Lei estadual em Goiás fortalecerá a Campanha da Fraternidade como sinal da missão da Igreja em favor dos pobres

A Campanha da Fraternidade, iniciativa de solidariedade e caridade da Igreja Católica, que nasceu no ano de 1964, por iniciativa do então arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, foi reconhecida como patrimônio cultural e imaterial goiano, no último dia 4 de fevereiro de 2026, através da Lei Estadual nº 24.079, que foi sancionada pelo governador do estado de Goiás em exercício, Daniel Vilela. O projeto de lei foi apresentado pelo deputado estadual Antônio Gomide.

Entrevistado, dom João Justino, arcebispo metropolitano de Goiânia e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que a Lei Estadual aprovada pelo governador Daniel Vilela, é de importância muito significativa para a Igreja e para a sociedade.

“É o reconhecimento do poder público e legislativo de uma iniciativa eclesial que, há mais de 60 anos mobiliza a Igreja do Brasil a cada Quaresma com temáticas que têm tocado realidades sociais e o compromisso dos cristãos católicos de colaborar, de contribuir para a transformação da sociedade, para que essa mesma sociedade possa viver de modo mais concreto a fraternidade”, afirmou dom João.

Segundo o arcebispo, o reconhecimento contribui também para que esta iniciativa possa chegar àquelas pessoas que ainda não conhecem a Campanha da Fraternidade. “Muitos certamente ainda não conhecem a Campanha e esse reconhecimento pode despertar o sentimento das pessoas para que possam conhecer a iniciativa, de outro lado, é o reconhecimento real de que se trata de um verdadeiro bem, patrimônio cultural e imaterial, que pertence ao povo brasileiro. Conhecer isso significa dar crédito a esta experiência que é uma forma de manifestação da Igreja Católica de promover a fraternidade e isso pede o compromisso e o apoio das pessoas que reconhecem aí o patrimônio”.

Saiba mais: cnbbco.com

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