Ecônomos falam sobre os desafios da gestão eclesial e as contribuições do Encontro de Ecônomos para sua missão

O segundo dia do Encontro de Ecônomos, 20 de maio, está sendo marcado por discussões sobre os temas “Gestão Eclesial Responsável: Contribuições da Assessoria Jurídica frente às Mudanças Econômicas e Pastorais”,  “Gestão orçamentária integrada ao controle financeiro: caminhos para uma administração eclesial transparente”, “Sindicatos”, “Modelos de Gestão”, “Sustentabilidade financeira da Igreja em tempos de mudança” e “A missão do ecônomo no Magistério do Papa Leão XIV”.

De acordo com o ecônomo da CNBB, padre Felipe Lima, o encontro tem o objetivo de oferecer formação, atualização e espaços de diálogo sobre questões que impactam diretamente a missão administrativa da Igreja no atual contexto social, econômico e cultural.

O encontro, que acontece na Casa dom Luciano, em Brasília (DF), até a quinta-feira, 21 de maio, reúne cerca de 220 ecônomos, bispos, padres, religiosos e leigos de diversas dioceses do país para um tempo de formação, partilha de experiências e aprofundamento sobre a administração dos bens da Igreja.  Abaixo, segue uma partilha dos desafios e aspectos positivos do encontro na visão dos participantes. 

O encontro na visão dos participantes

Para um dos procuradores da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, padre Vitor Aguillar, o encontro está sendo importante e oferecendo ferramentas para enfrentar os desafios enfrentados pelas Igrejas particulares. “Aqui estamos aprendendo como gerir melhor os recursos, processos, controle de gastos, orçamentos e transparência na gestão,  questões que vem sendo apontadas pelo Papa Francisco e padre Leão XIV para melhor realizar uma gestão eclesial”, disse.

Padre Vitor Aguillar, procurador da arquidiocese do Rio de Janeiro. | Fotos: Fiama Tonhá – ASCOM CNBB.

 

O gestor da cúria metropolitana da arquidiocese de Brasília, padre André Marinho, disse que os assuntos que estão sendo abordados no encontro são relevantes para a sua missão como gestor eclesial. “A Igreja para melhor exercer a sua missão no mundo que é anunciar Jesus Cristo também necessita de organizar os processos de gestão e governança em vista de que tudo seja transparente: processos e finanças. Isto tem nos ajudado muito não apenas na administração mas também na gestão”, disse.

O padre, que também é professor da disciplina “Administração Paroquial” no seminário maior da arquidiocese de Brasilia, disse que vai passar para os seminaristas, desde já, a importância do cuidado com as finanças e a administração porque isto ajuda a evangelização e na vida pastoral.

O ecônomo na basílica de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, na diocese do Crato (CE), padre Humberto Júnior, afirmou que encontros como o promovido pela CNBB despontam como um momento muito rico de atualização dos gestores e também de partilhas de experiências e conhecimentos. “É um encontro muito importante para quem quer gerir bem, fazer uma boa gestão, conhecer as orientações da Igreja e também dos ordenamentos civis para o exercício da função”, disse.

De Cruz Alta, diocese no Estado do Rio Grande do Sul, a Elisângela Ferreira ressaltou a atualidade e a pertinência dos conteúdos que estão sendo aprofundados pelo encontro. “Com certeza vai agregar muito para o nosso trabalho no dia-a-dia porque poderemos nos atualizar e ajustar alguns pontos na gestão de nossa diocese”, disse.

 

Outras conferências

No último dia do encontro, quinta-feira, 21 de maio, estão previstas duas conferências:  “Gente e gestão na Igreja: profissionalização, planejamento e ética em tempos de mudanças”, “Da planilha à governança digital: desafios e oportunidades para os ecônomos na gestão eclesial”. O encontro termina ao meio dia.

 

Por Willian Bonfim com fotos de Fiama Tonhá

 

 

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