essencialmente eclesial (cf. Diretório Nacional de Catequese 233).
- Assumir o ministério da catequese como missionário (a), a exemplo de Jesus que foi ao encontro dos discípulos caminhando com eles até Emaús, aquecendo os seus corações.
Damos graças a Deus pelas milhares de pessoas que assumem o ministério da Catequese em todos os lugares do nosso Brasil e outros ministérios e serviços, contribuindo para o fortalecimento das comunidades. Também agradecemos às coordenações e equipes de Catequese em nível de comunidades, áreas pastorais, paróquias, regiões e dioceses, sem esquecer a Comissão Bíblico-Catequética da CNBB que, com tanta competência e carinho, nos faz dar passos para que os (as) catequistas continuem assumindo essa missão como um serviço essencial e insubstituível (DGC 219a).
Que cada catequista unido aos catequisandos e seus familiares, às comunidades e às dioceses, possa proclamar: “Há esperança no caminho!”
Deixo o meu grande abraço e o abraço da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. Deus abençoe e ilumine você catequista!
